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CAPÍTULO LVII – PAZ

Quem disse que se pôs um fim aos duelos? De lá para cá, monarquias ruíram, surgiu petróleo nos areais árabes, refugiados estão se evadindo da pobreza africana e invadindo os quintais dos bem-nascidos, a globalização tornou flagrante a injustiça social e a miséria, a população crescendo nas ruas, uma avalanche a rejeitar a herança da escravidão a caminho de resgatar sua autoestima, quando duelos de outra ordem ainda virão. E não é num cenário de apocalipse e sim com a pobreza igualmente batendo à sua porta, sem fazer distinção, quando a injusta distribuição de renda começar a fazer sentir seus efeitos danosos.

A quinquagésima quarta intervenção espiritual, em 16 de fevereiro de 2018, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 12 (“O duelo”) do capítulo 12 (“Amai os vossos inimigos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

Kardec compara o suicida, sem coragem para encarar de frente as contrariedades e aflições da vida, com o duelista, que não suporta os ultrajes à sua honra de cavaleiro ou aristocrata. Que coragem é essa, nascida de um caráter colérico, que reage à primeira ofensa? Onde se encontra a sua grandeza de alma? Quanto sangue! Então Cristo não teria o direito de exigir até hoje em nome das ofensas e das zombarias que Lhe foram dirigidas, já crucificado, pelos soldados que não paravam de machucá-Lo com espinhos e lanças? Duvidando da existência de Seu Pai, que O teria abandonado à sua própria sorte.

O ódio, tão em voga atualmente, se arrogando o direito de destruir e excluir adversários que se interpõem em seu caminho por pensar em contrário, como que legitimado para decidir sobre os desígnios da vida e da morte de seus concidadãos, quando é a Natureza que detém esses direitos, para se reformar e se reconstruir a si mesma.

Bem a propósito, eis que chega às minhas mãos, somente agora, a mensagem do eminente espírita Bezerra de Menezes, recebida na Federação Espírita Brasileira em 7 de setembro de 1954, saudando o ingresso no Plano Espiritual de meu avô Manoel Jorge Gaio, sepultado havia duas horas: “um tapete de luz se eleva da Fundação Marietta Gaio aos planos espirituais, adornado por uma floração rica de pétalas variadas se estendendo ao Infinito como véu perfumado para a passagem daquele que na Terra foi vosso companheiro dedicado e Espírito em elevada missão terrena, e que, neste momento, recebe, pleno de felicidade e de emoção, com lágrimas de ternura em seus olhos, o coração de todos vós. Pois a obra de seu coração, ressoando no Infinito, foi o traço luminoso que nestes últimos anos uniu a Fundação aos planos espiritualizados!”.

A mensagem de 63 anos atrás inicia e termina com augúrios de Paz – bem a caráter para o ódio e intolerância que sofremos nos dias de hoje.

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