﻿{"id":100883,"date":"2015-10-12T07:11:21","date_gmt":"2015-10-12T07:11:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?p=100883"},"modified":"2015-10-12T11:28:26","modified_gmt":"2015-10-12T11:28:26","slug":"a-mae-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/","title":{"rendered":"A M\u00c3E DE DEUS"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>O escritor h\u00fangaro \u00datmutat\u00f3 a L\u00e9leknek aproveitou uma conversa entre dois fetos em forma\u00e7\u00e3o sobre se havia vida inteligente p\u00f3s-parto ou se continuariam dependentes da m\u00e3e em seu ventre, sem a menor perspectiva, para fazer uma inteligente analogia com um plano de vida estabelecido por um Deus ainda invis\u00edvel a partir de um mundo compar\u00e1vel a uma caverna, at\u00e9 ent\u00e3o regido pela apar\u00eancia sob a qual algo se apresenta.<br \/>\n&#8211; Voc\u00ea acredita em vida ap\u00f3s o parto? &#8211; pergunta o descrente em tudo.<br \/>\n&#8211; \u00c9 claro. Tem que haver algo ap\u00f3s o parto. Talvez n\u00f3s estejamos aqui para nos preparar para o que vir\u00e1 mais tarde &#8211; responde o que procura enxergar por entre as nuvens que emba\u00e7am o horizonte.<br \/>\n&#8211; Bobagem. N\u00e3o h\u00e1 vida ap\u00f3s o parto. E que tipo de vida seria essa?<br \/>\n&#8211; Eu n\u00e3o sei, mas haver\u00e1 mais luz do que aqui. Talvez venhamos a poder andar com as nossas pr\u00f3prias pernas e comer com nossas bocas. Quem sabe se n\u00e3o teremos outros sentidos que n\u00e3o podemos entender agora?<br \/>\n&#8211; Isso \u00e9 um absurdo. Andar \u00e9 imposs\u00edvel. Comer com a boca? Rid\u00edculo! O cord\u00e3o umbilical nos fornece nutri\u00e7\u00e3o e tudo o que precisamos. Mas o cord\u00e3o umbilical \u00e9 muito curto. A vida ap\u00f3s o parto logicamente est\u00e1 fora de quest\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Bem, eu acho que h\u00e1 alguma coisa al\u00e9m disso que estamos vivendo e a que estamos limitados, por enquanto. Talvez seja diferente do que \u00e9 aqui, no qual seremos dispensados de nos alimentarmos atrav\u00e9s deste tubo f\u00edsico.<br \/>\n&#8211; Tolice. E ademais, se h\u00e1 mesmo vida ap\u00f3s o parto, ent\u00e3o por que ningu\u00e9m jamais voltou de l\u00e1? O parto \u00e9 o fim da vida, e no p\u00f3s-parto n\u00e3o h\u00e1 nada al\u00e9m de escurid\u00e3o, sil\u00eancio e esquecimento. Ele n\u00e3o nos leva a lugar nenhum.<br \/>\n&#8211; Bem, eu n\u00e3o sei, mas certamente vamos encontrar a M\u00e3e e ela ir\u00e1 cuidar de n\u00f3s.<br \/>\n&#8211; M\u00e3e? Voc\u00ea realmente acredita em M\u00e3e? Isso \u00e9 rid\u00edculo. Se a M\u00e3e existe, ent\u00e3o onde ela est\u00e1 agora?<br \/>\n&#8211; Ela est\u00e1 ao nosso redor. Estamos cercados e protegidos por Ela. N\u00f3s somos procedentes dela. \u00c9 Nela que vivemos. Sem Ela este mundo nem poderia existir.<br \/>\n&#8211; Hum, se eu n\u00e3o posso v\u00ea-la, ent\u00e3o \u00e9 l\u00f3gico que ela n\u00e3o existe.<br \/>\n&#8211; \u00c0s vezes, se ficar em sil\u00eancio e se concentrar, voc\u00ea poder\u00e1 perceber a presen\u00e7a Dela e ouvir sua voz amorosa, que vem l\u00e1 de cima.<br \/>\nA analogia tamb\u00e9m pode ser feita com o Plano Espiritual, no qual o descrente, fora do \u00fatero materno, se j\u00e1 julgava imposs\u00edvel a vida p\u00f3s-parto, continua a contestar, dessa vez, de que h\u00e1 vida depois da morte por n\u00e3o poder ver para acreditar, mesmo que use o tremendo aparato de seus sentidos, que costumam captar coisas que surpreendem at\u00e9 os que est\u00e3o seguros de sua f\u00e9.<br \/>\nA argumenta\u00e7\u00e3o do descrente serve tanto para os que ainda n\u00e3o nasceram como para os que consomem sua vida inteira a crer no Nada e a se restringir a cinzas. Quando n\u00e3o se apercebe que n\u00f3s aqui estamos para nos preparar em fun\u00e7\u00e3o do que vir\u00e1 mais tarde. Num ambiente com mais luz e consci\u00eancia, em que haveria mais boa vontade e generosidade, onde a puni\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria t\u00e3o reivindicada em contraposi\u00e7\u00e3o a essa realidade material em que nos encontramos mergulhados at\u00e9 o nariz e a que estamos limitados. Munidos de outros sentidos que n\u00e3o afloraram por n\u00e3o nos mostrarmos aptos a dispor deles.