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MULHER, ESSE FENÔMEMO

A mulher está na ordem do dia. Roseana Sarney, considerada o fenômeno das eleições de 2002, a descobriu e a explora à exaustão como tema, independentemente do que o buraco sem fundo da SUDAM possa vir a revelar.
Murad, o marido, é o seu principal conselheiro, e do sogro. Passam pelos seus dedos o orçamento do Maranhão, suas empresas, os bancos e empreiteiras que assediam os políticos que necessitam de um intermediário que filtre o que interessa no interesse público. Alguém de confiança, da família, que possa barrar empresas açodadas em financiar campanhas eleitorais e envolvidas no desvio de dinheiro público. Alguém, com absoluta isenção. Do ponto de vista conjugal, ao menos.
Transcorridos apenas cinco dias, após a ação atrabiliária, sorrateira e antidemocrática da Justiça, segundo o julgamento dos Sarney, Roseana levou seu partido de fé a abandonar o perfil de craca no casco de navio, agarrado ao poder há 38 anos, e declarar divórcio do Planalto. Depois de omitir o PFL da propaganda enganosa na televisão.
É tempo suficiente de poder para se tornar catedrático em infidelidade, a marca da maldade limada a ferro e fogo em bodas duradouras, em que os cônjuges descobriram afinidades inconfessáveis que desvirtuaram o conceito de direita e esquerda no Brasil.
Soa ingênuo e algo pueril de tão santos doutores em política, acusar FHC de traidor e infiel, visto que a esquerda, considerada jurássica, já os havia prevenido quando ele mandou queimar tudo que escrevera, pautado pelo pior dos fósforos, esqueçam de mim enquanto brasilianista. Em nome da real política, teoria que embasa o pragmatismo de regimes de esquerda e de direita. Só um sociólogo, politicamente culto, para aplicá-la, mas isso passou em branco nas fuças dos politicões profissionais.
Daí para engendrar uma teoria conspiratória, tão ao gosto da influência do Grande Império, é um pulo. ACM foi sacrificado, bancos de prestígio na história do Brasil tiveram sua trajetória cortada, atualizamos a geografia através de Maluf, nem Vasco e Flamengo foram poupados. Só mesmo a genialidade desse grande estadista para promover tal varredura.
Com o cenho franzido, Roseana Sarney foi mais uma nesse país a lançar impropérios contra os desmandos da polícia, federal que seja. Com charme, lembrou-se que já andou assuntando com a Morte, no curso de uma dentre as 11 cirurgias a que se submeteu, e acordou para Deus, que é brasileiro: se pras Alagoas pôde, tudo é possível no Maranhão! Desde os franceses que lá puseram seu pezinho, até os Sarney nos últimos 60 anos, sedentos por quererem estender essa dinastia ao Brasil.

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Antonio Carlos Gaio
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