﻿{"id":2029,"date":"2002-11-05T19:34:02","date_gmt":"2002-11-05T21:34:02","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-17T22:18:34","modified_gmt":"2023-05-18T01:18:34","slug":"fim-do-czarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/fim-do-czarismo\/","title":{"rendered":"FIM DO CZARISMO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Em junho de 1812, a R\u00fassia sofreu o primeiro de uma longa s\u00e9rie de desastres que viria a conhecer durante todo o s\u00e9culo XIX e come\u00e7o do s\u00e9culo XX com o fim do czarismo. Napole\u00e3o, representante desta cultura da qual Catarina fazia outrora apologia, invadiu o pa\u00eds e ocupou Moscou, que ardia em chamas. Os russos n\u00e3o titubearam na aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e1tica da terra arrasada, consumindo no fogo sua pr\u00f3pria cidade e os v\u00edveres necess\u00e1rios \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de 500 mil soldados franceses, dizimados em solo russo pelo General Inverno. Napole\u00e3o bateu em retirada e tornou a R\u00fassia uma grande pot\u00eancia aos olhos do mundo. Um fracasso sem termos de compara\u00e7\u00e3o com Waterloo, eleito injustamente como paradigma de derrotas grandiosas.<br \/>Se n\u00e3o fosse Pedro, o Grande, ao provocar tremenda fermenta\u00e7\u00e3o intelectual que permitiu a invas\u00e3o do pa\u00eds por id\u00e9ias e livros ocidentais, os artistas do czarismo n\u00e3o gozariam de relativa liberdade para abordar a realidade da \u00e9poca e a literatura n\u00e3o teria explodido no s\u00e9culo XIX. Se Napole\u00e3o foi posto para correr, os pensamentos de liberdade, igualdade e fraternidade penetraram fundo no espa\u00e7o russo que n\u00e3o reconheceu fronteiras ou campos de batalha.<br \/>Foi l\u00e1 que Pushkin, o maior poeta da R\u00fassia, tomou contato com as id\u00e9ias &#8220;proibidas&#8221; da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e preparou o cen\u00e1rio para os grandes escritores que viriam a seguir produzissem romances, poemas e pe\u00e7as teatrais inigual\u00e1veis num \u00fanico s\u00e9culo. O conflito entre o indiv\u00edduo e o Estado, bem como as profundezas irracionais que existem dentro de todas as pessoas, traduzidos em poemas di\u00e1fanos e elegantes, mereceu-lhe ex\u00edlios, mediante a fama de jogador inveterado, beberr\u00e3o, conquistador barato e provocador de duelos. Diante de seu sucesso, Nicolau I o libertava de seus ex\u00edlios com que a censura o alimentava de criatividade, at\u00e9 nome\u00e1-lo como poeta particular e cativo do czar.<br \/>O primeiro movimento francamente revolucion\u00e1rio contra os czares ocorreu em 1825, na revolta dos dezembristas. Nobres e jovens oficiais queriam afastar Nicolau I do trono, introduzindo o regime constitucional e abolindo a servid\u00e3o, insatisfeitos com o arb\u00edtrio, ignor\u00e2ncia e mis\u00e9ria do regime, a barb\u00e1rie da vida popular russa, se comparada com o n\u00edvel de civiliza\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a p\u00f3s-napole\u00f4nica, Inglaterra e imp\u00e9rio austro-h\u00fangaro.<br \/>Nicolau I preocupou-se em garrotear o pa\u00eds e acentuou ao m\u00e1ximo o regime desp\u00f3tico, burocr\u00e1tico e policial do Estado russo, redundando nas fei\u00e7\u00f5es de sua cultura at\u00e9 os dias de hoje. As persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas sempre foram uma verdadeira praga, a condena\u00e7\u00e3o a trabalhos for\u00e7ados na Sib\u00e9ria a praxe, servir ao Ex\u00e9rcito um al\u00edvio. Dostoievski esteve pr\u00f3ximo de um pelot\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o a tr\u00eas dias do Natal, a Sib\u00e9ria foi a sua salva\u00e7\u00e3o. E a nossa, Recorda\u00e7\u00f5es da Casa dos Mortos foi o primeiro relato escrito sobre campos prisioneiros da R\u00fassia.