﻿{"id":103525,"date":"2018-04-30T06:12:15","date_gmt":"2018-04-30T09:12:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?p=103525"},"modified":"2018-04-30T09:37:17","modified_gmt":"2018-04-30T12:37:17","slug":"o-dia-em-que-moro-mandou-prender-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-dia-em-que-moro-mandou-prender-lula\/","title":{"rendered":"O DIA EM QUE MORO MANDOU PRENDER LULA"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>5 de abril de 2018. No dia em que o malfadado juiz Moro mandou prender Lula, l\u00e1 estava eu numa van de excurs\u00f5es tur\u00edsticas a caminho de Santiago de Compostela, etapa desperdi\u00e7ada em minha encarna\u00e7\u00e3o ao n\u00e3o conseguir reproduzir a trajet\u00f3ria de milh\u00f5es de peregrinos por conta de meu baleado joelho. Mas revendo Viana do Castelo e seu belo centro hist\u00f3rico, pr\u00f3ximo \u00e0s praias de P\u00f3voa de Varzim, entretido com a busca pelas origens da fam\u00edlia Gaio. Por volta de 1890, meu av\u00f4 Manoel Jorge Gaio (o ca\u00e7ula) e meu tio-av\u00f4 Jo\u00e3o Jorge Gaio Jr. (o primog\u00eanito) partiram da cidade do Porto para conquistar o Rio de Janeiro como empreendedores nos ramos de comest\u00edveis e seguros, nascidos respectivamente em 8 de mar\u00e7o de 1874 e 14 de setembro de 1867.<br \/>\nPesquisava junto com minha prima, radicada no Porto faz 3 anos e bisneta de Jo\u00e3o Jorge, sem poder imaginar no que isso iria dar, mas possu\u00eddo pela cren\u00e7a de que bons aug\u00farios adviriam, sejam de ordem particular, familiar ou mesmo abrir a mente para alcan\u00e7ar novos horizontes e p\u00f4r as m\u00e3os onde antes eu n\u00e3o alcan\u00e7ava. N\u00e3o fosse pela minha espiritualidade que se enra\u00edza num ritmo avassalador.<br \/>\nAt\u00e9 que surgiu Napole\u00e3o em meio ao percurso. Levantei a quest\u00e3o de que as tropas portuguesas se organizavam para expulsar Napole\u00e3o de Portugal ao tempo em que Dom Jo\u00e3o VI e sua corte fugiam para o Brasil, indagando do guia em que restou a fama de Dom Jo\u00e3o VI para os portugueses, afinal: de fuj\u00e3o, ora pois! &#8211; ele respondeu. Ao que acrescentei a pesada guerra e rea\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is quanto \u00e0 invas\u00e3o napole\u00f4nica na Espanha, igualmente ocupada. Devastadora de verdade foi a resposta da R\u00fassia, lembrei, quando os russos, sob o comando do General Inverno, expulsaram os franceses de seu territ\u00f3rio com inesperadas investidas pelos flancos, encobertos pela neve.<br \/>\nNeste exato momento, minha prima defendeu a tese de que Napole\u00e3o fora um g\u00eanio na estrat\u00e9gia de guerra. Com certeza, um argumento imperialista, que viria a ser repetido por Hitler cerca de 130 anos depois, ao ocupar a Europa. O que n\u00e3o surpreendeu por ser um pensamento pr\u00f3prio de quem se originou e deu continuidade a uma fam\u00edlia com forma\u00e7\u00e3o militar em toda sua extens\u00e3o, obrigando-me a calar, em nome da pol\u00edtica de boa vizinhan\u00e7a.<br \/>\nEis que minha prima, surpreendentemente, em carta deixada na portaria de meu hotel, desiste \u00e0 v\u00e9spera de prosseguir a viagem a Andaluzia, acertada comigo com muita anteced\u00eancia, deixando-me na m\u00e3o com passagens e vouchers de hot\u00e9is e passeios j\u00e1 quitados. Autorizada pelas duas obras que escreveu sobre os mil anos da Hist\u00f3ria de Portugal, um acad\u00eamico, \u201cMil anos menos cinquenta\u201d, e o outro em linguagem popular, \u201cO Portugu\u00eas que nos pariu\u201d, ambos best sellers reconhecidos especialmente em Portugal. Percebeu uma incompatibilidade pol\u00edtica que iria muito mais longe do que descrevi acima e do que sup\u00f5e nossa v\u00e3 imagina\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o abandonou a pesquisa de nossa fam\u00edlia ao alegar sermos de ramadas diferentes no dia em que Moro mandou prender Lula. Ou seja, cada macaco em seu galho; melhor dizendo, cada primata.<br \/>\nImpulsivas e passionais s\u00e3o as portadoras dessa gen\u00e9tica, em sua maioria; as conhe\u00e7o bem e n\u00e3o \u00e9 de hoje. A que eu intitulo de Complexo de Berenice, um dos personagens de seu livro \u201cA tecel\u00e3 de sonhos\u201d. Por s\u00f3 fazerem o que lhes der na telha, sem o menor compromisso com quem quer que seja, se em nome de prezarem sua paz: a de n\u00e3o conviver com ningu\u00e9m ou nada que as perturbe. Sem pesar as consequ\u00eancias inevit\u00e1veis de gestos extremados que certamente vir\u00e3o por sobre a cabe\u00e7a do inescrupuloso juiz Moro. Por constantemente mentir, forjar provas que n\u00e3o existem e ser inconsistente em suas decis\u00f5es, o que acabar\u00e1 por isol\u00e1-lo e abandon\u00e1-lo \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte por todos que o apoiaram, depois de bem usado &#8211; chupada a laranja, o que fazer do baga\u00e7o?