﻿{"id":2919,"date":"2008-08-22T00:00:20","date_gmt":"2008-08-22T17:43:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldugaio.com\/index.php\/autor\/"},"modified":"2019-02-04T10:30:26","modified_gmt":"2019-02-04T12:30:26","slug":"autor","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/autor\/","title":{"rendered":"AUTOR"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><h2 align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/antoni1.jpg\" alt=\"&quot;\" width=\"232\" height=\"310\" \/><\/strong><\/h2>\n<p><strong>ANTONIO CARLOS GAIO<\/strong> cortou o primeiro cord\u00e3o umbilical aos 31 de dezembro de 1945 na cidade do Rio de Janeiro. Aprendeu a pegar jacar\u00e9 nas ondas do Arpoador e a jogar pelada nas areias do Castelinho nos anos gloriosos do futebol-arte de Pel\u00e9 e Garrincha.<br \/>\nComo bom capricorniano, nunca se apoiou no acaso para optar por que caminho seguir, por crer no Destino que governa o mundo. Afinal de contas, coincid\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o acidentais. Subordinam-se \u00e0 necessidade imperiosa de cruzarmos uns com os outros para nos ajudar a encontrar o que tanto buscamos. Est\u00e1 tudo bem guardado na gaveta. Como o futuro ainda n\u00e3o existe, cabe nele qualquer possibilidade, mesmo a mais remota ou exc\u00eantrica.<br \/>\nComecei escrevendo e dirigindo pe\u00e7as de teatro com primos e amiguinhos para a fam\u00edlia ver que n\u00f3s \u00e9ramos umas gracinhas. Entediado com o serm\u00e3o reacion\u00e1rio do padre cat\u00f3lico, preferi conversar sobre outras quest\u00f5es com o amigo de f\u00e9, o que me custou a expuls\u00e3o da igreja e o rompimento com a orienta\u00e7\u00e3o crist\u00e3 materna. No que descobri a reencarna\u00e7\u00e3o, abalando minhas refer\u00eancias de tempo e espa\u00e7o, meu pai que abra\u00e7ava Kardec n\u00e3o me abra\u00e7ou e eu tampouco a eles. Tornei-me ateu ao ler \u201cPorque n\u00e3o sou crist\u00e3o\u201d, de Bertrand Russell. No apogeu do desvario e autossufici\u00eancia que caracteriza a fase da adolesc\u00eancia, principiei a gozar da intimidade com os deuses da mitologia grega, gra\u00e7as ao prazer da promiscuidade entre poder ser deus e ser humano. Premido pela necessidade de pensar livremente e conquistar independ\u00eancia, me vi exclu\u00eddo do processo criativo por longos 20 anos, ao n\u00e3o saber conciliar trabalho e inspira\u00e7\u00e3o naquilo para o qual me formei.<br \/>\nS\u00f3 retomei a minha veia ap\u00f3s a morte de meu pai, ao escrever Lirismo e Trucul\u00eancia durante os quatro meses de uma viagem solit\u00e1ria em torno de mim mesmo, quando percorri a Fran\u00e7a, seguida de pa\u00edses ib\u00e9ricos, mu\u00e7ulmanos e comunistas. Nesse momento, come\u00e7aram a acontecer coisas estranhas. A um cap\u00edtulo de 50 p\u00e1ginas que escrevia, sobrepunha-se outro de igual tamanho. Redigi o livro compulsivamente, psicografando, sem parar para pensar. O que me assustou. Paralisando-me.<br \/>\nN\u00e3o estava preparado ainda para entrar em contato com minha alma. O que abriu espa\u00e7o para a evolu\u00e7\u00e3o da espiritualidade em mim, dada a necessidade de provar que sou parte integrante do Cosmos e que posso interferir no Universo. No entanto, criar aproxima o perigo de desfazer alguns n\u00f3dulos de ilus\u00e3o, levando a pensar que sua alma est\u00e1 empobrecendo, adentrando num n\u00edvel de consci\u00eancia demasiadamente realista, distante do l\u00fadico, do rid\u00edculo e do risco que delineia a paix\u00e3o.<br \/>\nFui obrigado a respirar fundo como antes de uma maratona, para iniciar a escrever cr\u00f4nicas no raiar do sol do s\u00e9culo XXI, dissecando a natureza humana ao extrair do cotidiano tudo que evidencie a fogueira das vaidades, contradi\u00e7\u00f5es e atos falhos pol\u00edticos, a dan\u00e7a das cadeiras entre os sexos, os descaminhos da gen\u00e9tica, mitos que decaem e se apagam, e como o afeto dan\u00e7a no mundo globalizado, deixando-nos sem saber para onde o amor vai.<br \/>\nSou obcecado pelo amor, sentimento que pode vir a desbaratar todos os planos, aniquilar certezas, atacar os nervos e at\u00e9 obrig\u00e1-lo a entregar os pontos. Observo o homem em queda livre na sua curva existencial, ao reagir mal \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o sofrida pela mulher, a ponto de interferir na qualidade dos relacionamentos. Atrav\u00e9s de pap\u00e9is multifacetados que interpreta, resiste o quanto pode para manter privil\u00e9gios e poder perdidos de quando era o provedor. Eu o associo a Maquiavel, para n\u00e3o falar de mis\u00f3gino. \u00c9 o fim do donjuanismo. Os costumes mudaram, a constru\u00e7\u00e3o de um novo homem \u00e9 o carma a ser resgatado, sen\u00e3o o amor \u00e9 que vai sofrer as consequ\u00eancias. Assim nasceu <strong>Desconstruindo o Homem<\/strong>, em cr\u00f4nicas, e que viria a se transformar em livro em 2014, sequenciado por \u201cPor que os homens escondem tantos segredos?\u201d, em 2018.<br \/>\nA viagem que realizei \u00e0 China e Tail\u00e2ndia inaugurou um novo tempo em que os sinos do Oriente me ensinaram a saber esperar e captar os sinais que as badaladas anunciam, em forma de par\u00e1bola. A espiritualidade est\u00e1 presente para nos orientar e observar a atitude respons\u00e1vel por nossas a\u00e7\u00f5es, compartilhando o seu conhecimento, incentivando-nos a ir a um lugar onde nunca estivemos antes. \u00c9 quando se vai em busca de e resolve contar ao mundo a sua hist\u00f3ria, ao afrouxar a camisa de for\u00e7a que mantinha a consci\u00eancia no cercado e n\u00e3o mais pensando no que ficou para tr\u00e1s: o verdadeiro fim \u00e9 mudar o destino com a nossa pr\u00e1tica. Assim nasceu <strong>Espiritualidade,<\/strong> em cr\u00f4nicas.<br \/>\nPara o escritor Antonio Carlos Gaio, cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o despudor e a inconsequ\u00eancia que deliram nos limites estreitos do formato do papel para ali pousar e depositar suas larvas, de onde brotar\u00e3o novas lib\u00e9lulas a seduzir outros colecionadores. Da\u00ed ver-me compelido a confessar o v\u00edcio que ulcera minha mente todo santo dia: o de curvar-me, em postura de rever\u00eancia, como que reconhecendo a gra\u00e7a que Deus me concede em desvelar os estranhos contornos da alma humana.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTONIO CARLOS GAIO cortou o primeiro cord\u00e3o umbilical aos 31 de dezembro de 1945 na cidade do Rio de Janeiro. Aprendeu a pegar jacar\u00e9 nas ondas do Arpoador e a jogar pelada nas areias do Castelinho nos anos gloriosos do futebol-arte de Pel\u00e9 e Garrincha. 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