<br \/>Contudo, n\u00e3o passava pela cabe\u00e7a dos camponeses buscar o fundo do mal no czar, um ser vener\u00e1vel e superior, acima dos simples mortais, para conduzir a bom porto os graves destinos do Estado. Sob a influ\u00eancia do misticismo religioso, o povo considerava o per\u00edodo de espera e de sofrimento como algo imposto por Deus, sob forma de castigo e de prova\u00e7\u00e3o, se resignando com o fatalismo primitivo. N\u00e3o compreendiam sequer o gesto daqueles que se sacrificavam em nome de sua causa, surdo a todas as incita\u00e7\u00f5es, exceto as da rua Arbat.<br \/>A rua Arbat, a mais famosa de Moscou, por onde soldados franceses penetraram em meio \u00e0s labaredas, a porta da rua n\u00e3o \u00e9 mais a serventia da casa. N\u00e3o \u00e9 mais benquisto o duelo de espadachins ou com armas de fogo, a honra n\u00e3o levar\u00e1 mais vidas em v\u00e3o, a disputa agora \u00e9 na base dos punhos, o boxe sem fronteiras, at\u00e9 o advers\u00e1rio cair desfalecido. Arbat era a arena lotada de desocupados, apostadores e valent\u00f5es.<br \/>N\u00e3o era ambiente para matrioshkas. Boneca t\u00edpica da R\u00fassia de madeira pintada, que representa a cara redonda de uma mulher camponesa em vestido bordado, com avental e len\u00e7o na cabe\u00e7a, em meio a flores e cores vivas. De seu interior, saem outras quatro bonecas que se encaixam ao se miniaturizarem, ou podem sair mais bonecas at\u00e9 a \u00faltima caber uma crian\u00e7a de seis anos. As pe\u00e7as subseq\u00fcentes podem ter o mesmo desenho ou apresentar varia\u00e7\u00f5es em torno do mesmo estilo.<br \/>Nos longos dias de um rigoroso inverno, Maliutin, homem de grande talento e intui\u00e7\u00e3o que ilustrava livros para crian\u00e7as, come\u00e7ou a esculpir uma boneca que desse vaz\u00e3o ao seu romantismo de conquistar uma donzela da aldeia de Simeonovka, reproduzindo a ela, m\u00e3e, av\u00f3, bisav\u00f3 e tia que se encaixassem numa s\u00f3. Para conseguir a aprova\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e se casarem. Matrioshka passou a simbolizar o amor pela fam\u00edlia, a fertilidade, a estabilidade do casamento, a fidelidade e a seguran\u00e7a do lar. Fez tanto sucesso que se espalhou por todo o territ\u00f3rio e virou s\u00edmbolo do folclore e artesanato russo, precursora dos brinquedos pedag\u00f3gicos.<br \/>\u201cMais vale outorgar a liberdade de cima para baixo que esperar que venham a tom\u00e1-la de baixo para cima\u201d. Pensando assim, o czar Alexandre II vende o Alasca aos Estados Unidos e concede liberdade aos servos, retirando-os da escravid\u00e3o. O que n\u00e3o o livrou do s\u00e9timo atentado sofrido, duas bombas foram lan\u00e7adas na sua carruagem por estudantes niilistas, arrancando as pernas e a vida do imperador. A a\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi compreendida pelas massas, afinal, o czar queria o seu bem, a nobreza \u00e9 quem quis se vingar da aboli\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o &#8211; acusam os camponeses com medo de que a restaurassem, eximindo os niilistas.<br \/>O niilismo foi introduzido na l\u00edngua russa pelo novelista Ivan Turgueniev como uma corrente de id\u00e9ias de car\u00e1ter filos\u00f3fico e moral &#8211; n\u00e3o uma doutrina -, abrindo caminho a uma evolu\u00e7\u00e3o intelectual que conduziu a juventude a concep\u00e7\u00f5es gerais muito avan\u00e7adas gra\u00e7as \u00e0 sua tend\u00eancia emancipadora. O germe de um verdadeiro despertar revolucion\u00e1rio, pol\u00edtico e social, que repercutiu na liberta\u00e7\u00e3o da mulher da tutela do homem no final do s\u00e9culo XIX.<br \/>Baseava-se no materialismo e no individualismo, face a tudo que atentasse contra a liberdade de pensamento. Era contra todas as tradi\u00e7\u00f5es impostas ao homem pela sociedade, fam\u00edlia, costumes e conven\u00e7\u00f5es. N\u00e3o admitiam nada que fosse natural e respeitado como sagrado pelos demais.