﻿{"id":104640,"date":"2019-07-29T00:46:23","date_gmt":"2019-07-29T03:46:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?p=104640"},"modified":"2023-05-12T20:18:03","modified_gmt":"2023-05-12T23:18:03","slug":"a-epopeia-de-hans-staden","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/","title":{"rendered":"A EPOPEIA DE HANS STADEN"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Do profeta Jeremias: \u201cMaldito seja o homem que nos outros homens confia\u201d. Os \u00edndios tupinamb\u00e1s matavam seus inimigos para comer sua carne e absorver sua bravura e coragem, como parte de um ritual antropof\u00e1gico de guerra. Por outro lado, ser devorado era considerado uma das formas mais enobrecedoras de morrer porque significava a valentia do guerreiro e o seu esp\u00edrito forte. Hans Staden informou que n\u00e3o era por fome conforme eles arrotavam quando se banqueteavam com carne humana, e sim por \u00f3dio e grande hostilidade quando, durante a guerra, gritavam cheios de raiva: \u201cQue todo infort\u00fanio recaia sobre voc\u00ea, minha comida, minha refei\u00e7\u00e3o\u201d. Portanto, entre humanos, antropofagia \u00e9 canibalismo, por comer a carne da pr\u00f3pria esp\u00e9cie.<br \/>\nO tipo louro do alem\u00e3o Hans Staden, muito diferente do tipo dos portugueses, t\u00e3o raro na terra do Brasil. B\u00edpede implume, de olhos azuis e cara vermelha como presunto. N\u00e3o nasceu para ser \u00e1rvore, e sim sair pelo mundo afora e bem conhec\u00ea-lo, j\u00e1 que todos n\u00f3s temos um destino a cumprir na vida. Especialista em arcabuz, engajou-se como artilheiro num barco armado de canh\u00f5es que se destinava ao Brasil, em 1548, com o intuito de atacar embarca\u00e7\u00f5es francesas, pa\u00eds que estava em disputa com Portugal pelo monop\u00f3lio das terras descobertas no Novo Mundo, embora n\u00e3o existisse guerra declarada entre as duas na\u00e7\u00f5es.<br \/>\nTerra naquele tempo era de quem pegava primeiro. A hist\u00f3ria da Humanidade \u00e9 de uma pirataria que n\u00e3o tem fim. Batalhas, pilhagens e naufr\u00e1gios. O mais forte, sempre que pode, extermina o mais fraco. O Brasil pertencia aos \u00edndios dentre suas diversas tribos, e perderam a terra que at\u00e9 ent\u00e3o haviam possu\u00eddo pelo poder que \u00e9 concedido ao mais forte e melhor armado. Os franceses procuravam se aliar a todas as tribos inimigas dos portugueses para negociar pau-brasil, algod\u00e3o, pimenta, ornamento de penas, macacos e papagaios. Em nome de quest\u00f5es mercantilistas, portugueses e franceses usavam os \u00edndios como aliados e se valiam de inimizades ancestrais entre eles para perpetuarem suas desaven\u00e7as coloniais. Os conquistadores do Novo Mundo, tanto portugueses como espanh\u00f3is, eram mais ferozes do que os pr\u00f3prios \u00edndios, chamados de selvagens por Hans Staden. S\u00f3 os guiava a cobi\u00e7a, a gan\u00e2ncia, a sede de enriquecer, n\u00e3o vacilando em destruir culturas inteiras, como os astecas, maias e incas, povos cuja civiliza\u00e7\u00e3o era bem adiantada. Por sua vez, os \u00edndios nunca suportaram a escravid\u00e3o, preferiam a morte.<br \/>\nNa segunda viagem ao Brasil, foi oferecido a Hans Staden cuidar do Forte de S\u00e3o Vicente (S\u00e3o Paulo), em constru\u00e7\u00e3o, e defender a col\u00f4nia de incurs\u00f5es de seus terr\u00edveis inimigos, os tupinamb\u00e1s &#8211; povo orgulhoso, muito astuto e sempre pronto a perseguir e devorar seus antagonistas, pois grandes apreciadores da carne humana. Eis que Hans Staden foi capturado, tripudiado, escarnecendo de seu choro e pedido de miseric\u00f3rdia, com as mulheres lhe desferindo bofet\u00f5es e arrancando punhados de sua barba, empurrando-o para dentro de uma cabana e o deitando numa rede, mas continuando a insult\u00e1-lo e a maltrat\u00e1-lo &#8211; \u201cvingamo-nos em ti do que os teus filhos fizeram aos nossos\u201d.