﻿{"id":2032,"date":"2002-11-25T19:34:02","date_gmt":"2008-05-12T20:41:38","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-17T22:17:58","modified_gmt":"2023-05-18T01:17:58","slug":"o-realismo-socialista-e-a-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-realismo-socialista-e-a-arte\/","title":{"rendered":"O REALISMO SOCIALISTA E A ARTE"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Stalin foi um dos personagens mais tir\u00e2nicos da hist\u00f3ria da R\u00fassia, rivalizando-se na repress\u00e3o com Ivan, o Terr\u00edvel. No \u00e1pice de um reinado de terror, os cidad\u00e3os acusados de crimes pol\u00edticos graves eram torturados at\u00e9 confessar, julgados secretamente por tribunais policiais e executados. Se o delito correspondia a um desvio da linha do Partido, o renegado era obrigado a assinar uma confiss\u00e3o negociada com os prepostos da Justi\u00e7a, que se transformava em pe\u00e7a dos autos h\u00e1bil para aguardar a morte nos gulag da Sib\u00e9ria &#8211; campos de trabalho for\u00e7ado com ra\u00e7\u00f5es de fome e enfermidades end\u00eamicas. Sem contar a pr\u00e1tica de enviar dissidentes para institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas como esquizofr\u00eanicos, para evitar julgamentos p\u00fablicos potencialmente embara\u00e7osos e desacredit\u00e1-los como produto de mentes doentias.<br \/>As acusa\u00e7\u00f5es variavam de elogios \u00e0 capacidade t\u00e9cnica do capitalismo e \u00e0 sua democracia, ao servilismo em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o de vida ocidental. Discordar era um comportamento desviante considerado perigoso e atentat\u00f3rio aos interesses do proletariado, pelo qual o governo zelava. Conta-se que Stalin organizava jantares que atravessavam a noite, em que membros do seu c\u00edrculo \u00edntimo eram obrigados a comparecer e entornar copiosas doses de vodca sob o sapateado da dan\u00e7a cossaca. Enquanto ele anotava na sua cabe\u00e7a algumas confid\u00eancias que vazavam \u00e0 revelia dos dan\u00e7arinos b\u00eabados, sorvendo o delicioso vinho georgiano.<br \/>Ele n\u00e3o poupou os intelectuais, economistas, historiadores, engenheiros, cientistas, m\u00fasicos, pintores e escritores, assim como centenas de comunistas estrangeiros que tiveram a infelicidade de se achar em territ\u00f3rio russo nesta ocasi\u00e3o. Acusados de burgueses direitistas, 20 milh\u00f5es de pessoas foram enviadas para os campos de trabalho, segundo estimativa moderada, e a maior parte perdeu a vida.<br \/>Ele n\u00e3o poupou tamb\u00e9m os religiosos, os que n\u00e3o abriam m\u00e3o de sua cren\u00e7a. Pesou na balan\u00e7a a coniv\u00eancia da Igreja Ortodoxa com a degrada\u00e7\u00e3o moral do czarismo, imersa numa catedral de regalias e assentada ao lado do trono. Um conluio que manteve o status quo do campesinato no analfabetismo, fator que influenciou na demoli\u00e7\u00e3o do Templo de Kazanski e da Catedral do Cristo Salvador, respectivamente transformadas em mict\u00f3rio p\u00fablico e academia desportiva com piscinas para forjar nadadores que elevassem o comunismo ao p\u00f3dio nas Olimp\u00edadas.<br \/>O peso do passado b\u00e1rbaro e rude da R\u00fassia voltou a pairar nas esferas do poder e no modo de agir e pensar dos dirigentes. Suzdal, originalmente Convento de Carmelitas, teve sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o ampliada para pres\u00eddio e, posteriormente, laborat\u00f3rio para testar armas bacteriol\u00f3gicas, precursoras do Antrax. Stalin mandou as freiras para a Sib\u00e9ria executando as recalcitrantes. 30 anos antes, Tolstoi fizera jus a uma reserva de cela, previamente preparada, por ofender a f\u00e9 ortodoxa ao n\u00e3o professar ou n\u00e3o se deixar possuir. A balan\u00e7a oscila conforme o regime, mas o oponente pol\u00edtico tem sempre o mesmo destino.