<br \/>Ao aceitar o materialismo como uma verdade indiscut\u00edvel, absoluta, os niilistas combateram a religi\u00e3o e tudo o que est\u00e1 al\u00e9m da raz\u00e3o pura ou da prova positiva, contra tudo que pertence ao dom\u00ednio sentimental e idealizado. Desprezaram a est\u00e9tica, a beleza, o conforto, os prazeres refinados, o amor sentimental\u00f3ide, a arte de vestir-se e o desejo de agradar. Comparavam oper\u00e1rio ao artista, o primeiro produz objetos de utilidade para a sociedade, enquanto o segundo, de nada serviam suas obras. As mulheres usavam \u00f3culos e cabelo curto para aparentar fei\u00fara e desd\u00e9m pelo exibicionismo, vestiam roupas ordin\u00e1rias que desafiavam a eleg\u00e2ncia, andavam com um jeito viril e fumavam em desprezo \u00e0 etiqueta.<br \/>Apesar de seu car\u00e1ter essencialmente individualista, o niilismo preparou a luta em favor de uma emancipa\u00e7\u00e3o concreta: pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social. Atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o dos anos 1870 e 80, formaram-se os primeiros grupos revolucion\u00e1rios e socialistas na R\u00fassia, que nada tinham em comum com o niilismo de antes, sequer foi base do bolchevismo. A Europa Ocidental se encontrava em meio a grandes lutas sociais, o socialismo come\u00e7ava sua intensa propaganda e o marxismo discutia a tarefa de organizar a classe trabalhadora em um poderoso partido pol\u00edtico.<br \/>Nessa \u00e9poca, a R\u00fassia n\u00e3o era mais um pa\u00eds inculto, de reputa\u00e7\u00e3o associada \u00e0 barb\u00e1rie, apenas a popula\u00e7\u00e3o camponesa permanecia ignorante devido \u00e0s conseq\u00fc\u00eancias da servid\u00e3o. O menor contato entre os grupos formadores de opini\u00e3o e o povo era suspeito, pass\u00edvel de repress\u00e3o, ambiente prop\u00edcio para fomentar revolu\u00e7\u00e3o. Os atentados terroristas prosseguiam a uma cad\u00eancia assustadora e oficiais eram assassinados, \u00e0s centenas.<br \/>A forma\u00e7\u00e3o de um partido pol\u00edtico oper\u00e1rio chamado de Partido Social-Democr\u00e1tico, que trazia no bojo o marxismo, vicejava na Europa uma nova concep\u00e7\u00e3o de luta de classes integrada a um programa concreto de a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. O que implicou na divis\u00e3o, em 1903, em mencheviques (minorit\u00e1rios) e bolcheviques (majorit\u00e1rios). Os mencheviques pretendiam a moderniza\u00e7\u00e3o do capitalismo russo e a transforma\u00e7\u00e3o da Duma (Parlamento) na principal fonte de poder pol\u00edtico da na\u00e7\u00e3o. Os bolcheviques, liderados por Vladimir Ilitch Ulianov, dito Lenin, defendiam uma revolu\u00e7\u00e3o socialista com base nos ideais de Karl Marx, pregavam a uni\u00e3o de oper\u00e1rios, soldados e camponeses contra o czarismo.<br \/>O regime czarista levava bordoadas de todos os lados. Em 1904, a R\u00fassia ocupou a Manch\u00faria e procurou penetrar na China e Cor\u00e9ia, sofrendo uma derrota humilhante na guerra declarada pelo Jap\u00e3o em que perdeu a maior parte da vetusta frota. Greves e manifesta\u00e7\u00f5es espoucavam. Assembl\u00e9ias populares formadas por oper\u00e1rios, camponeses, soldados, os trabalhadores, em geral, come\u00e7aram a se organizar em sovietes.<br \/>Em janeiro de 1905, milhares de esfaimados e desempregados marcharam com suas fam\u00edlias em dire\u00e7\u00e3o ao Pal\u00e1cio de Inverno. Na proverbial aus\u00eancia do czar Nicolau II, a guarda do pal\u00e1cio atirou sobre a multid\u00e3o, matando mil homens, mulheres e crian\u00e7as, aproximadamente. Os soldados haviam sido embriagados para perder o escr\u00fapulo. O Domingo Sangrento, como ficou conhecido, indignou o povo cuja c\u00f3lera se virou contra o czar em pessoa, desencadeando uma gigantesca onda de greves e ocupa\u00e7\u00e3o pelos marinheiros do encoura\u00e7ado Potemkin.<br \/>\u00c9 consenso generalizado que a R\u00fassia foi um caldeir\u00e3o de id\u00e9ias e de movimentos anarquistas, visto que Bakunin (1814-1876) e Kropotkin (1842-1921), os pais do anarquismo, eram russos. Embora com obras publicadas no estrangeiro, nem um nem outro jamais militou como anarquista na R\u00fassia, toda doutrina\u00e7\u00e3o social, socialista e revolucion\u00e1ria dos russos n\u00e3o tinha absolutamente nada de anarquista, n\u00e3o houve um maior interesse, esclarece o anarquista Volin.