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CAPÍTULO 258 – INTERVENÇÃO ESPÍRITA NA TRAJETÓRIA DE ENCARNADOS

Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento? Os Espíritos nos dirigem com uma frequência maior do que imaginamos. Mas não somos marionetes. Os Espíritos interferem sim em nossas vidas, influenciando pensamentos e atos através da sintonia mental, de forma constante e sutil, mas nós mantemos o livre-arbítrio para aceitar ou rejeitar essa influência, que pode ser benéfica, se vierem de bons espíritos, ou prejudicial, se de espíritos inferiores, a depender de nossa própria sintonia vibracional e escolhas morais.
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao ser humano; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva, segundo “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec.
Estela, perto dos 80 anos, solteira e sem filhos, é do signo Câncer, frequentemente apontado como o número um pela sua necessidade de conexão e afeto constante. A capacidade mediúnica dos cancerianos está intimamente ligada à sua sensibilidade emocional e durante anos ela atendeu a diversas almas sujeitas a espíritos obsessores, como médium de um centro espírita. De repente, sua mãe, desencarnada, sorrindo, passou a frequentar seu apartamento, posicionada sempre de frente para Estela, debruçada sobre o peitoril da janela principal, como se a apreciar a vista. Para incumbi-la de cuidar de seus três irmãos, todos na casa dos setenta, casados com família formada e netos, mas a demonstrarem profunda inaptidão espiritual para concluir sua encarnação: insatisfeitos, a reclamar do que vieram fazer aqui neste mundo e totalmente desfocados de sua atual realidade.
Nem sempre é possível compreender, de pronto, a resposta celeste em nosso caminho de luta, já que, em muitas ocasiões, a contrariedade amarga é aviso benéfico e a doença é recurso de salvação. Não raro, Deus desarruma o funcionamento do corpo ou o enfeia para que sua alma se ilumine e progrida.
Os irmãos da Estela não são crianças, mas se comportam como tal. Um deles teve câncer na língua, outro, nos lábios, por onde saem impropérios, reflexo dos desajustes a que se entregaram em razão direta ao desgoverno imprimido às suas vidas. Nos círculos da fé, encontramos diversos corações extenuados com a desilusão, assemelhados aos doentes desenganados quanto à eficácia dos remédios, reclamando que não recebem respostas do Alto. Os espíritos imperfeitos são os instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos seres humanos no bem.
A ducentésima quinquagésima oitava intervenção espiritual, em 23 de janeiro, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 166 (“Respostas do Alto”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 11 (“Amar ao próximo como a si mesmo”), item 8 (“A Lei do Amor”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Não estamos sozinhos. Os Anjos Guardiães, de espírito mais elevado, vêm para nos instruir e proteger, mas respeitando o nosso livre-arbítrio. Papel que foi reservado a Estela, que teve de abrir mão de inúmeras tarefas e afazeres voltados para dar sequência à sua encarnação e priorizar os cuidados em seus irmãos, adiantando-se ao que lhe será reservado no Plano Espiritual, graças à sua boa-vontade, aqui na Terra como no Céu.
Deus nunca atira pedras em mãos que suplicam por auxílio. Mesmo em quem O ignora. Mas se te demoras, em meio a indecisões, hesitações e inibições, permanecendo convicto de todos os impedimentos e dores que o inabilitam a captar a orientação e as recomendações que vêm do Alto, os três irmãos correm o risco de perder o socorro e o amparo da Irmã Estela, se ela vier a desencarnar antes deles. Podem também perder a razão por não mais encontrar um eixo em que se apoiar. Aí terão de despertar para assumir o seu próprio caminho, em meio ao arrependimento que soará tardio.
Atribuída essa missão para Estela, ela cumpriu empenhando todo o seu coração, embora, de princípio, julgasse um tremendo sacrifício. Será recompensada na sequência de sua vida espiritual, com maior consciência ainda e doses substanciais de amor regenerativo de diferenças intrafamiliares.

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Antonio Carlos Gaio
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