<br \/>A implac\u00e1vel hostilidade de Stalin em rela\u00e7\u00e3o a qualquer obra de arte moderna contribuiu para a queda da pintura e escultura russa, de longe os mais ousados e precoces no boom vanguardista, em vertiginosa ascens\u00e3o desde o primeiro movimento radical de abstra\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica de Malevitch. Vasily Kandinsky e Marc Chagall j\u00e1 haviam fugido da ortodoxia sovi\u00e9tica para conquistar fama no Ocidente com suas formas experimentais nas abstra\u00e7\u00f5es puras que acabaram com todo e qualquer elemento realista.<br \/>Em 1930, a m\u00e3o de ferro de Stalin p\u00f4s fim a um per\u00edodo de efervesc\u00eancia art\u00edstica e cultural, acelerado a partir de 1890, traduzindo-se em publica\u00e7\u00e3o de centenas de jornais e revistas, poetas vivendo apenas de poesias e Stanislavski revolucionando a t\u00e9cnica de representar. Destr\u00f3i a vanguarda quando decreta que toda arte tem de ser compreens\u00edvel para milh\u00f5es, entra em cena o realismo socialista exaltando as lutas her\u00f3icas do proletariado. A arte como instrumento de propaga\u00e7\u00e3o da ideologia, a divulgar os aspectos morais e sociais do regime, em detrimento de uma est\u00e9tica pura.<br \/>A refletir o grau de infalibilidade e sapi\u00eancia do Partido Comunista, condena-se a abstra\u00e7\u00e3o e o construtivismo que afetou as artes gr\u00e1ficas e a arquitetura, com seu geometrismo din\u00e2mico a interpenetrar planos que decomp\u00f5em as formas e desprezam a perspectiva do espa\u00e7o tridimensional que nos aprisiona. Em seu lugar, a Universidade de Moscou, o Hotel Ukranya, Hotel Moscou e as instala\u00e7\u00f5es da KGB, cuja majestade de uma arquitetura opressiva n\u00e3o nega o ato falho fascista que as inspirou. Quem rabiscou na prancheta o imponente edif\u00edcio-torre do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, seguramente assistiu no dia anterior ao filme Metr\u00f3polis, de Fritz Lang. O povo endossa com patriotismo e constr\u00f3i com suas pr\u00f3prias m\u00e3os o fabuloso metr\u00f4 de Moscou, cujos trens circulam ao correspondente de quatro andares abaixo do n\u00edvel do solo.<br \/>Por estar voltado para o coletivismo e atender \u00e0s necessidades b\u00e1sicas do cidad\u00e3o de comer, morar e se vestir condignamente, com direito a escola, sa\u00fade e transporte gratuitos, Stalin entendeu que poderia intervir no imagin\u00e1rio sovi\u00e9tico face a face com as transforma\u00e7\u00f5es radicais no seio da sociedade e do indiv\u00edduo, por extens\u00e3o, na escalada da Revolu\u00e7\u00e3o Comunista. Deixando para tr\u00e1s o imagin\u00e1rio russo pintado com cores t\u00e3o fortes por artistas descomunais de nomes carregados de \u201ck\u201d, \u201cy\u201d e \u201cv\u201d, que se materializou ao inserir a realidade concreta do indiv\u00edduo, traduzida na ang\u00fastia, no centro da especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica relacionada ao o que fazer nessa exist\u00eancia.<br \/>Contudo, n\u00e3o h\u00e1 como ignorar que em todas as grandes obras de arte, sua universalidade transcendeu tempo e local, sua resson\u00e2ncia lhe conferiu um estranho poder. O que a distinguiu das realiza\u00e7\u00f5es culturais de outras na\u00e7\u00f5es, pois evocou o esp\u00edrito do povo russo e as nuances que montaram o quebra-cabe\u00e7a de dimens\u00f5es continentais, t\u00e3o bem personificados em Guerra e Paz de Leon Tolstoi em 1865.