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QUINTETO MÁGICO

A caminho do hexa, vivemos um dilema gostoso que pode se tornar uma dor de cabeça, se não fora um expediente do brasileiro de pensar sobre o que fazer na última hora. O otimismo sempre encaixa sua opção no prazer da sorte e na fortuna da aventura.
Quadrado ou quinteto mágico? Quem excluir de uma lista de Robinho Pedalada, Adriano o Imperador, Ronaldinho Gaúcho Melhor do Mundo, Kaká Gracinha e o Fenômeno? Ganhamos o Caneco 70 com Pelé, Tostão, Gérson, Rivelino, Jairzinho e Carlos Alberto, além de Paulo César Caju na reserva, obrigando os adversários a se defenderem com o maior número possível de homens.
Por outro lado, perdemos a Copa de 82 com Zico, Falcão, Sócrates, Cerezo, Júnior e Éder, com um talento comparado ao esquadrão de 70, se não fora a fragilidade do sistema defensivo diante dos italianos que arrasou com a fama de Telê, considerado o maior técnico de equipes feitas para dar show. Para não mencionar a derrota de 50 no Maracanã e as quatro seleções formadas para disputar a Copa de 66 e nenhuma ter conseguido entrar em campo para nos representar condignamente.
A prova viva de que só se alcança as grandes conquistas depois de pisar nos degraus dos fracassos retumbantes.
Contudo, não houve quinteto mágico que se ombreasse com o melhor time do Brasil de todos os tempos. O de 1958, por jogarem juntos Garrincha e Pelé, os dois maiores jogadores que o mundo já viu. Pelé arrasou com País de Gales, França e Suécia, abusando dos gols de banho de cuia, enquanto Garrincha deitava e rolava em cima dos joões. Se não existem imagens do Garrincha ou você não nasceu a tempo, que procure a máquina do tempo mais próxima de sua freguesia. O filósofo Sócrates não pôs no papel suas idéias e filosofias e nem por isso deixou de ser considerado como o maior pensador da História. A ponto de obrigar os gregos a suicidarem-no, tamanho o seu saber que dispara invejas.
Por falar em inveja, o ouvido não é penico para o lero-lero de Maradona agora que virou crente. Ufana-se de ser deus apenas por ter ganho uma solitária Copa do Mundo, esconde o título de vice em 90 e mal fala de 94, em que o abuso do coquetel de efedrina o fez perder o pódio para Romário. Quando o conjunto da obra dos brasileiros supera qualquer conquista da Argentina, ainda mais que a Copa de 78 foi conquistada em casa pela ditadura, que subornou o Peru entre uma e outra avó da Plaza de Mayo jogada do avião.
É melhor perder as estribeiras com o futebol do que com os políticos. Ou será que eles pensam que o banditismo que grassa no país não encontra reflexo nos eleitos para decidir nosso destino?

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