﻿{"id":2359,"date":"2005-03-07T21:08:19","date_gmt":"2008-05-22T21:09:58","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-17T21:40:37","modified_gmt":"2023-05-18T00:40:37","slug":"um-pouco-de-malandragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/","title":{"rendered":"UM POUCO DE MALANDRAGEM"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p><P>Cada vez mais se explora em filmes biogr\u00e1ficos as letras de m\u00fasicas para contar a vida de grandes astros, como Cole Porter em \u201cDe-lovely\u201d e Ray Charles em \u201cRay&#8221;.<BR>Quem haveria de dizer que Ray nascido em \u201cGeorgia on my mind\u201d, de uma fam\u00edlia extremamente pobre, assistira seu irm\u00e3o morrer, sem nada fazer, e ficou cego? Se iniciou no jazz, na hero\u00edna, num casamento para restabelecer a base familiar que reproduziu o pai ausente que nunca desfrutou. Misturou o vocal gospel com o blues, se perdeu dentre as vocalistas para encontrar o verdadeiro amor, e descobriu o som singular e inimit\u00e1vel de Ray Charles &#8211; rythm&amp;blues e soul -, a marca do g\u00eanio em \u201cWhat\u2019d I say?\u201d, \u201cHit the road Jack\u201d, \u201cI can\u2019t stop loving you\u201d e \u201cStella by Starlight&#8221;.<BR>Quem haveria de dizer que o bon-vivant do Cole Porter cairia do cavalo, literalmente, depois de compor mais de 800 can\u00e7\u00f5es, pelo menos 100 eternizadas, com letras de grande sofistica\u00e7\u00e3o e brilhantismo t\u00e9cnico? O gosto por uma boemia de luxo e glamour em que circulou pelo grand monde europeu e americano por entre as pernas de mulheres \u00e0 mostra, despertando paix\u00e3o nos homens. A perna amputada tornou-o um recluso, apagando o brilho de sua estrela ao som de \u201cNight and day\u201d, \u201cBegin the Beguine\u201d, \u201cMy heart belongs to daddy\u201d, \u201cI\u2019ve got you under my skin\u201d, \u201cJust one of those things\u201d e \u201cI love Paris&#8221;.<BR>Custa um pre\u00e7o muito alto a esses g\u00eanios abrir caminho na mata cerrada de gente est\u00e9ril que considera mau exemplo para seus filhos o bissexualismo, a apologia de bebidas e drogas e o sexo indiscriminado. Enquanto dan\u00e7am e cantam essas mesmas m\u00fasicas que se eternizaram e inspiram a nostalgia dos bons tempos.<BR>C\u00e1ssia Eller tamb\u00e9m assumiu suas diversas facetas atrav\u00e9s de t\u00edtulos de discos e CD\u2019s como \u201cMarginal\u201d, de 1992, e \u201cVeneno Antimonotonia\u201d, de 1997. Mixou sua vida com a de Cazuza em \u201cMalandragem\u201d: quem sabe ainda sou uma garotinha, esperando o \u00f4nibus da escola sozinha, cal\u00e7ada com minhas meias tr\u00eas-quartos, rezando baixo pelos cantos por ser uma menina m\u00e1. Eu s\u00f3 pe\u00e7o a Deus um pouco de malandragem, pois sou crian\u00e7a e n\u00e3o conhe\u00e7o a verdade, eu sou poeta e n\u00e3o aprendi a amar.<BR>E pensar que os julg\u00e1vamos escolados, com uma viv\u00eancia \u00edmpar a traduzir os mist\u00e9rios da atra\u00e7\u00e3o e repulsa, nos fazendo companhia quando quer\u00edamos sonhar. Desciam \u00e0s profundezas do mar para criar e ca\u00edam no fundo do po\u00e7o. Sem o menor aviso, se atiravam de costas em abismos e retornavam em mem\u00f3rias e del\u00edrios que nos davam alento e a ilus\u00e3o de haver ganho um pouco mais de malandragem.<\/P><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez mais se explora em filmes biogr\u00e1ficos as letras de m\u00fasicas para contar a vida de grandes astros, como Cole Porter em \u201cDe-lovely\u201d e Ray Charles em \u201cRay&#8221;.Quem haveria de dizer que Ray nascido em \u201cGeorgia on my mind\u201d, de uma fam\u00edlia extremamente pobre, assistira seu irm\u00e3o morrer, sem nada fazer, e ficou cego? [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[19,20],"tags":[],"class_list":["post-2359","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-assuntos-gerais-cronicas","category-cronicas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UM POUCO DE MALANDRAGEM - Jornal DuGAIO<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"UM POUCO DE MALANDRAGEM - Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Cada vez mais se explora em filmes biogr\u00e1ficos as letras de m\u00fasicas para contar a vida de grandes astros, como Cole Porter em \u201cDe-lovely\u201d e Ray Charles em \u201cRay&#8221;.Quem haveria de dizer que Ray nascido em \u201cGeorgia on my mind\u201d, de uma fam\u00edlia extremamente pobre, assistira seu irm\u00e3o morrer, sem nada fazer, e ficou cego? [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Jornal DuGAIO\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2008-05-22T21:09:58+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-05-18T00:40:37+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Carlos Gaio\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"2 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"UM POUCO DE MALANDRAGEM - Jornal DuGAIO","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"UM POUCO DE MALANDRAGEM - Jornal DuGAIO","og_description":"Cada vez mais se explora em filmes biogr\u00e1ficos as letras de m\u00fasicas para contar a vida de grandes astros, como Cole Porter em \u201cDe-lovely\u201d e Ray Charles em \u201cRay&#8221;.Quem haveria de dizer que Ray nascido em \u201cGeorgia on my mind\u201d, de uma fam\u00edlia extremamente pobre, assistira seu irm\u00e3o morrer, sem nada fazer, e ficou cego? [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/","og_site_name":"Jornal DuGAIO","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio","article_published_time":"2008-05-22T21:09:58+00:00","article_modified_time":"2023-05-18T00:40:37+00:00","author":"Antonio Carlos Gaio","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Carlos Gaio","Est. tempo de leitura":"2 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/"},"author":{"name":"Antonio Carlos Gaio","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"headline":"UM POUCO DE MALANDRAGEM","datePublished":"2008-05-22T21:09:58+00:00","dateModified":"2023-05-18T00:40:37+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/"},"wordCount":479,"commentCount":0,"articleSection":["Assuntos gerais","Cr\u00f4nicas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/","name":"UM POUCO DE MALANDRAGEM - Jornal DuGAIO","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website"},"datePublished":"2008-05-22T21:09:58+00:00","dateModified":"2023-05-18T00:40:37+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/um-pouco-de-malandragem\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"UM POUCO DE MALANDRAGEM"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/","name":"Jornal DuGAIO","description":"O que est\u00e1 por detr\u00e1s da not\u00edcia em r\u00e1pidas palavras","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/#\/schema\/person\/fd9f5473d82adc8c0b9c4dac6004e97a","name":"Antonio Carlos Gaio","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/907bef3ce6856ee9e843b72f479d32a07fa20b39117fb4bfb746882631b7780b?s=96&d=mm&r=g","caption":"Antonio Carlos Gaio"},"sameAs":["http:\/\/www.jornaldugaio.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/antoniocarlos.gaio"],"url":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/author\/acgaio\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":108342,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2359\/revisions\/108342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}