﻿{"id":100687,"date":"2015-07-27T00:39:28","date_gmt":"2015-07-27T00:39:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?p=100687"},"modified":"2015-07-27T00:39:28","modified_gmt":"2015-07-27T00:39:28","slug":"nao-e-minha-vocacao-me-tornar-um-rochedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/nao-e-minha-vocacao-me-tornar-um-rochedo\/","title":{"rendered":"N\u00c3O \u00c9 MINHA VOCA\u00c7\u00c3O ME TORNAR UM ROCHEDO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>O professor Marcio Tavares d\u2019Amaral, professor da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde sua funda\u00e7\u00e3o, est\u00e1 imbu\u00eddo do prop\u00f3sito de escrever a hist\u00f3ria de 26 s\u00e9culos dos paradigmas filos\u00f3ficos, desde os pr\u00e9-socr\u00e1ticos at\u00e9 Nietzsche. O primeiro volume de oito aborda a escola de pensamento patr\u00edstico, que vai do s\u00e9culo I ao VIII &#8211; filosofia crist\u00e3 formulada pelos padres da Igreja Cat\u00f3lica, respons\u00e1veis pela elabora\u00e7\u00e3o doutrinal das verdades da f\u00e9 no Cristianismo, elucidando progressivamente os dogmas crist\u00e3os e que hoje formam a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, buscando combater a descren\u00e7a e o paganismo por meio de uma defesa argumentativa da nova religi\u00e3o, calcando-se frequentemente em conceitos procedentes da filosofia grega para decidir os rumos da Igreja.<br \/>\nO professor reconhece que a obra \u00e9 um projeto ousado, uma hist\u00f3ria de longa dura\u00e7\u00e3o numa \u00e9poca como a nossa de hiperespecializa\u00e7\u00e3o do conhecimento, com um argumento original e que come\u00e7a pela desvalorizada patr\u00edstica, e n\u00e3o pelos gregos no s\u00e9culo VI a. C., que s\u00f3 vir\u00e3o no segundo volume da s\u00e9rie.<br \/>\nSeu argumento \u00e9 que a cultura ocidental nasceu no s\u00e9culo I, do cruzamento \u201cinimagin\u00e1vel\u201d entre a cultura grega do Ser, da raz\u00e3o e da filosofia com a cultura judaica de Deus, da f\u00e9 e da religi\u00e3o. Na origem desta cultura que ali surgia est\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9, que constitui ent\u00e3o sua quest\u00e3o fundamental.<br \/>\nEssa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 hipertensa e se mexe, se move, teve v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es. Portanto, pode ser contada a hist\u00f3ria entre essas diversas formas de rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9. E contar essa hist\u00f3ria \u00e9 contar a hist\u00f3ria da constitui\u00e7\u00e3o dos paradigmas mentais da nossa cultura, os quais a filosofia expressa melhor, desde o seu in\u00edcio at\u00e9 hoje. Em flagrante contraponto com os p\u00f3s-modernos, que dizem que a filosofia n\u00e3o existe mais, que a Hist\u00f3ria acabou, que o que \u00e9 real n\u00e3o importa mais, a verdade nem pensar, e o sol j\u00e1 se p\u00f4s pela \u00faltima vez para a cultura ocidental, morto nas nossas e pelas nossas m\u00e3os, porque o que h\u00e1 s\u00e3o simula\u00e7\u00f5es que funcionam, a efic\u00e1cia e a funcionalidade \u00e9 que determinam a nossa sociedade globalizada pelo consumo &#8211; conclui o professor D\u2019Amaral, que arremata:<br \/>\n\u201c- N\u00e3o se trata de uma hist\u00f3ria da filosofia porque a religi\u00e3o vem junto, n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria de religi\u00e3o porque a filosofia est\u00e1 l\u00e1, e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma filosofia da hist\u00f3ria. \u00c9 uma outra coisa, um campo novo, algo que eu n\u00e3o vejo sendo feito por a\u00ed.\u201d<br \/>\n\u00c9 como tamb\u00e9m vislumbro minha literatura sobre espiritualidade, que n\u00e3o consigo encontrar paralelo ou encaixar, seja no que os escol\u00e1sticos kardecistas requerem, apesar da trajet\u00f3ria e influ\u00eancia de minha fam\u00edlia paterna terem sido vitais, principalmente a que vinha do Plano Espiritual &#8211; todos fi\u00e9is a Kardec. Seja no que os budistas n\u00e3o exigem, mas pressup\u00f5e uma pr\u00e1tica de zen-budismo e medita\u00e7\u00e3o. Ou mesmo na filosofia oriental, atrav\u00e9s da qual dei meus primeiros passos para me envolver com outras vidas em esp\u00edrito e abra\u00e7ar a espiritualidade.<br \/>\nS\u00f3 que n\u00e3o adotei um determinado sistema de pensamento, pois n\u00e3o consegui guardar uma coer\u00eancia com cada um em especial. Por medo de me tornar um rochedo que eu teria de defender contra todos os outros. O que me resgatou de um grande perigo: o de ser dogm\u00e1tico.<br \/>\nQuando eu nunca duvidei de encarna\u00e7\u00e3o, de carma, de vidas passadas e de existir uma outra vida al\u00e9m dessa. A espiritual, dotada de maior consci\u00eancia, que ajudar\u00e1 a compreender melhor o Infinito e suas demandas, notadamente o que poder\u00edamos ter feito, mas que n\u00e3o nos conscientizamos o suficiente para empreit\u00e1-lo a tempo, retardando a evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Marcio Tavares d\u2019Amaral, professor da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde sua funda\u00e7\u00e3o, est\u00e1 imbu\u00eddo do prop\u00f3sito de escrever a hist\u00f3ria de 26 s\u00e9culos dos paradigmas filos\u00f3ficos, desde os pr\u00e9-socr\u00e1ticos at\u00e9 Nietzsche. 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