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CAPÍTULO 11 – TOMAR PARTIDO NO JULGAMENTO

Por mais que se queira evitar pender para um lado como todo julgamento criterioso deve obedecer, seja por parte dos juízes ou dos cidadãos, e nem bem foi iniciada a condenação, já se nota o tomar partido nas mídias sociais e na velha imprensa. Os petistas estão indignados com a sede do ministro e relator Joaquim Barbosa em querer condenar sem se importar com a falta de provas e levado apenas por indícios. Ainda mais que o natural de Paracatu, brabo como todos que lá nascem, já foi procurador a exemplo de Gurgel e também possui um DNA acusatório. Os tucanos elegeram o ministro e revisor Ricardo Lewandowski como contraponto a Joaquim Barbosa e com pendores para desmontar a peça acusatória, ao ter defendido a tese do desmembramento nessa altura do campeonato, o que implicaria em lucro para os réus e diluiria o caráter holístico do escândalo. Criticam-no por ter se colocado em posição contrária ao fatiamento do processo em blocos cujo intuito é melhor julgar lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, por exemplo. Lewandowski preferia alinhar os réus numa fila e julgar um a um, prejudicando a discussão do mensalão propriamente dito. Líquido e certo foi a premeditação dos juízes supremos para encalacrar Joaquim Barbosa como relator do mensalão. A ardileza irá custar a todos terem de julgar sob sua vara e ai de quem ficar cheio de dedos para condenar, procurando uma decisão mais salomônica. Estará sujeito à ira dos que desejam condenar e acusado de leniente com a corrupção.

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