﻿{"id":2338,"date":"2005-06-13T20:29:37","date_gmt":"2008-05-22T20:30:53","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-17T21:38:29","modified_gmt":"2023-05-18T00:38:29","slug":"tesao-ou-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/tesao-ou-amor\/","title":{"rendered":"TES\u00c3O OU AMOR?"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Pode existir tes\u00e3o, pura e simplesmente, que perdure sem que o amor se intrometa para atrapalhar a pureza do instinto? O ideal seria a combina\u00e7\u00e3o dos dois. Ora, se ideal existisse, a filosofia estaria morta, ao inv\u00e9s da In\u00eas. E se prolongar, vira caso? Por anos, um caso mal resolvido? Um relacionamento, ainda que o homem n\u00e3o admita? E por que n\u00e3o amor? Ah, n\u00e3o \u00e9 isso que eu sonhei para a minha vida. Ora, v\u00e1 procurar sua turma! A manuten\u00e7\u00e3o do tes\u00e3o implica em pensar que h\u00e1 algo mais&#8230; o amor. Mas se tentar definir muito, o tes\u00e3o se vinga e desaparece.<br \/>\nEnt\u00e3o ficamos combinados assim, viva o tes\u00e3o e deixa o amor em paz. Mesmo porque sentir tes\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pouca areia pro seu caminh\u00e3o, um hors-d\u2019oeuvre que vale pelo banquete.<br \/>\nH\u00e1 quem ache: com o tes\u00e3o na m\u00e3o, para que grilar com o amor? Se os habitu\u00e9s em matrim\u00f4nio sentem inveja, perderam contato com a m\u00e1gica e nutrem um medo de p\u00f4r em risco o lar constru\u00eddo. N\u00e3o que o tes\u00e3o seja a solu\u00e7\u00e3o, mas amor sem tes\u00e3o se equipara ao decl\u00ednio da rela\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser que se busque outros valores que n\u00e3o cabem nesse buraco sem sa\u00edda.<br \/>\nNo tes\u00e3o se vislumbra o amor, perigando quando se precipita a desafinidade de esp\u00edritos, se descobrirem que dois bicudos n\u00e3o se beijam. Mata a ilus\u00e3o na raiz. Em compensa\u00e7\u00e3o, se o tes\u00e3o conseguir acavalar o amor, aleluia!<br \/>\nNo sentido vulgar, tes\u00e3o est\u00e1 vinculado a promiscuidade. Putaria versus puta mulher, j\u00e1 que poucos homens seguram a onda desse querer, tal a vol\u00fapia que neles desperta. Surtam na possessividade, varados pelo ci\u00fame son\u00e2mbulo, paran\u00f3icos com a chance de recupera\u00e7\u00e3o. De parar de pensar que est\u00e3o dominados, ou que perderam o eixo. Ainda mais quando esse desejo n\u00e3o est\u00e1 vinculado a corpo bonito nem rostinho lindo, fator de escolha no qual a rapaziada prefere se afogar para n\u00e3o mergulhar em \u00e1guas mais profundas &#8211; que j\u00e1 provaram ser o para\u00edso.<br \/>\nComo voc\u00ea vai enquadrar o tes\u00e3o no relacionamento do dia-a-dia? A intumesc\u00eancia numa refrega com o molhado, para ver quem come o outro primeiro, esfrega daqui, agarra dali, o amor animal que apavora. O desejo de se permitir gozar com a cabe\u00e7a aberta, ele igual a um bicho e ela, a fera, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es. As mulheres conseguem, sem o menor temor das conseq\u00fc\u00eancias que cedo ou tarde aparecer\u00e3o, at\u00e9 para testar suas convic\u00e7\u00f5es. No \u00e1pice do desvario, debocham quando tachadas de taradas, equiparadas a ninfoman\u00edacas.<br \/>\nO tes\u00e3o amoroso est\u00e1 sujeito a cortes que d\u00e3o na veneta de moralistas que perderam sua vez e hora. Regulados pela ordem natural das coisas, que aceita apenas o assanhamento entre quatro paredes, j\u00e1 que as manifesta\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas de paix\u00e3o sexualizada constrangem quem est\u00e1 a zero.<br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria nos distanciou do primata, que procurava coadunar seu instinto com o cio da f\u00eamea, sobrando pouco espa\u00e7o para escolha; um condicionamento a caminho da submiss\u00e3o que n\u00e3o era infelicidade. Ainda.<br \/>\nO dicion\u00e1rio amoroso hoje n\u00e3o consegue definir os diversos g\u00eaneros de relacionamento. O tes\u00e3o como condutor do amor n\u00e3o \u00e9 capaz de consolidar rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o-matrimoniais, transfere o \u00eaxtase para o dia escolhido, onde se rejubilam. Com amor. Mas por que n\u00e3o pode ser assim todo dia?<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode existir tes\u00e3o, pura e simplesmente, que perdure sem que o amor se intrometa para atrapalhar a pureza do instinto? O ideal seria a combina\u00e7\u00e3o dos dois. Ora, se ideal existisse, a filosofia estaria morta, ao inv\u00e9s da In\u00eas. E se prolongar, vira caso? Por anos, um caso mal resolvido? 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