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BOLSONARO DECLARA QUE NÃO CONHECE A MILÍCIA DO RIO DE JANEIRO E QUE NÃO EXISTE NENHUMA LIGAÇÃO SUA COM OS MILICIANOS

Bolsonaro resolveu se explicar se foi o mandante do crime do miliciano e ex-capitão da PM, a título de queima de arquivo, para se livrar da acusação de mandante do assassinato de Marielle. Depois de queimado pelo governador baiano e petista Rui Costa, que disse em redes sociais não manter laços de amizade nem prestar homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça; a Bahia nunca irá tolerar milícias; na Bahia, a determinação é cumprir a ordem judicial e prender os criminosos com vida, mesmo que os MARGINAIS (assim mesmo, com caixa alta) mantenham laços de amizade com a Presidência da República. Em nota, Bolsonaro replica o governo petista da Bahia “de não preservar a vida do foragido optando pela execução sumária, caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, quando o PT nunca se preocupou em elucidar; Rui Costa não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também prestou homenagens ao presidiário Lula quando o visitou em Curitiba”. Bolsonaro juntou Marielle a Adriano Nóbrega como assassinatos que precisam ser esclarecidos – juntou a líder política carismática a um reles matador profissional, revelando o seu grau de malignidade, como se fosse um câncer agressivo. Ao vivo, Bolsonaro se complicou pedindo para transferir a culpa imputada a seu filho Flavio por ilícitos (que já se acumulam) em sua conta pessoal – tem horror de ver qualquer filho sair algemado para a prisão, como o foram Sergio Cabral e outros. Continuando, “quando Adriano Nóbrega foi homenageado na Assembleia do Rio de Janeiro, ele era um herói, pois, em operação, matava vagabundo, traficante”. Tal como Moro, sempre defendendo a excludência de ilicitude, ou seja, o PM ou policial poder matar quem ele quiser, com o fim justificando os meios e pouco se importando na transformação do marginal em matador profissional ou miliciano, a vender seus serviços. Contradizendo-se “sem querer defendê-lo, desconheço a vida pregressa de Adriano Nóbrega; se posteriormente mudou para o mal, não tenho nada a ver com isso” – fácil falar, morto não fala. Ao final, Bolsonaro, em ato falho, parecia depor diante de um juiz: “não conheço a milícia no Rio de Janeiro; não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio”. Por mentir desavergonhadamente, brinca com o perigo ao não resistir chamar a atenção para si e dispensar porta-vozes. Precipitando um daqueles aguaceiros de verão, que fará deslizar uma encosta sobre sua casa mal ajambrada assentada em fakes news, com ele dentro. Por não ter evacuado a tempo, morrerá em vida de entropia, em total desordem no seu sistema.

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