﻿{"id":2062,"date":"2008-03-26T17:53:33","date_gmt":"2008-05-17T17:54:53","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-11-06T17:12:49","modified_gmt":"2017-11-06T20:12:49","slug":"traido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/traido\/","title":{"rendered":"TRA\u00cdDO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Homens abandonados que t\u00eam baixa toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o reagem de forma desproporcional a qualquer sinal de independ\u00eancia da mulher. S\u00e3o v\u00edtimas do orgulho e precisam aprender a saber perder, sen\u00e3o o amor vira desejo de matar e a mulher marcada para morrer. Neles persiste a nega\u00e7\u00e3o, ou seja, sentem os sintomas, mas n\u00e3o procuram um m\u00e9dico ou demoram a buscar atendimento, para evitar entrar em contato com um mal maior.<br \/>\nReclamam de uma \u00e9poca em que se descarta sem pudor. Dos la\u00e7os frouxos que estabelecemos. Um elevado n\u00famero de parceiros que querem ficar com ela, o pesadelo do tamanho do King Kong. Ainda n\u00e3o apagaram da mente o tempo em que o sexo era tabu, pois no seu DNA est\u00e1 gravada a libertinagem de que privavam os ancestrais em bacanais &#8211; a transgress\u00e3o preferida. Vadia, piranh\u00e3o do rock, pensam, mas n\u00e3o falam, quando ela exerce seu direito de op\u00e7\u00e3o ou procura o prazer como bem lhe aprouver. Cultivam um receio de ver comprometida a atra\u00e7\u00e3o pelas mulheres de t\u00e3o ressabiados que v\u00e3o ficando. Se consideram amea\u00e7ados por n\u00e3o se acharem um homem \u00e0 altura do porte dessa f\u00eamea vitaminada, mesmo que ela exagere e n\u00e3o seja tudo aquilo que se imagina. N\u00e3o consegue distinguir e puxa o freio de m\u00e3o.<br \/>\nVira um paran\u00f3ico. O que ser\u00e1 que andam comentando a respeito dele? Uns sorriem fazendo pouco, outros o tomam como perdido. Se depender do paran\u00f3ico, o mais f\u00e1cil seria seguir vivendo sem maiores profundidades e tentar dar certo com o que aprendemos com nossos pais para tornar o relacionamento tudo de bom. E sair cantando que amanh\u00e3 \u00e9 outro dia.<br \/>\nMas n\u00e3o se pode assoviar e chupar cana. S\u00e3o parasitas que n\u00e3o conseguem disfar\u00e7ar, com sua acomoda\u00e7\u00e3o est\u00f3ica, a insatisfa\u00e7\u00e3o crescente com a mulher que n\u00e3o vacila e n\u00e3o mais o consulta sobre seus pr\u00f3ximos passos, confundindo-a com uma castradora que veta e expulsa. Sofre o abalo na vontade de comer, repercutindo na imagem de macho que preza. Quando v\u00ea seus privil\u00e9gios se desvanecerem. Os efeitos do solfejo dos floreios rom\u00e2nticos n\u00e3o fazem mais os olhinhos dela brilharem. Oferecer juntar os trapos, prometer dormir agarradinhos e declarar-se apaixonado n\u00e3o convence mais. Para quem n\u00e3o hesita em lan\u00e7ar carga ao mar.<br \/>\nAta-me! Ao contr\u00e1rio do filme de Almod\u00f3var, agora \u00e9 o algoz que se sente manietado em exercer sua masculinidade e introduz em si o medo de ser preterido, em virtude da cultura atual cobrar dos parceiros a garantia do prazer. Mas continua a negar como Pedro ante Cristo:<br \/>\nJ\u00e1 nasceram culpados pelo que fizeram em outras vidas e n\u00e3o mais se lembram. Torturam-se com os segredos contidos nos suspiros de desencantamento que nenhuma conviv\u00eancia pode esconder. Requer-se muito equil\u00edbrio para se manter centrado numa rela\u00e7\u00e3o. Estamos sujeitos a bombardeamento di\u00e1rio diante de tantas incertezas nominadas de tenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 um tabu falar abertamente sobre o que o amor se sustenta, a liberta\u00e7\u00e3o da mulher abriu um horizonte cujo sol ainda nos cega!<br \/>\nO desequil\u00edbrio surge quando um dos dois d\u00e1 um passo \u00e0 frente e esbo\u00e7a transforma\u00e7\u00f5es que demover\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o do lugar em que se encontra, enquanto o outro se apega \u00e0 paix\u00e3o assumida e estaciona expondo car\u00eancias. A trai\u00e7\u00e3o ronda como um pecado, mas pode oscilar para uma necessidade. A transgress\u00e3o contra a intransig\u00eancia, quando o pacto implicava em ambos se mexerem para n\u00e3o trair o maior dos sonhos. Basta p\u00f4r o olho num microsc\u00f3pio para examinar que s\u00f3 h\u00e1 vida onde existe movimento.<br \/>\nComo as expectativas n\u00e3o est\u00e3o sendo correspondidas, o traidor acaba por expor segredos de sua intimidade em seu percurso de redescobrir amor dentro de si, machucando o tra\u00eddo, que se sente trocado, substitu\u00eddo, rejeitado. Qualquer trai\u00e7\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel imediatamente, s\u00f3 n\u00e3o v\u00ea quem n\u00e3o quer.<br \/>\nSubjacente para o tra\u00eddo \u00e9 a infidelidade, quando procura manter o compromisso a qualquer pre\u00e7o e resiste entrincheirado num casamento que se tornou unicamente tradi\u00e7\u00e3o, apesar de paulatinamente haver destru\u00eddo a fantasia que animava o sonho de transformar a rebeldia de uma paix\u00e3o num amor em paz. Ao ter encontrado a raz\u00e3o de viver, amou muito mais do que devia amar e o amor quando se desfaz, deixa de ser a coisa mais linda, cheia de gra\u00e7a.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homens abandonados que t\u00eam baixa toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o reagem de forma desproporcional a qualquer sinal de independ\u00eancia da mulher. S\u00e3o v\u00edtimas do orgulho e precisam aprender a saber perder, sen\u00e3o o amor vira desejo de matar e a mulher marcada para morrer. 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