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CAPÍTULO CXLV – UM PACTO A SER RESPEITADO

Plantaremos todos os dias. É de lei. Assediados por conturbações de natureza material acentuando o labirinto de encarnações dolorosas, se nos deixarmos levar pela decadência. O ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fartos e fáceis reclamando das retificações de amanhã.
Existe um pacto a ser respeitado e não cabe a nós nos retirar antes da hora aprazada para o desencarne. Nós não somos donos nem muito menos reféns de nosso destino, pois existe Deus acima de nós. Muito embora sejamos responsáveis pelos nossos atos e devemos prestar contas em função do livre-arbítrio que nos é atribuído para construir nossa trajetória, dando passos à frente e progredir em razão do que não conseguimos nos sair bem em encarnação anterior.
Tens uma cota, que não é pequena, a ser resgatada o quanto antes, ainda mais se deixou para fazer tudo ao final. Para despertar do estado de profunda e prolongada inconsciência a que se permitiu inerte, ao longo da maior parte de sua encarnação, de modo a deixar aflorar em si a espiritualidade que ainda não possui ou fortificá-la no que ainda hesita.
Prosseguindo a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima quadragésima quinta intervenção espiritual, em 16 de julho de 2021, efetivou-se sob a égide da leitura de “Vinha de Luz”, 53 (“Sementeiras e Ceifas”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 24 (“Não coloqueis a candeia debaixo do alqueire”), itens 1, 2, 3 e 4 (“Candeia debaixo do alqueire. Por que Jesus fala por parábolas.”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Chovem incandescentes as indiretas de Jesus Cristo e sua insistência em falar por meio de parábolas, ainda presentes nos dias de hoje: “Ouvireis com os vossos ouvidos e não escutareis; olhareis com os vossos olhos e não vereis”. Em razão do coração do povo frequentemente virar uma pedra, insensível e pouco maleável, seus ouvidos ensurdecem e seus olhos se fecham para que não vejam de modo a seu coração se recusar a compreender e “a não se converterem permitindo que eu os cure”.
Parábolas. Não estar ainda à altura de compreender certas coisas. Veem, olham, ouvem e não compreendem. Não é prudente revelar precipitadamente todos os conhecimentos, pois o ensinamento deve ser proporcional à inteligência daquele a quem se dirige, porque há pessoas para as quais a Luz (muito viva) ofusca, quando ainda não existe campo fértil para esclarecer
O grão semeado fora da época do plantio não germina. Mas o que a prudência manda calar momentaneamente deve, cedo ou tarde, ser descoberto. Quando os homens, guiados por entre as coisas da Terra e do Céu, acabam por procurar por si mesmos a luz que outrora lhes ofuscava, assim que as trevas da ignorância começam a lhes pesar. Se Deus lhes deu inteligência para compreender, quando atingido um certo grau de desenvolvimento, tratam de raciocinar, de refletir sobre a sua fé, religiosa ou não. Sem o que, não se sustentam. Nem de pé. Falecendo sua razão de existir, por não saber se exercer como ser humano. Como alma que se preze ao zelar pelo espírito que precisa evoluir.
Pois sem a luz da razão, a fé se enfraquece.

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