<br \/>A eclos\u00e3o da guerra mundial foi o derradeiro fracasso que engoliu a monarquia. O regime czarista, completamente anacr\u00f4nico na sua vontade de governar um Estado do s\u00e9culo XX como uma sociedade agr\u00e1ria do s\u00e9culo XVIII, n\u00e3o estava preparado para enfrentar esta prova. Depois de mobilizar 6 milh\u00f5es de soldados, os generais se aperceberam que n\u00e3o dispunham de 5 milh\u00f5es de fuzis. As perdas de vidas humanas se acumulavam, inevit\u00e1vel o recuo em todas as frentes, obrigando a Nicolau II a assumir pessoalmente o comando das for\u00e7as armadas.<br \/>Largando nas m\u00e3os de Alexandra Feodorovna o descontentamento reinante e sua repress\u00e3o, assistida espiritualmente pelo monge Rasputin, que se tornou mito no folclore da corte com a fama de devasso, beberr\u00e3o, analfabeto e grosseiro, al\u00e9m de ter conseguido estancar a hemofilia do filho da czarina. \u201cMeu mestre bem amado\u201d, lhe escrevia ela, \u201cminha alma n\u00e3o encontra paz sen\u00e3o quando v\u00f3s estais perto de mim\u201d.<br \/>Em dezembro de 1916, uma malta de nobres decidiu dar um fim nele, aproveitando-se que o monge era glut\u00e3o. Um bolo encharcado de creme misturado com cianureto. Nada aconteceu. Um tiro resolve. Rasputin cai, se levanta e se precipita sobre a garganta do agressor. Uma chuva de balas o derrubou definitivamente, o rio foi a sepultura \u00e0 altura dessa farsa tr\u00e1gica, um dos numerosos acontecimentos prenunciadores do desabamento do imp\u00e9rio.<br \/>A origem alem\u00e3 da dinastia concorreu tamb\u00e9m para alimentar sentimentos de alta trai\u00e7\u00e3o. Mas a gota d\u2019\u00e1gua foi a completa desorganiza\u00e7\u00e3o da vida econ\u00f4mica no interior do pa\u00eds. Se n\u00e3o fosse pelos sovietes assegurando a produ\u00e7\u00e3o e controlando os estoques na distribui\u00e7\u00e3o de v\u00edveres. O que comprovou o elevado moral do povo para a queda do czarismo, encerrando o processo pr\u00e9-revolucion\u00e1rio de d\u00e9cadas e dando a \u00faltima m\u00e3o \u00e0 obra preparat\u00f3ria.<br \/>Em 26 de fevereiro de 1917, com o an\u00fancio da dissolu\u00e7\u00e3o da Duma, regimentos, tropas e soldados se misturaram ao povo que, encorajado, levantou barricadas, queimou pr\u00e9dios p\u00fablicos e enfrentou a Okrana, a implac\u00e1vel e violenta pol\u00edcia pol\u00edtica instalada em pontos estrat\u00e9gicos. Reduziram as metralhadoras ao sil\u00eancio e o czar foi informado por tel\u00e9grafo. A a\u00e7\u00e3o das massas foi uma a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, n\u00e3o preparada nem guiada por nenhum partido pol\u00edtico, mesmo porque, em virtude da repress\u00e3o, os principais l\u00edderes e organismos centrais dos partidos pol\u00edticos de esquerda se encontravam fora da R\u00fassia no momento da insurrei\u00e7\u00e3o. Com a revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa, eles voltaram.<br \/>Enquanto a Duma reunida no Pal\u00e1cio Tauride formava um governo provis\u00f3rio, as massas invadiam em desabalada correria os sal\u00f5es dos pal\u00e1cios e ocupavam gabinetes para criarem comit\u00eas de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Intelectuais, pequenos propriet\u00e1rios, a classe oper\u00e1ria, sargentos e tenentes, mujiques (camponeses), sociais-revolucion\u00e1rios, sociais-democratas, mencheviques, bolcheviques, anarquistas e extremistas de todas as tend\u00eancias, agrupados no seio do Soviete de Petrogrado, discutiam que rumo tomar diante do caos e da fome, da ru\u00edna que assolou mil anos de monarquia.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho de 1812, a R\u00fassia sofreu o primeiro de uma longa s\u00e9rie de desastres que viria a conhecer durante todo o s\u00e9culo XIX e come\u00e7o do s\u00e9culo XX com o fim do czarismo. 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