﻿{"id":101851,"date":"2016-12-05T05:47:26","date_gmt":"2016-12-05T07:47:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?p=101851"},"modified":"2023-05-12T20:33:42","modified_gmt":"2023-05-12T23:33:42","slug":"o-suicidio-de-santos-dumont","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-suicidio-de-santos-dumont\/","title":{"rendered":"O SUIC\u00cdDIO DE SANTOS DUMONT"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>O suic\u00eddio de Alberto Santos Dumont, em 1932, no Guaruj\u00e1, em S\u00e3o Paulo. Era um homem t\u00edmido e solit\u00e1rio, cuja personalidade arredia n\u00e3o conseguia se encaixar no meio glamouroso dos seguidores de \u00cdcaro, ainda mais quando alcan\u00e7ou fama por ter realizado o primeiro voo mec\u00e2nico da Hist\u00f3ria.<br \/>\nO primeiro a voar num aparelho mais pesado que o ar, levantando voo por seus pr\u00f3prios meios, sem a necessidade de uma rampa para lan\u00e7amento, como o fizeram os irm\u00e3os Wright, considerados os pais da avia\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos. Cumprindo um circuito pr\u00e9-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares, cuja premissa b\u00e1sica era que \u201cplanar n\u00e3o \u00e9 o mesmo que voar\u201d.<br \/>\nSua cria\u00e7\u00e3o na rica fazenda de caf\u00e9 do pai, em Ribeir\u00e3o Preto (S\u00e3o Paulo), em fins do s\u00e9culo XIX, onde desfrutava da mais ampla liberdade, foi fundamental para formar o temperamento de Santos Dumont e o gosto pela aventura. Desde a inf\u00e2ncia, tinha uma queda por coisas mec\u00e2nicas e brincava de conceber e construir pequenas engenhocas, que o distra\u00edam e valiam de grande considera\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia com o seu talento. Sua maior alegria era se ocupar com as instala\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas da fazenda de seu pai &#8211; ficou sendo o seu departamento. Com apenas sete anos, Santos Dumont j\u00e1 guiava os locom\u00f3veis da fazenda, e aos doze, se divertia como maquinista das locomotivas.<br \/>\nContudo, a velocidade realiz\u00e1vel em terra n\u00e3o lhe bastava. Cresceu acreditando que poderia voar. Quando diziam a ele que ningu\u00e9m era capaz disso, ele pensava: &#8220;Eu serei!&#8221;.<br \/>\nA imagina\u00e7\u00e3o do jovem Alberto foi influenciada pelas m\u00e1quinas mirabolantes dos livros de Jules Verne, autor de cl\u00e1ssicos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como &#8220;A Volta ao Mundo em 80 dias&#8221;, \u201cVinte Mil L\u00e9guas Submarinas\u201d e &#8220;Viagem ao Centro da Terra&#8221;. Os submarinos, transatl\u00e2nticos, bal\u00f5es e todos os outros meios de transporte que o f\u00e9rtil romancista previu em suas obras exerceram uma profunda impress\u00e3o em sua mente. Da\u00ed nasceu em Santos Dumont o desejo de vencer a for\u00e7a da gravidade e a resist\u00eancia do ar.<br \/>\nEm 1897, herdeiro de imensa fortuna e independente com 24 anos, Santos Dumont se muda para a Fran\u00e7a, onde contrata aeronautas profissionais que lhe ensinam a arte da pilotagem dos bal\u00f5es. Sua necessidade tremenda de se descolar do ch\u00e3o fez com que pendurasse a mesa e as cadeiras no teto da sala de sua resid\u00eancia, a dois metros do ch\u00e3o. Os convidados precisavam subir escadas para se sentar, fazendo as refei\u00e7\u00f5es como se estivessem em pleno voo.<br \/>\nApoiou-se na emo\u00e7\u00e3o das aventuras que ia costurando em sua imagina\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ter a menor d\u00favida de que iria dedicar toda sua vida \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de aeronaves. Mais que o avi\u00e3o, o legado inspirador de Santos Dumont \u00e9 sua bravura. Enquanto muitos tentavam voar e fracassavam, ele foi em frente.<br \/>\nSantos Dumont come\u00e7ou por bal\u00f5es dirig\u00edveis com motor a gasolina at\u00e9 construir o 14 Bis, um avi\u00e3o unido a um bal\u00e3o de hidrog\u00eanio para reduzir o peso e facilitar a decolagem. Eis que, em 23 de outubro de 1906, realiza o primeiro voo homologado da Hist\u00f3ria, em Paris, nos campos de Bagatelle, por exatos 60 metros e a uma altura entre 2 e 3 metros; um m\u00eas depois, por 220 metros e a 6 metros de altitude. \u201cO homem conquistou o ar!\u201d, gritavam as pessoas em terra firme.<br \/>\nNo entanto, em 1910, Santos Dumont bateu no teto de suas realiza\u00e7\u00f5es. Sentia-se cansado demais para continuar competindo com novos inventores nas diversas provas. Resolve encerrar as atividades de sua oficina e retirar-se do conv\u00edvio social. Ato cont\u00ednuo, come\u00e7a a envelhecer na apar\u00eancia. E exacerba o preconceito velado que se costuma alimentar a respeito do gay que n\u00e3o saiu do arm\u00e1rio. No Brasil, o assunto foi tratado como um tabu.