﻿{"id":2649,"date":"2002-07-02T09:34:37","date_gmt":"2002-07-02T12:34:37","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-18T19:19:18","modified_gmt":"2023-05-18T22:19:18","slug":"de-maravilhosa-a-cruel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/de-maravilhosa-a-cruel\/","title":{"rendered":"DE MARAVILHOSA A CRUEL"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p><P>Por que um bandido precisa brutalizar suas v\u00edtimas? Trespassar o corpo com espada de samurai, retalhar com moto-serra, obrigar a v\u00edtima a comer a pr\u00f3pria orelha ou fezes, aplicar choques em filha de comparsa traidor. \u00c9 preciso impor todo o tipo de maus-tratos ao corpo de traidores. Cortar bra\u00e7os e p\u00e9s, devagarzinho, peda\u00e7o por peda\u00e7o, apenas por ser amante de uma do har\u00e9m do traficante, cuja alfabetiza\u00e7\u00e3o se baseou nos sult\u00f5es das hist\u00f3rias de mil e uma noites. Da\u00ed a decepar l\u00ednguas e arrancar o globo ocular, positivamente n\u00e3o, s\u00e3o xen\u00f3fobos, que n\u00e3o respeitam catacumbas nem jardins da saudade, preferindo a queima\u00e7\u00e3o antevendo o inferno que lhes espera. <BR>O bandido \u00e9 um invasor, perdeu a no\u00e7\u00e3o de raiz em que a mis\u00e9ria era cordial, conciliadora e d\u00f3cil, se podia subir o morro para se deliciar com o samba de partido-alto, rico e pobre eram parceiros na pelada. Ai de quem entrar duro no advers\u00e1rio hoje! <BR>Com a fal\u00eancia do financiamento da casa pr\u00f3pria, as favelas incharam e se tornaram ref\u00fagio da bandidagem onde reina o imp\u00e9rio do terror na disputa de pontos de venda de drogas, na medida que come\u00e7ou a fazer a cabe\u00e7a do bacana. Iniciou-se a demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios no vazio do poder, n\u00e3o subordinados a qualquer autoridade exterior, com bandeiras e s\u00edmbolos, os Estados paralelos. A popula\u00e7\u00e3o se divide entre baixar a cabe\u00e7a ou adotar seus \u00edcones e cultura. \u00c1rea nobre as bocas-de-fumo onde o viciado tem de apresentar documentos e ser submetido a revista antes de comprar. Matadores trocam id\u00e9ias sobre chacinas nas mesas do bar. O ped\u00e1gio \u00e9 fato consumado para impedir a entrada de estranhos e manter \u00e0 dist\u00e2ncia a pol\u00edcia. O poder p\u00fablico n\u00e3o consegue acompanhar o ritmo de seus neg\u00f3cios, \u00e1gil por n\u00e3o temer a morte. Armados at\u00e9 os dentes, o seu riso de esc\u00e1rnio reflete o n\u00edvel de celebridade a que atingiram e o papel de presas f\u00e1ceis a que nos relegaram. Que mal h\u00e1 em se conviver com uma pol\u00edcia ofendida e humilhada se a viol\u00eancia n\u00e3o encolhe e n\u00e3o se seduz diante de projetos de urbaniza\u00e7\u00e3o, saneamento e lazer para os favelados? Se a constru\u00e7\u00e3o de penitenci\u00e1rias equivale ao sistema de co-gest\u00e3o, vincular a selvageria \u00e0 m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de renda ficou t\u00e3o antigo quanto comunista sentir saudades de St\u00e1lin. <BR>A exemplo da Col\u00f4mbia, os profissionais do crime encaminham-se para o reconhecimento de que s\u00e3o mesmo os governantes das \u00e1reas conflagradas, com troca de embaixadores, preferencialmente os presidentes da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores, baseados em que uma certa legitimidade da domina\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico \u00e9 prefer\u00edvel \u00e0 tirania mais aberta e amedrontadora do poder de pol\u00edcia, j\u00e1 que a lei s\u00f3 se faz presente com repress\u00e3o e brutalidade em pocilgas. Quando a transgress\u00e3o se vulgariza, a puni\u00e7\u00e3o perde a energia de reprimir e de costurar os v\u00ednculos sociais rompidos. A pr\u00f3xima etapa ser\u00e1 o asfalto, tendo a mis\u00e9ria como pano de fundo e esconderijo. <BR>O chefe do tr\u00e1fico j\u00e1 exerce os pap\u00e9is de pol\u00edcia, promotor, juiz e carrasco no combate ao crime mais hediondo, o de n\u00e3o pagar a d\u00edvida de drogas. Tamb\u00e9m co\u00edbem roubos e estupros na favela, o que n\u00e3o os impede de desvirginar a adolescente mais bonita que pinta nas paradas, insuflados pela banaliza\u00e7\u00e3o do sexo na m\u00eddia ou na publicidade a tutelar o nosso imagin\u00e1rio. O alistamento para o ex\u00e9rcito do tr\u00e1fico explora o car\u00e1ter de desd\u00e9m com que a juventude encara a vida e alicia o sangue bom, afinal rola dinheiro grosso cuja face da moeda \u00e9 a droga. Ningu\u00e9m vira bandido da noite para o dia, o afunilamento natural dentre os mais miser\u00e1veis e membros de fam\u00edlias desorganizadas, analfabetos ou semi, acaba por sugar os melhores. Nem da divers\u00e3o nas favelas descuram, o baile funk atrai uma nova clientela, uma aut\u00eantica bola de neve.<BR>No curso das elei\u00e7\u00f5es, as elites criaram um baita problema para si ao se obrigarem a blindar suas vidas e cercarem-se de seguran\u00e7as, isolados nos condom\u00ednios e shoppings centers, ao sabotaram a seu bel prazer a evolu\u00e7\u00e3o da cidadania, os direitos e acessos iguais para todos. As elites se emburreceram com a perda da forma\u00e7\u00e3o human\u00edstica legada por seus av\u00f3s, trocada pela tecnocracia do Primeiro Mundo cujo lema \u00e9 n\u00e3o compartilhar, \u00e9 n\u00e3o abrir m\u00e3o de privil\u00e9gios. <BR>Do pau-brasil \u00e0s drogas, a Cidade Maravilhosa sempre foi um antro de velhacarias, sob a batuta do Brasil Col\u00f4nia, Imp\u00e9rio, Rep\u00fablica Velha, ao sabor de donat\u00e1rios de capitanias heredit\u00e1rias, senhores de engenho, donos das minas gerais, vice-reis, autoritarismo, at\u00e9 que Juscelino Kubitschek tirou o peso de suas costas e dividiu-o com Bras\u00edlia. Contudo, o Rio est\u00e1 perdendo a guerra para o crime organizado, o atentado \u00e0 Prefeitura com mais de 200 disparos de fuzis de uso exclusivo das For\u00e7as Armadas, destruindo 55 vidra\u00e7as de 30 salas dos 7 andares, reproduz os piores momentos de judeus e palestinos, intimidando o carioca a dar os seus pr\u00f3ximos passos na corda bamba. Nunca levamos f\u00e9 na m\u00e1xima que prevenir \u00e9 melhor do que remediar.<\/P><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que um bandido precisa brutalizar suas v\u00edtimas? Trespassar o corpo com espada de samurai, retalhar com moto-serra, obrigar a v\u00edtima a comer a pr\u00f3pria orelha ou fezes, aplicar choques em filha de comparsa traidor. \u00c9 preciso impor todo o tipo de maus-tratos ao corpo de traidores. 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