﻿{"id":2430,"date":"2004-06-07T22:54:52","date_gmt":"2008-05-23T22:55:47","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-17T22:02:43","modified_gmt":"2023-05-18T01:02:43","slug":"bola-de-cristal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/bola-de-cristal\/","title":{"rendered":"BOLA DE CRISTAL"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p><P>Sylvia nasceu com uma predestina\u00e7\u00e3o: de enxergar atrav\u00e9s da retina do homem como se fosse uma bola de cristal. Desde pequena, se apercebeu de que a seiva do sangue \u00e9 a seiva do amor, envolver-se e enamorar-se por algu\u00e9m sob medida vai min\u00e1-la em l\u00e1grimas e cicatrizes, uma arte como tudo o mais, mas que parecer\u00e1 infernal de t\u00e3o real, uma pris\u00e3o se restrita a um rec\u00f4ncavo ou concha do mar. O que mais a apavora \u00e9 o zumbido de homens incompreens\u00edveis, como uma turba mu\u00e7ulmana, que, sozinhos, nada representam, apenas trapos escondendo fantasmas, mas juntos, valha-me Deus! Desconjuro! O inimigo figadal da harmonia.<BR>De noite, eles saem com suas garras \u00e0 ca\u00e7a. De algo para amar. Que Sylvia constata, at\u00f4nita, adormecido nela. Bela, em suas faces p\u00e1lidas, inquieta-se, se tem de ser assim para agitar o cora\u00e7\u00e3o. Se o mesmo beijo de amor que arrebata converter-se-\u00e1 em pesadelo, no beijo trai\u00e7oeiro que ir\u00e1 petrificar o desejo. Alma atormentada n\u00e3o combina com sereia que escapa para o fundo do mar em busca de \u00e1guas l\u00edmpidas que regeneram. Nascera procurando cigarros, desconfiada. A testa enrugada de concentra\u00e7\u00e3o, imersa num triste diagn\u00f3stico, exato em n\u00famero, forma e partes: o homem nascera para roubar a luz alheia, exce\u00e7\u00e3o aos iluminados e humildes, conformados no m\u00e1ximo e no m\u00ednimo.<BR>Sylvia j\u00e1 sentia de longe, ao se apaixonar, que seu homem iria aprontar antes que ele se denunciasse atrav\u00e9s de algum gesto desavisado. Ao menor sinal n\u00e3o cabe o maior desprezo, fazia parte de sua psiqu\u00ea. Seu olhar j\u00e1 persegue, controla e prev\u00ea o rumo dos acontecimentos na rela\u00e7\u00e3o. Ela s\u00f3 se sente segura quando ele manifestadamente se afirma feliz ao seu lado.<BR>O amor \u00e0 primeira vista. A paix\u00e3o queimando por dentro como uma \u00falcera que irradia o amargo a querer ocupar o espa\u00e7o que lhe cabe de direito, o teste pelo qual passar\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o. Se fazer de rogada seria um pecado. Para quem atira pedras na sua janela somente para ver seu rosto lindo real\u00e7ado pela luz do abajur e apenas acenar. O encantamento, quando fulminante, exige que a lua-de-mel se inicie logo na primeira noite.<BR>Ted era um homem de n\u00e3o mais delongas, de n\u00e3o se pautar por regras. Dizia o que pensava e se insinuava como um ser instigante que desencadeava uma rea\u00e7\u00e3o. Soava como uma provoca\u00e7\u00e3o para a outra. Que correspondia ou devolvia na mesma moeda, alimentando a provoca\u00e7\u00e3o, se assim a entendia. No entanto, ele n\u00e3o sa\u00eda do seu lugar.<BR>Blas\u00e9, descomprometido com a neurose dos outros. A interagir num jogo contido que deixa d\u00favidas, mas n\u00e3o fere suscetibilidades. Pois n\u00e3o se aprofunda nem paga pra ver, estabelecido confortavelmente num n\u00edvel onde a fantasia entra como prote\u00e7\u00e3o para se preservar de ter que assumir uma postura transparente.