<br \/>Ao se voltar para o eslavofilismo, Dostoievski tamb\u00e9m exacerbou a cren\u00e7a na R\u00fassia, a salvo da influ\u00eancia corruptora das id\u00e9ias materialistas do Ocidente, e explorou o remorso em Crime e Castigo para resgatar a capacidade de amar seus semelhantes. O universo escuro e atormentado dostoievskiano denuncia o fasc\u00ednio pela mente criminosa em Irm\u00e3os Karamazov. A liberdade desbragada conduz ao despotismo amoral em Os Possessos, antevendo os regimes totalit\u00e1rios do s\u00e9culo XX na \u00fanica exig\u00eancia do novo Estado: a obedi\u00eancia irrestrita, todos s\u00e3o escravos e iguais na escravid\u00e3o.<br \/>O brilho da era dourada na literatura russa teve seu correspondente nas artes c\u00eanicas. Tchekov reproduz a M\u00e3e R\u00fassia de 1880 e 1890 com uma riqueza de detalhes impregnados de melancolia e impossibilidades nas pe\u00e7as Tio Vanya, Jardim das Cerejeiras e As Tr\u00eas Irm\u00e3s, povoadas de personagens que se mostram incapazes de transformar seus ideais em a\u00e7\u00e3o.<br \/>Uma \u00e9poca marcada por uma efervescente filosofia alem\u00e3 que entra em ebuli\u00e7\u00e3o ao apregoar que um homem \u201csuperior\u201d tem direito de esmagar seus inferiores ao avan\u00e7ar para a gl\u00f3ria. Para l\u00e1 foram compositores, maestros, chefs de \u00f3pera e filarm\u00f4nica, g\u00eanios russos da m\u00fasica e da dan\u00e7a que estabeleceram padr\u00f5es universais, a quintess\u00eancia da arte, tal como a santidade para o esp\u00edrito religioso.<br \/>Enquanto Rimski-Korsakov se inspirava na m\u00fasica folcl\u00f3rica como na famosa su\u00edte Sheerazade, Piotr Ilyich Tchaikovsky explorava mais a alma humana com sua inesgot\u00e1vel inven\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica, sem czares e marchas &#8211; o \u00fanico compositor russo genuinamente rom\u00e2ntico. Entre o pique da exalta\u00e7\u00e3o e o abismo do desespero, alternou alegria com intensa melancolia, elevando a sensibilidade russa a uma humanidade que transp\u00f5e as barreiras pol\u00edticas. O que fez dele um compositor cosmopolita, extremamente ecl\u00e9tico, na composi\u00e7\u00e3o de \u00f3peras &#8211; Eugen Onegin -, nos poemas sinf\u00f4nicos, sua marca mais indel\u00e9vel &#8211; Ouverture 1812, Romeu e Julieta -, o maior nome de m\u00fasica para bal\u00e9 &#8211; Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes -, guindando a dan\u00e7a russa \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de supremacia internacional, de encontro ao que o mundo sempre amou.<br \/>Embora o bal\u00e9 j\u00e1 fosse muito popular na R\u00fassia &#8211; primeira escola em 1738, influenciada por trupes francesas -, Igor Stravinsky e Nijinsky revelaram ao mundo no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, no Champs \u00c9lys\u00e9es, o P\u00e1ssaro de Fogo e A Sagra\u00e7\u00e3o da Primavera. Romperam com a escola cl\u00e1ssica do bal\u00e9 e o marcialismo da \u00e9poca, o que aumentou a auto-estima, a leveza insustent\u00e1vel de ser dos russos, o orgulho da ra\u00e7a. P\u00f4de se ver a esbelteza da mulher russa em todas as escalas e compassos. Prov\u00e9m dos galhos e ramas de \u00e1rvores em movimentos, orquestrados pelos ventos, sintetizados no bal\u00e9 e ampliados por olhos hermafroditas, at\u00f4nitos de tanta admira\u00e7\u00e3o.<br \/>E n\u00e3o s\u00e3o lendas se se tornam realidade. Lydia Delectorskaya, de 18 anos, chegou em Paris, em 1947, e bateu \u00e0 porta de Matisse, de 78, \u00e0 procura de emprego. Pousou nua, de modelo virou caso. Sua mulher descobriu e o encostou na parede. Ele pediu tr\u00eas dias para pensar, enquanto a experimentava de tudo quanto foi jeito, ao passo que Lydia testava a subst\u00e2ncia do caldo que iria dar. Matisse acabou por escolher a R\u00fassia como a l\u00edngua do amor, sete anos antes de sua morte.