<br \/>\nO que o distingue \u00e9 a paix\u00e3o pelos instrumentos de precis\u00e3o, que lhe s\u00e3o de pouca serventia, mas que l\u00e1 estavam expostos perante seus olhos somente pelo prazer de t\u00ea-los como objetos de estima\u00e7\u00e3o, como o bar\u00f4metro, o microsc\u00f3pio do \u00faltimo tipo, um cron\u00f4metro de Marinha numa caixa de mogno, um potente telesc\u00f3pio com o qual ele se dava \u00e0 fantasia de inspecionar o c\u00e9u. Era not\u00f3rio o seu desconforto a qualquer cerim\u00f4nia e fausto. Qu\u00e3o rude e constrangedora prova\u00e7\u00e3o para a sua mod\u00e9stia comparecer, fosse qual fosse a inaugura\u00e7\u00e3o, de cartola e sobrecasaca! Ao p\u00e9 de seu pr\u00f3prio monumento, vestido de her\u00f3i oficial, sobra\u00e7ando falta de jeito, um verdadeiro m\u00e1rtir da gl\u00f3ria. Dif\u00edcil ser feliz sem poder assumir sua verdadeira identidade.<br \/>\nSua insatisfa\u00e7\u00e3o transmuta-se em amargor com o destino dado \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o quando a Fran\u00e7a foi invadida pelas tropas do imp\u00e9rio alem\u00e3o, em agosto de 1914. Era o in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, e aeroplanos come\u00e7aram a ser usados em combates a\u00e9reos, transformando-se em m\u00e1quinas mort\u00edferas com o uso de metralhadoras e granadas ou bombas lan\u00e7adas pelas pr\u00f3prias m\u00e3os dos pilotos. Santos Dumont viu, de uma hora para a outra, seu sonho virar pesadelo e a se instalar dentro de si uma outra guerra: a guerra de nervos.<br \/>\nChegou a visitar chefes de Estado para defender que o avi\u00e3o fosse somente usado em miss\u00f5es de paz, n\u00e3o em bombardeios. N\u00e3o foi ouvido. Nos Estados Unidos j\u00e1 eram produzidos 16 avi\u00f5es militares por dia. Essa desilus\u00e3o fez com que o brasileiro desistisse de disputar com os irm\u00e3os Wright a primazia pela inven\u00e7\u00e3o e, por isso, acabasse menos lembrado que os americanos, hoje considerados como os pais da avia\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm janeiro de 1926, apelou \u00e0 Liga das Na\u00e7\u00f5es para que se impedisse a utiliza\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es como armas de guerra. Em 1928, Santos Dumont se abate terrivelmente e vai ao fundo com a queda no mar de um hidroavi\u00e3o, que levava seu nome, ao sobrevoar o navio em que ele retornava ao Brasil, matando engenheiros de proje\u00e7\u00e3o que iriam prestar-lhe homenagem. Em junho de 1931, eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, n\u00e3o chega a tomar posse.<br \/>\nEm 9 de julho de 1932, irrompe a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista na qual o estado de S\u00e3o Paulo se levanta contra o governo revolucion\u00e1rio de Get\u00falio Vargas. Quando lhe surge a vis\u00e3o de avi\u00f5es de combate sobrevoando Guaruj\u00e1, depois de bombardearem os insurgentes no Campo de Marte, aeroporto na cidade de S\u00e3o Paulo, com os pilotos usando as m\u00e3os para lan\u00e7ar bombas, o que causou uma ang\u00fastia profunda em Santos Dumont. Levando-o, em 23 de julho, a matar-se de desgosto aos 59 anos de idade.<br \/>\nPor ordens expressas de Get\u00falio Vargas, tentou-se acobertar o suic\u00eddio com os m\u00e9dicos legistas registrando ataque card\u00edaco como causa mortis no atestado de \u00f3bito. Para que n\u00e3o viesse a p\u00fablico que um her\u00f3i nacional como Santos Dumont tivesse que \u201csair da vida e entrar para a Hist\u00f3ria\u201d em raz\u00e3o de bombas lan\u00e7adas sobre as cabe\u00e7as de irm\u00e3os brasileiros, em seu pr\u00f3prio pa\u00eds, e de terem malbaratado a extrema utilidade a que o avi\u00e3o se presta, substituindo-a por um rastro de destrui\u00e7\u00e3o. Em 1954, 22 anos depois, Get\u00falio Vargas tamb\u00e9m se suicidaria, imortalizando a frase \u201cSaio da vida para entrar na Hist\u00f3ria\u201d dirigida a golpistas que, desde 1932, insistiam em remov\u00ea-lo do poder de qualquer maneira, pois nunca conseguiam venc\u00ea-lo em elei\u00e7\u00f5es limpas.<br \/>\nDe pouco adiantou encobrir o sentimento de desonra com que o suic\u00eddio costuma estigmatizar e cobrir de vergonha a fam\u00edlia da v\u00edtima, dissimulando com um imprevisto ataque do cora\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o deixa sinais &#8211; ali\u00e1s, conduta de praxe ao longo do s\u00e9culo XX. O que interessa \u00e9 a vers\u00e3o das camareiras, que acharam o corpo e relataram que Santos Dumont havia se enforcado com a gravata.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O suic\u00eddio de Alberto Santos Dumont, em 1932, no Guaruj\u00e1, em S\u00e3o Paulo. 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