A confraternização deixa de existir com a falta de educação e compostura em processo de crescimento, por conta da polarização política no planeta, que alcançou níveis que enrubesceriam nossos ancestrais. Como manter a dignidade, se todos devemos ser irmãos? E não por um dia apenas!
A Humanidade não consegue se encontrar em sua identidade, em suas opções manifestas, nos seus desejos e consequentes uniões, em sua maternidade e paternidade, na sua empáfia, soberba e se achar mais do que os seus iguais. Então, como construir um mundo composto só de irmãos afinados com a boa-vontade, o bem-querer e o respeito ao próximo?
Se nos reconduzimos a reproduzir essa reflexão ad aeternum, a imagem fiel corresponderá a de Sísifo, figura mitológica grega, condenado pelos deuses a empurrar um pedregulho morro acima, sob o estímulo de que, ao atingir o topo, ele seria libertado do castigo, mas sem saber que a pedra era amaldiçoada para rolar montanha abaixo, quando lá chegasse. Descendo nem bem o alcançava. Que martírio!
O grande escritor Albert Camus cognominou em livro como o “Mito de Sísifo”, em 1942, considerando uma metáfora da condição humana. A repetição interminável da tarefa de Sísifo simbolizaria a monotonia e a aparente ausência de sentido objetivo da vida que, mesmo diante da falta de sentido universal, é possível encontrar perseverança, realização e liberdade ao aceitar e resistir conscientemente às adversidades. A maldição de Sísifo passou a tornar-se um símbolo da luta que todos nós enfrentamos na vida.
Outra versão é a espírita, pouco conhecida. Atingido o cume, lá encontrar a utopia que vinha buscando há séculos, ao ingressar em Outro Mundo. Mas se não estiver preparado, o pedregulho se desprenderá de suas mãos e rolará ladeira abaixo, desfazendo-se em mil pedaços. Terá de começar tudo de novo, ad aeternum, pois é a sua encarnação que está em jogo. Até compreender melhor essa parábola e como tudo deve funcionar.
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