<BR>Porque \u00e9 assim que as rela\u00e7\u00f5es se estabelecem, sem termos o autoconhecimento necess\u00e1rio, nem um detector de mentiras. Parece que somos pin\u00e7ados ao l\u00e9u para nos juntarmos em esp\u00edrito e carne. Um condicionamento que a enlouquece por conta de uma vis\u00e3o merecedora de canoniz\u00e1-la como santa. Ela sofre e se martiriza em sil\u00eancio, pois quer ver o real, n\u00e3o quer se enganar com o homem que amar\u00e1 acima de todas as coisas. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer ser a v\u00edtima da compaix\u00e3o de todos que a v\u00eaem como uma desequilibrada, \u00e0 merc\u00ea de homens que sabem o que fazem. Seguros de seu trajeto.<BR>Na verdade, todas as pessoas d\u00e3o sinais do que s\u00e3o. Contudo, \u00e9 mais f\u00e1cil fingir que n\u00e3o existem diferen\u00e7as, ou que ser\u00e1 poss\u00edvel conviver com elas, ou at\u00e9 assimil\u00e1-las.<BR>Ted \u00e9 uma pessoa envolvente por natureza, n\u00e3o elabora o seu tipo, n\u00e3o cultiva o g\u00eanero, embora para o universo feminino seja o sedutor nato, a despeito de n\u00e3o precisar mover uma palha pela causa.<BR>Para Sylvia, esse \u00e9 o tipo de homem que a atrai. Se fosse outro, n\u00e3o se interessaria, na aproxima\u00e7\u00e3o o desprezaria, no relacionamento o dominaria, na seq\u00fc\u00eancia perderia o m\u00ednimo na vontade que restou, e provavelmente repetiria o que ela mais detesta e acusa em Ted &#8211; mulherengo.<BR>Mas n\u00e3o adianta, essa quest\u00e3o sempre parte de n\u00f3s, de Sylvia. Uma estrutura emocional de quem n\u00e3o possui uma auto-estima de sair \u00e0 rua com o p\u00e9 direito. Acaba por empurrar o outro para fora de casa. Devagarzinho. Pontuando em coment\u00e1rios sem a m\u00ednima import\u00e2ncia. Com perguntas a respeito de onde foi e com quem trocou id\u00e9ias. Quem s\u00e3o suas novas amizades. Ao trocar o hor\u00e1rio, inverte o sonho pelo pesadelo. Escarafuncha gavetas, recados mal-tra\u00e7ados, algum dado comprometedor. De tanto procurar a prova do crime, confirma a materialidade da suspeita. Se Ted iria ser condenado de qualquer maneira&#8230; melhor tirar proveito da culpa!<BR>Sylvia nasceu escrava da bola de cristal, a mente fotogr\u00e1fica que revela o cora\u00e7\u00e3o vagabundo que a conquistou e a empurrou para o abismo. Seu desejo de morte, no entanto, \u00e9 nada mais nada menos do que transcender, de poder renovar-se desse ar contaminado de uma desconfian\u00e7a louca e avassaladora. Se morte houvesse, seria o fim de um est\u00e1gio e o in\u00edcio de um novo per\u00edodo superior a essa atormentada viv\u00eancia terrena.<BR>A vida perde seu perfume, sabor, sua m\u00fasica e express\u00e3o, se disciplinados restamos \u00e0 merc\u00ea do medo que elogia a loucura.<BR>Uma mulher orgulhosa, ir\u00f4nica e sens\u00edvel \u00e0 raiz, acometida de uma lucidez total e de uma coragem igualmente grande, para enfrentar sua intimidade de uma misteriosa eloq\u00fc\u00eancia po\u00e9tica, combinando desespero enfurecido e alt\u00edssimo n\u00edvel de verdade que o mundo n\u00e3o assimila, n\u00e3o d\u00e1 guarida, sequer permite. Porque capaz de trovejar palavras secas, como golpes de machado na madeira, sem r\u00e9deas, \u00e0 procura de um rumo que a desvie de uma progressiva extin\u00e7\u00e3o de personalidade, num bater de cascos incans\u00e1veis, sem divisar no fundo do po\u00e7o que estrelas fixas ensinam o caminho das pedras a governar seu destino. Longe desses inesquec\u00edveis homens por quem se apaixonam e que marcam, com ferro em brasa, sua felicidade.<\/P><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sylvia nasceu com uma predestina\u00e7\u00e3o: de enxergar atrav\u00e9s da retina do homem como se fosse uma bola de cristal. 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