<br \/>\nHans Staden se defende, n\u00e3o era portugu\u00eas. Os tupinamb\u00e1s n\u00e3o lidavam bem com a mentira e a falsidade, se considerando tra\u00eddos pelos portugueses, que os agarravam e os entregavam aos tupiniquins, seus maiores inimigos, para que os comessem. Eis que chamaram um franc\u00eas para atestar sua origem p\u00e1tria, que o condena \u00e0 execu\u00e7\u00e3o e degluti\u00e7\u00e3o. Hans passou a ser exibido nos dom\u00ednios dos tupinamb\u00e1s, que abrangia parte do litoral paulista e sul do atual Estado do Rio de Janeiro, como um animal raro, de cabana em cabana, dando sequ\u00eancia ao ritual antropof\u00e1gico. Cercados pelos \u00edndios, os prisioneiros s\u00e3o obrigados a cantar, dan\u00e7ar, a bater no ch\u00e3o com o p\u00e9, para que o ru\u00eddo dos chocalhos, amarrados \u00e0s suas pernas, fosse marcando o compasso. Enfim, a participar de seu cerimonial de encomenda de corpo com os \u00edndios pondo-os na roda, literalmente. Quando n\u00e3o eram for\u00e7ados a beber com os selvagens e assisti-los a devorarem seus companheiros, estampando desespero e dor diante do fim que os esperava. Com direito a discurso de car\u00e1ter heroico e de exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura autof\u00e1gica, se o sacrificado fosse \u00edndio, seja por parte dos que iriam morrer como tamb\u00e9m de seus captores.<br \/>\nAo primeiro golpe, a v\u00edtima vai ao ch\u00e3o, com o cr\u00e2nio esmigalhado por um senhor tacape. Antes lhe cortavam as sobrancelhas e depois a barba. Quem o matasse com a porretada, herdaria o nome da v\u00edtima, como se fora um penacho. Imediatamente, as \u00edndias descamavam a pele para s\u00f3 cozer a carne, sob grande j\u00fabilo, assando em separado as pernas, bra\u00e7os e costas, sem deixar de lado a cabe\u00e7a e as v\u00edsceras &#8211; os miolos e a l\u00edngua para as crian\u00e7as.<br \/>\nConfrontado com o grande morubixaba Cunhambebe, Hans Staden encheu-o de elogios exaltando sua coragem, a t\u00edtulo de abrir caminho para a comuta\u00e7\u00e3o da pena. Ele, por sua vez, pavoneou-se andando \u00e0 sua frente, cheio de orgulho, e regozijando-se dos muitos \u00edndios e portugueses que j\u00e1 havia devorado. Se um animal irracional raramente devora os seus semelhantes, por que ent\u00e3o um homem iria devorar os outros? Ao olhar fixo para a lua cheia, Hans Staden conseguiu convenc\u00ea-los de que seu Deus estava zangado com eles, por insistirem em com\u00ea-lo. Provinha da\u00ed o ros\u00e1rio de doen\u00e7as que acabou por vitimar oito pessoas da fam\u00edlia do morubixaba encarregado de decretar o dia de sua morte. O morubixaba, nesse momento, reiterou o pedido a Hans para seu Deus livr\u00e1-lo da morte, fazendo-o prometer que iria poup\u00e1-lo. Quando sarou, a not\u00edcia se espalhou por entre os morubixabas de outras cabanas e os demais \u00edndios, que come\u00e7aram a sentir medo de que o Deus de Hans os castigasse, e a respeit\u00e1-lo como esp\u00edrito curador.