<br \/>\nApesar do inesperado incidente ter sobremaneira abatido o meu \u00e2nimo, a viagem prosseguiu sem sua presen\u00e7a na tremenda mansid\u00e3o e paz de esp\u00edrito da regi\u00e3o do Douro, no Norte de Portugal, conhecida pelas ricas vin\u00edcolas que produzem um dos melhores vinhos do mundo e o seu famoso vinho do Porto. Para depois me defrontar com as vastas escadarias de Lamego que nos levam para o C\u00e9u (\u00e0 S\u00e9 Catedral), cidade antiqu\u00edssima dos tempos de romanos, quando igualmente nos transportamos para os tempos medievais ao percorrer Amarante.<br \/>\nSevilha, dominada pelos romanos, visigodos, \u00e1rabes (por 500 anos), quando o rei Fernando III, o Santo, a reconquista para os crist\u00e3os em 1248. Ao morrer, despiu-se de seu traje de rei e ajoelhou-se em vestes despojadas para devolver a Deus os reinos espanh\u00f3is sob seu poder, honra da qual n\u00e3o se julgava merecedor, oferecendo sua alma. Sevilha foi a metr\u00f3pole das col\u00f4nias americanas na descoberta da Am\u00e9rica em 1492, encarregada de controlar os assuntos do Novo Mundo. De l\u00e1 sa\u00edram Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, Am\u00e9rico Vesp\u00facio e Fern\u00e3o Magalh\u00e3es. Nela se visita o Pal\u00e1cio do Alc\u00e1zar, obra-prima da arte moura com seus jardins espetaculares, em conjuga\u00e7\u00e3o com sal\u00f5es, p\u00e1tios e outros pal\u00e1cios ao sabor de diversos estilos acrescidos pelos reis crist\u00e3os. Percorre-se na sa\u00edda o bairro judeu, que procede da Idade M\u00e9dia com ruas estreitas, casas brancas, p\u00e1tios floridos, o bairro sevilhano mais t\u00edpico e atraente em que os semitas cortaram um dobrado para sobreviver de t\u00e3o perseguidos que eram, \u00e0 \u00e9poca, pelos crist\u00e3os por conta de Judas Iscariotes, por outro lado se dando muito bem com os mu\u00e7ulmanos.<br \/>\nL\u00e1grimas foram vertidas por mim na missa matutina da Catedral g\u00f3tica de Sevilha, a terceira maior do mundo &#8211; erigida no s\u00e9culo 12, pondo abaixo uma mesquita. Muito menos pelo opulento aparato todo em ouro e prata extra\u00eddos da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola que viriam a orn\u00e1-la posteriormente, dividida em naves apoiadas em colossais pilares, e muito mais por perceber a desconsidera\u00e7\u00e3o e falta de respeito de minha prima para com nossos ancestrais, nunca valorizando ou sentindo realmente na pele essa tentativa de reaproxima\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia atrav\u00e9s da espiritualidade.<br \/>\nDesde 719 sob o dom\u00ednio de Califas de Damasco e transcorridos quase 100 anos de islamismo, C\u00f3rdoba, durante os anos 900 a 1.200, se torna a cidade mais florescente e o centro cultural mais importante de todo o Ocidente, com uma c\u00e9lebre universidade, ricas bibliotecas e suntuosos edif\u00edcios, espraiando conhecimentos sobre matem\u00e1tica, astrologia, f\u00edsica, medicina, filosofia, e cultuando o pensamento de Arist\u00f3teles. C\u00f3rdoba era a capital de Al-Andalus, territ\u00f3rio que se estendia at\u00e9 o rio Douro. A Mesquita de C\u00f3rdoba representava o Poder do Isl\u00e3 na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, cuja constru\u00e7\u00e3o iniciada nos anos 700 foi ganhando luxuosos acr\u00e9scimos ao longo de s\u00e9culos, fundindo v\u00e1rias formas arquitet\u00f4nicas e propiciando-lhe um car\u00e1ter deslumbrante e transcendental, at\u00e9 que nos anos 1.500 o rei Carlos I mandou instalar uma Catedral no centro da consagrada mesquita, para depois se arrepender, c\u00f4nscio de sua desastrada interven\u00e7\u00e3o. Mas que n\u00e3o apagou essa obra \u00fanica, n\u00e3o s\u00f3 pelos materiais trabalhados, assim como pela presen\u00e7a de artistas e arquitetos bizantinos, cujos mosaicos extraordinariamente lindos foram utilizados na constru\u00e7\u00e3o do mihrab (espa\u00e7o sagrado em que se posiciona a pessoa que lidera as ora\u00e7\u00f5es, cuja voz se difunde mais facilmente pela mesquita gra\u00e7as \u00e0 exist\u00eancia deste nicho). Poesias escritas em \u00e1rabe foram gravadas nas paredes da mesquita &#8211; o registro intacto de uma \u00e9poca.