<br \/>\nSe o parto, portanto, corresponderia ao fim da vida, e al\u00e9m dessa fronteira n\u00e3o haveria nada al\u00e9m de escurid\u00e3o, sil\u00eancio e esquecimento, o que significa que n\u00e3o levaria a lugar nenhum para o ateu, o mesmo pode suceder no Plano Espiritual, se neg\u00e1-lo ao ingressa nele, pensando ainda estar vivo em mat\u00e9ria, podendo imergir na escurid\u00e3o, sil\u00eancio e esquecimento at\u00e9 que desperte para a espiritualidade, numa estranha, sinistra e assustadora correla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA M\u00e3e da par\u00e1bola corresponderia a Deus, sempre pr\u00f3xima de n\u00f3s e zelando para que o nosso livre-arb\u00edtrio n\u00e3o nos desvie para escolhas erradas. Come\u00e7ando por nos cercar de aten\u00e7\u00f5es durante os nove meses de gravidez at\u00e9 virmos \u00e0 luz, se n\u00f3s somos procedentes dela e nela damos in\u00edcio \u00e0 nossa exist\u00eancia. Sem Ela, este mundo nem poderia existir.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor h\u00fangaro \u00datmutat\u00f3 a L\u00e9leknek aproveitou uma conversa entre dois fetos em forma\u00e7\u00e3o sobre se havia vida inteligente p\u00f3s-parto ou se continuariam dependentes da m\u00e3e em seu ventre, sem a menor perspectiva, para fazer uma inteligente analogia com um plano de vida estabelecido por um Deus ainda invis\u00edvel a partir de um mundo compar\u00e1vel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[20,29],"tags":[],"class_list":["post-100883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-espiritualidade-cronica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A M\u00c3E DE DEUS - Jornal DuGAIO<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A M\u00c3E DE DEUS - Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O escritor h\u00fangaro \u00datmutat\u00f3 a L\u00e9leknek aproveitou uma conversa entre dois fetos em forma\u00e7\u00e3o sobre se havia vida inteligente p\u00f3s-parto ou se continuariam dependentes da m\u00e3e em seu ventre, sem a menor perspectiva, para fazer uma inteligente analogia com um plano de vida estabelecido por um Deus ainda invis\u00edvel a partir de um mundo compar\u00e1vel [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-10-12T07:11:21+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2015-10-12T11:28:26+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"4 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A M\u00c3E DE DEUS - Jornal DuGAIO","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A M\u00c3E DE DEUS - Jornal DuGAIO","og_description":"O escritor h\u00fangaro \u00datmutat\u00f3 a L\u00e9leknek aproveitou uma conversa entre dois fetos em forma\u00e7\u00e3o sobre se havia vida inteligente p\u00f3s-parto ou se continuariam dependentes da m\u00e3e em seu ventre, sem a menor perspectiva, para fazer uma inteligente analogia com um plano de vida estabelecido por um Deus ainda invis\u00edvel a partir de um mundo compar\u00e1vel [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/","og_site_name":"Jornal DuGAIO","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_published_time":"2015-10-12T07:11:21+00:00","article_modified_time":"2015-10-12T11:28:26+00:00","author":"Antonio Carlos Gaio","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Carlos Gaio","Est. tempo de leitura":"4 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/"},"author":{"name":"Antonio Carlos Gaio","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"headline":"A M\u00c3E DE DEUS","datePublished":"2015-10-12T07:11:21+00:00","dateModified":"2015-10-12T11:28:26+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/"},"wordCount":787,"commentCount":0,"articleSection":["Cr\u00f4nicas","Espiritualidade"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/","name":"A M\u00c3E DE DEUS - Jornal DuGAIO","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website"},"datePublished":"2015-10-12T07:11:21+00:00","dateModified":"2015-10-12T11:28:26+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-mae-de-deus\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A M\u00c3E DE DEUS"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/","name":"Jornal DuGAIO","description":"O que est\u00e1 por detr\u00e1s da not\u00edcia em r\u00e1pidas palavras","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a","name":"Antonio Carlos Gaio","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","caption":"Antonio Carlos Gaio"},"sameAs":["http:\/\/www.jornaldugaio.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio"],"url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/author\/acgaio\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100883"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":100884,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100883\/revisions\/100884"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}