﻿{"id":2067,"date":"2006-11-20T18:32:03","date_gmt":"2008-05-17T18:32:50","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-11-06T17:14:43","modified_gmt":"2017-11-06T20:14:43","slug":"o-banana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-banana\/","title":{"rendered":"O BANANA"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Embora Braguinha tenha imortalizado \u201cyes, n\u00f3s temos bananas, bananas pra dar e vender\u201d e na apar\u00eancia a banana corresponda ao s\u00edmbolo f\u00e1lico, o homem considerado banana est\u00e1 mais para a fruta. N\u00e3o consegue ficar ereto, curva-se diante de quem fala mais alto. Amolece quando lhe invade um calor com o qual n\u00e3o sabe lidar. Em mat\u00e9ria de derreter, s\u00f3 perde para a manteiga. Quando encostado na parede n\u00e3o sabe se posicionar, treme tanto nas bases que quase n\u00e3o se consegue ouvir sua voz. Pede licen\u00e7a para existir.<br \/>\n\u201cDa porta para dentro mando eu, da porta pra fora voc\u00ea manda em quem voc\u00ea quiser\u201d. Sua mulher o enxota como um camundongo. Imagine se o banana quer mandar em algu\u00e9m. Quanto mais ele se fingir de z\u00e9-man\u00e9 para tirar vantagem com sua fraca presen\u00e7a, assegura-lhe um futuro em que n\u00e3o ser\u00e1 colocado \u00e0 prova. Ele nunca mais se esqueceu do primeiro dia na escola, quando sua m\u00e3e o largou. Cresceu com medo de que descobrissem suas fragilidades. Detestava que o confrontassem com bons exemplos. N\u00e3o queria perseguir um ideal, n\u00e3o iria alcan\u00e7ar mesmo. Ainda mais que, quando se elege um objetivo, as pessoas n\u00e3o param de te cobrar a realiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO banana se apaixona por mulheres que guardam uma dist\u00e2ncia prudente de homens que, com seu irresist\u00edvel poder de arrebatar, desenvolvem uma a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria que queima a natureza feminina. O banana se torna dependente do senso de dire\u00e7\u00e3o e da desenvoltura com que ela se desembara\u00e7a de d\u00favidas que azucrinam o nosso esp\u00edrito. Se conforta em saber que tem a seu lado algu\u00e9m que vai l\u00e1 e toma as atitudes por ele. O esp\u00edrito sinuoso ajuda a suportar o mau humor de megeras.<br \/>\nDepreciado, o banana compensa o desgaste sendo do bem. Mascara suas limita\u00e7\u00f5es com as boas a\u00e7\u00f5es. A nutrir um sentimento de raiva, melhor exteriorizar sua fraqueza para ganhar compaix\u00e3o dos outros. Uma avalia\u00e7\u00e3o benevolente. Assim, todos abrem as portas para receb\u00ea-lo. Por n\u00e3o amea\u00e7ar nem competir. Fingindo-se de morto, embora se distinga do equivalente no sexo oposto: a mosca-morta. Com uma apar\u00eancia inocente estimula o protecionismo, irritando aos que v\u00eaem na dissimula\u00e7\u00e3o uma manobra para tirar partido do discurso de pobre coitado.<br \/>\nSexualmente, deixa a parceira dispor dele como bem lhe aprouver. Sua natureza passiva desperta o instinto pervertido de torturar mentalmente para sentir prazer. Pode esculhambar \u00e0 vontade, se ela precisa do banana para se satisfazer. No momento mais \u00edntimo, a rudeza se desmancha e o ato vira de amor. Eis que o elo entre dois seres t\u00e3o incompat\u00edveis se torna expl\u00edcito j\u00e1 que ela n\u00e3o tem outra sa\u00edda sen\u00e3o chegar junto, proporcionando ao banana uma ef\u00eamera sensa\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio que libera um suspiro de al\u00edvio entalado na garganta &#8211; o incr\u00edvel orgasmo que encolheu.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora Braguinha tenha imortalizado \u201cyes, n\u00f3s temos bananas, bananas pra dar e vender\u201d e na apar\u00eancia a banana corresponda ao s\u00edmbolo f\u00e1lico, o homem considerado banana est\u00e1 mais para a fruta. N\u00e3o consegue ficar ereto, curva-se diante de quem fala mais alto. Amolece quando lhe invade um calor com o qual n\u00e3o sabe lidar. 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