<br \/>\nGranada igualmente deve sua gl\u00f3ria aos \u00e1rabes. Quando expulsos de C\u00f3rdoba, fundaram um emirado em Granada, cujo luxo e esplendor apagaram o outrora brilho de C\u00f3rdoba. Um reino de mil e uma noites nos anos 1.300 e 1.400, nos quais realizaram magnificentes obras no \u00faltimo per\u00edodo de uma evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica que durou 500 anos, s\u00f3 hoje restando o magn\u00edfico Pal\u00e1cio de Alhambra. A combina\u00e7\u00e3o m\u00e1gica do reflexo da luz trespassando os vitrais com as \u00e1guas jorrando das fontes quase em sil\u00eancio relaxante e retratando o perfil das edifica\u00e7\u00f5es em seu espelho. Um legado para n\u00e3o esquecer, a m\u00e1xima express\u00e3o de refinamento est\u00e9tico que ficou para a posteridade.<br \/>\nEm janeiro de 1492, os reis cat\u00f3licos, Isabel de Castela e Fernando de Arag\u00e3o, entram em Granada pondo fim a 781 anos de domina\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. No ano mais importante da Hist\u00f3ria da Espanha por coincidir com o descobrimento da Am\u00e9rica, empurrando-os para o mar, em frente a Marrocos, deixando-os entristecidos por mirarem pela \u00faltima vez uma regi\u00e3o pela qual morriam de paix\u00e3o, ouvindo de uma mulher \u00e0 sua passagem: \u201cchora como mulher o que n\u00e3o soubestes defender como homem\u201d. Desde ent\u00e3o, esse lugar passou a se chamar de Puerto de Suspiro del Moro &#8211; do apogeu ao desterro.<br \/>\nComo se n\u00e3o bastasse todo esse grande espet\u00e1culo, Ronda, a 187 km de Granada, no alto de uma meseta rochosa com penhascos assustadores que a cortam ao meio e preservam uma cidade hist\u00f3rica e encantadora, longe das grandes metr\u00f3poles.<br \/>\nH\u00e1 males que v\u00eam para o bem. \u00c0 medida que ingress\u00e1ssemos em Andaluzia, debater-se-ia muito sobre teses outras a respeito de pol\u00edtica, Hist\u00f3ria, cultura e arte, onde n\u00e3o caberiam ideias hegem\u00f4nicas militaristas e que poderiam causar novos dissabores. At\u00e9 porque a profiss\u00e3o de guia \u00e9 ultra respeitada na Europa e sua forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria bastante rigorosa e consistente, n\u00e3o sendo tema para amadores, afinal de contas, turismo \u00e9 uma das maiores fontes de renda da comunidade europeia.<br \/>\nToda essa cultura explanada ao som da m\u00fasica e canto flamenco refletem o ar temperamental, provocativo, desafiante, delirante, impulsivo, passional, propenso a celeumas e conflitos, para da\u00ed florescer o entendimento regado ao saboroso vinho espanhol numa esquisita mistura com tapas, mariscos, pescados, polvos e o fabuloso presunto ib\u00e9rico. Sem espa\u00e7o, portanto, para acomoda\u00e7\u00f5es em posicionamentos.<br \/>\nRegistre-se para os devidos fins o enorme e apavorante pesadelo de que eu padeci no dia em que Moro mandou prender Lula, a despeito de toda a patifaria engendrada pelo juiz Moro para incriminar Lula, quando nem uma cozinha em padr\u00f5es elevados e elevador foram instalados no tr\u00edplex de Guaruj\u00e1, desmascarados pela invas\u00e3o do MTST que filmou tudo. Mas sobressaiu o renascimento com o sonho plenamente realizado ao entrar em contato com a pujante e brilhante epopeia da Andaluzia, vendo o mundo \u00e1rabe fazendo frente \u00e0s monarquias crist\u00e3s com sua for\u00e7a, religi\u00e3o, arte e cultura em n\u00edvel de civiliza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de tribos, conforme aventado por quem defende a hegemonia da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental.<br \/>\nAinda v\u00edvidos em minha mem\u00f3ria os tempos em que meus ancestrais, que antecederam aos portugueses, os bravos mouros, antigos habitantes \u00e1rabes-b\u00e9rberes do Norte da \u00c1frica, em reluzentes cavalos, sen\u00e3o em camelos, do alto das dunas, logravam divisar quem realmente viria a se somar \u00e0 fam\u00edlia dos n\u00f4mades e ser fiel amigo ou constituir-se-ia num reles traidor que n\u00e3o conseguiria nem agregar sua pr\u00f3pria fam\u00edlia, dispersando-a em pontos distantes do planeta, a caminho da pulveriza\u00e7\u00e3o, por falta de integridade e fundamento.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 de abril de 2018. 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