﻿{"id":2078,"date":"2006-05-01T18:56:52","date_gmt":"2008-05-17T18:57:45","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-11-06T17:15:29","modified_gmt":"2017-11-06T20:15:29","slug":"o-blefe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-blefe\/","title":{"rendered":"O BLEFE"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Ao homem \u00e9 facultado o poder de ter dois filhos, gerados ao mesmo tempo, com a esposa e a amante. Destinada a esculpir o rebento em sua f\u00e1brica, a mulher, no m\u00e1ximo, pode tra\u00ed-lo estando gr\u00e1vida, ou ent\u00e3o, ter dois homens ou mais e depois n\u00e3o saber quem \u00e9 o pai, necessitando do teste do DNA para dirimir a d\u00favida atroz. Todavia n\u00e3o esclarecer\u00e1 se quem a amou mais foi o que lhe fecundou. O pai poder\u00e1 ter sido justamente quem ela menos queria para pai de seu filho.<br \/>\nA reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o cai como um raio na cabe\u00e7a do homem. Eles n\u00e3o conseguem se bastar na singularidade do ente amado, se acolhem na pluralidade. E transformam-se em personagens de um grande imbr\u00f3glio em torno de a quem o cora\u00e7\u00e3o pertence. Contudo, n\u00e3o titubeiam em entrar no t\u00fanel do amor por acreditarem que se pode amar mais que a unidade, ao darem uma nova vers\u00e3o a crescei e multiplicai-vos. Agonia e \u00eaxtase, pressentem que um dia isso ter\u00e1 um fim, o amor verdadeiro ir\u00e1 aflorar &#8211; desejo ou amea\u00e7a? Como qualquer peixe, cair\u00e3o nas malhas. At\u00e9 por in\u00e9rcia.<br \/>\nCaso contr\u00e1rio, se constituir\u00e3o em meros instrumentos do desfrute para satisfazer o ego e provar que s\u00e3o amantes maravilhosos. \u00c0 semelhan\u00e7a de Narciso, tornar-se-\u00e3o gays para transar somente com sua imagem, j\u00e1 que o objeto do amor n\u00e3o o realiza como macho.<br \/>\nEssa gente jura de p\u00e9s juntos que n\u00e3o est\u00e1 preparada para o casamento, o qual chama de relacionamento, quando se trata do encontro das \u00e1guas &#8211; a pororoca. N\u00e3o admitem que querem e precisam do casamento, mas simplesmente fracassaram. E a\u00ed partem para a infidelidade, o troca-troca, a confiss\u00e3o da incompletude. J\u00e1 que n\u00e3o cabe ser fiel quando n\u00e3o se ama mais, ou nem chegou a amar, n\u00e3o justificando continuar insistindo. O instinto, a inspira\u00e7\u00e3o, a poesia, o acaso, o incidente, desviam seus olhos para encontrar uma nova hist\u00f3ria de amor.<br \/>\nPor\u00e9m, quando a mulher faz a fila andar o homem estanca seu passo. N\u00e3o pode mais cham\u00e1-la de vadia, mas tenta isol\u00e1-la sob o pretexto de pertencer a uma esp\u00e9cie que n\u00e3o merece confian\u00e7a, capaz de tudo, at\u00e9 de troc\u00e1-lo por outro melhor. Com efici\u00eancia e rapidez. O que o apavora, com \u00edmpetos de voltar ao passado, quando dava as cartas. N\u00e3o desconfiavam da autenticidade de seu baralho ou de trunfo escondido na manga. As m\u00e3os h\u00e1beis na manipula\u00e7\u00e3o, uma esperteza reconhecida em meio \u00e0 cortina de fuma\u00e7a com que cigarros e charutos disfar\u00e7avam a tens\u00e3o na conquista da vit\u00f3ria a qualquer pre\u00e7o. O blefe como alma do jogo, exaltado pelo misto de ousadia e intelig\u00eancia, a g\u00eanese do percurso do homem.<br \/>\nHoje a mulher pode dizer na cara do homem que ele \u00e9 um blefe. A a\u00e7\u00e3o do tempo j\u00e1 o fez assimilar que foram-se os an\u00e9is, mas ficaram os dedos.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao homem \u00e9 facultado o poder de ter dois filhos, gerados ao mesmo tempo, com a esposa e a amante. 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