<br \/>Matisse devia saber que os pintores retratistas do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XX, que reproduziam as caras e bocas, os decotes e as botas, o padr\u00e3o de beleza da corte, refletiam a necessidade da m\u00e1quina fotogr\u00e1fica. Os espelhos de Versalhes que se espalharam por todas as cortes europ\u00e9ias produzem um jogo que brinca com o infinito, ampliam o recinto e provocam a ilus\u00e3o de \u00f3tica. Brincavam de perspectiva dando vaz\u00e3o ao impulso de tirar a imagem do foco e superpor em outro lugar, onde os cinco sentidos sequer pensaram alcan\u00e7ar.<br \/>Na mesma busca avant-garde, o futurista Prokofiev abandona a R\u00fassia em 1918 e comp\u00f5e obras importantes que cultuam a inven\u00e7\u00e3o, a velocidade e a m\u00e1quina, em detrimento do sentimentalismo. De tanto experimentar a vanguarda, cansou sua beleza e desinteressou-se. Preferiu ser acess\u00edvel ao grande p\u00fablico e retornar ao seu pa\u00eds, no per\u00edodo mais cr\u00edtico dos expurgos stalinistas, quando atendeu aos ditames da est\u00e9tica sovi\u00e9tica que suavizou seu estilo e o fez recuar paulatinamente \u00e0 tonalidade em Pedro e o Lobo. Para compor a trilha sonora dos \u00e9picos filmes de Eisenstein, Alexandre Nevsky e Ivan, o Terr\u00edvel, \u00eddolos de Stalin, par\u00e2metros no exerc\u00edcio da autoridade e pela R\u00fassia unida jamais ser\u00e1 vencida.<br \/>O cinema surgiu como a arte de massa e entretenimento na Am\u00e9rica dos imigrantes. No nascer da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a expressar o novo homem que iria brotar do marxismo-leninismo. Testemunha ocular, Serguei Eisenstein nos transportou para a turbul\u00eancia revolucion\u00e1ria comunista e gravou na nossa retina Encoura\u00e7ado Potemkin, Greve e Outubro para sempre, a cinematografia para fazer pensar. Sobre o que acontece quando o povo toma o poder pelas suas pr\u00f3prias m\u00e3os cansado da explora\u00e7\u00e3o que leva \u00e0 mis\u00e9ria. Sua import\u00e2ncia foi a de ser o homem certo no lugar certo. A exemplo de Euclydes da Cunha no romance Os Sert\u00f5es, testemunho vivo da trag\u00e9dia de Canudos.<br \/>Ao resolver voltar \u00e0 velha forma, Prokofiev \u00e9 acusado de formalista e anti-sovi\u00e9tico ao se preocupar com a t\u00e9cnica na arte. Por stalinistas que julgavam a liberdade art\u00edstica uma ilus\u00e3o burguesa. \u201cTudo o que eu fa\u00e7o, os idiotas n\u00e3o conseguem ouvir de primeira\u201d, ele retruca e real\u00e7a o paradoxo mais not\u00e1vel dessa cultura, o fato de ter atingido tanta magnitude e popularidade num meio hostil \u00e0 criatividade individual. Desde o s\u00e9culo XVIII, em que quase todas as grandes obras foram produzidas, as artes estiveram sujeitas \u00e0 censura dos czares de todas as R\u00fassias.<br \/>A diferen\u00e7a na morda\u00e7a foi a interdi\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica aos poderes estabelecidos entre os czares e a obriga\u00e7\u00e3o em exaltar o regime, dentre os comunistas. Um excelente aditivo na cria\u00e7\u00e3o de f\u00e1bulas e hist\u00f3rias fant\u00e1sticas que transformaram os cidad\u00e3os russos ou sovi\u00e9ticos num dos maiores consumidores de cultura do mundo, medidos em livros, cinemas, teatros, companhias de dan\u00e7a, casas de \u00f3pera e mercado negro de c\u00f3pias-piratas.<br \/>FONTES CONSULTADAS <br \/>KNIGHT, Amy. Quem Matou Kirov?. Rio de Janeiro: Record, 2001.<br \/>LESCOT, Patrick. O Imp\u00e9rio Vermelho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.<br \/>CHANG, Jung. Cisnes Selvagens. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1991.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stalin foi um dos personagens mais tir\u00e2nicos da hist\u00f3ria da R\u00fassia, rivalizando-se na repress\u00e3o com Ivan, o Terr\u00edvel. No \u00e1pice de um reinado de terror, os cidad\u00e3os acusados de crimes pol\u00edticos graves eram torturados at\u00e9 confessar, julgados secretamente por tribunais policiais e executados. 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