<br \/>\nPor\u00e9m, para os tupinamb\u00e1s libert\u00e1-lo, somente uma caravela abarrotada de facas, tesouras, machados, pentes e espelhos, e com seu pai e irm\u00e3os vindo busc\u00e1-lo &#8211; o prisioneiro lhes pertencia. Durante o cativeiro de 9 meses, Hans Staden tentou valer-se de sua intelig\u00eancia com suas manhas e artimanhas, como um alem\u00e3o fingindo que era franc\u00eas ao negociar seu retorno \u00e0 Europa com uma embarca\u00e7\u00e3o lusitana, e se entendendo em portugu\u00eas, seguro de que os \u00edndios s\u00f3 falavam sua l\u00edngua. Em outra oportunidade, atirou-se ao mar para nadar e alcan\u00e7ar uma embarca\u00e7\u00e3o francesa fundeada na costa; mas n\u00e3o o deixaram subir, pois colocaria em risco as rela\u00e7\u00f5es comerciais com os tupinamb\u00e1s, al\u00e9m do que eles poderiam se vingar. Em agosto de 1554, m\u00eas da piracema das tainhas, todos se dirigiam a Bertioga para pescar. Formou-se, ent\u00e3o, uma expedi\u00e7\u00e3o de guerra contra os tupiniquins composta de 43 canoas, 23 \u00edndios em cada, num total de quase mil homens, na qual Staden fingiu se integrar de bom grado, escondendo sua contrariedade, na esperan\u00e7a de fugir durante o percurso. Por fim, chegou um navio franc\u00eas com ordens para resgatar o alem\u00e3o de qualquer maneira, penalizados com o seu sofrimento, forjando uma vers\u00e3o de dez irm\u00e3os terem vindo do velho continente para abra\u00e7\u00e1-lo, desde que Staden e o seu atual morubixaba captor se dirigissem a Niter\u00f3i (enseada nas m\u00e3os dos franceses).<br \/>\nO morubixaba foi engambelado por Hans Staden, reclamando de sua longa aus\u00eancia, muito distante de sua fam\u00edlia, e que n\u00e3o podiam ficar assim separados; pelo comandante do navio, que agradeceu o bom trato dispensado ao prisioneiro e de terem poupado sua vida, apesar de capturado entre inimigos; e, em tom veemente, pelos dez irm\u00e3os, cujo velho pai ansiava por v\u00ea-lo de novo. Hans acrescentou que, no fundo, desejava ficar entre os antrop\u00f3fagos, onde fora t\u00e3o bem acolhido, mas se via impedido pela atitude mai\u00fascula de seus irm\u00e3os, n\u00e3o conseguindo resistir ao seu apelo. O morubixaba aquiesceu, desde que voltasse no ano seguinte; era seu amigo, considerava-o seu filho e estava zangado com os tupinamb\u00e1s de Ubatuba por terem querido devor\u00e1-lo.<br \/>\nProcedida a entrega habitual de espelhos e demais apetrechos, o navio zarpou em 31 de outubro de 1554, com Hans Staden respirando aliviado com um at\u00e9 nunca mais \u00e0 terra onde escapou de ser assado e comido! N\u00e3o sem antes, na sa\u00edda da Ba\u00eda de Guanabara, se defrontarem com um barco portugu\u00eas, e da troca de tiros de canh\u00e3o, Hans resultar gravemente ferido, impossibilitando-o de se despedir daquelas montanhas que emolduram o cen\u00e1rio do Rio de Janeiro. Mas chegando s\u00e3o e salvo em Honfleur, na Normandia, em 20 de fevereiro de 1555, cumpridos quase 4 meses sem avistar nenhuma terra, sempre insuflados por um vento favor\u00e1vel, um milagre no mar e d\u00e1diva de Deus, como compensa\u00e7\u00e3o aos sacrif\u00edcios impostos a Hans Staden. Naufr\u00e1gios, combates navais, disputas terrestres acirradas, diversas costas, enseadas, e praias no litoral brasileiro que n\u00e3o sabia onde estava, o desejo de vingan\u00e7a estampado na antropofagia, mas sua natureza era rija, e n\u00e3o devemos desanimar nunca! Livrou-se das armadilhas que a vida nos reserva para que Deus outorgasse a ele a gl\u00f3ria de escrever o primeiro livro a respeito das coisas de um Brasil ainda em gesta\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar pela abordagem sobre o canibalismo.<\/p>\n<p>Fontes consultadas:<br \/>\n1) STADEN, Hans. A verdadeira hist\u00f3ria dos selvagens, nus e ferozes devoradores de homens (1548-1555). Rio de Janeiro: Dantes Editora, 1998.<br \/>\n2) LOBATO, Monteiro. Ca\u00e7adas de Pedrinho e Hans Staden. S\u00e3o Paulo: Editora Brasiliense, 1957.