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BRASIL GEMINIANO

Somente fazendo a leitura da carta astrológica da nação onde Allan Kardec mais se tornou conhecido. O signo é Gêmeos: fala um bocado, espirituoso, imprevisível, mutante. Interessa-se por diversos assuntos, mas não almeja adquirir conhecimento especializado, pois há muito que aprender e, se mergulhar nas profundezas, deixa passar outras oportunidades. Nunca se encontra o brasileiro onde você o deixou, se distraem com facilidade, ao fascínio se segue o fastio, nada dura para ele, ora é uma coisa, ora é outra, capaz de ter distintas personalidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo, excetuado aquelas por obrigação.
O ascendente é Aquário: de um idealismo que se choca com sua realidade. Impaciente, quer ver o ideal tomar forma imediatamente, fazendo o que bem entende, tendo resposta para tudo, quando ele não conhece nem a si próprio… tudo são apenas idéias. Viajantes, simplesmente se desligam e entram em outra sintonia, se transformando em figuras exóticas com seu espírito de busca insaciável.
Érico Veríssimo assim definiu Getúlio Vargas: “É um homem calmo numa terra de esquentados. Um disciplinado numa terra de indisciplinados. Um prudente numa terra de imprudentes. Um sóbrio numa terra de esbanjadores. Um silencioso numa terra de papagaio”. Com conhecimento de causa, à frente do Brasil por três décadas.  
O mulato inzoneiro do meu Brasil brasileiro, no bamboleio que faz gingar na terra de Nosso Senhor. Tira a mãe preta do cerrado, pelos salões arrastando o seu vestido rendado, na terra boa e gostosa da moreninha sestrosa. Esse coqueiro que dá coco, estas fontes murmurantes, onde a lua vem brincar, a terra de samba e pandeiro – a aquarela do Brasil trigueiro.
Do Brasil cordial de Sergio Buarque de Hollanda ao Brasil de Genoino e Dirceu na luta armada contra a ditadura. Os militares, sob o peso da maldição do presidente Figueiredo para que o esquecessem, enquanto a rememória das torturas não estanca. A esquerda unida jamais será vencida, sob o peso de dividir para não reinar. Postos a nocaute pelo Brasil do cabra da peste Severino.
O Brasil em estado vegetativo de Diogo Mainardi, que despreza a cultura popular e as nossas tradições, à frente o Carnaval. Baseado numa sociedade falimentar que dá esmola ao pobre. Não foi por outra que o comunismo não se criou, a verdadeira revolução é ganhar dinheiro. Quanto mais, melhor. Se não o pagassem para escrever, passaria o dia todo na frente da televisão. Zapeando falcatruas até morrer de tédio com o Brasil no qual ele nunca acreditou.

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Antonio Carlos Gaio
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