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do profeta Jeremias: \u201cMaldito seja o homem que nos outros homens confia\u201d. Os \u00edndios tupinamb\u00e1s matavam seus inimigos para comer sua carne e absorver sua bravura e coragem, como parte de um ritual antropof\u00e1gico de guerra. Por outro lado, ser devorado era considerado uma das formas mais enobrecedoras de morrer porque significava a valentia do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[19,20],"tags":[1352,1335],"class_list":["post-104640","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-assuntos-gerais-cronicas","category-cronicas","tag-hans","tag-staden"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A EPOPEIA DE HANS STADEN - Jornal DuGAIO<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A EPOPEIA DE HANS STADEN - Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Do profeta Jeremias: \u201cMaldito seja o homem que nos outros homens confia\u201d. Os \u00edndios tupinamb\u00e1s matavam seus inimigos para comer sua carne e absorver sua bravura e coragem, como parte de um ritual antropof\u00e1gico de guerra. Por outro lado, ser devorado era considerado uma das formas mais enobrecedoras de morrer porque significava a valentia do [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-07-29T03:46:23+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-05-12T23:18:03+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A EPOPEIA DE HANS STADEN - Jornal DuGAIO","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A EPOPEIA DE HANS STADEN - Jornal DuGAIO","og_description":"Do profeta Jeremias: \u201cMaldito seja o homem que nos outros homens confia\u201d. Os \u00edndios tupinamb\u00e1s matavam seus inimigos para comer sua carne e absorver sua bravura e coragem, como parte de um ritual antropof\u00e1gico de guerra. Por outro lado, ser devorado era considerado uma das formas mais enobrecedoras de morrer porque significava a valentia do [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/","og_site_name":"Jornal DuGAIO","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_published_time":"2019-07-29T03:46:23+00:00","article_modified_time":"2023-05-12T23:18:03+00:00","author":"Antonio Carlos Gaio","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Carlos Gaio","Est. tempo de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/"},"author":{"name":"Antonio Carlos Gaio","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"headline":"A EPOPEIA DE HANS STADEN","datePublished":"2019-07-29T03:46:23+00:00","dateModified":"2023-05-12T23:18:03+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/"},"wordCount":1663,"commentCount":0,"keywords":["Hans","Staden"],"articleSection":["Assuntos gerais","Cr\u00f4nicas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/","name":"A EPOPEIA DE HANS STADEN - Jornal DuGAIO","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website"},"datePublished":"2019-07-29T03:46:23+00:00","dateModified":"2023-05-12T23:18:03+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/a-epopeia-de-hans-staden\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A EPOPEIA DE HANS STADEN"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/","name":"Jornal DuGAIO","description":"O que est\u00e1 por detr\u00e1s da not\u00edcia em r\u00e1pidas palavras","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a","name":"Antonio Carlos Gaio","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","caption":"Antonio Carlos Gaio"},"sameAs":["http:\/\/www.jornaldugaio.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio"],"url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/author\/acgaio\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104640"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104641,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104640\/revisions\/104641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}