﻿{"id":3062,"date":"2008-10-27T00:00:03","date_gmt":"2008-10-27T02:00:03","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-13T23:11:58","modified_gmt":"2023-05-14T02:11:58","slug":"feliz-natal-pedro-cardoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/feliz-natal-pedro-cardoso\/","title":{"rendered":"FELIZ NATAL, PEDRO CARDOSO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>O&nbsp;ator Pedro Cardoso pronunciou um discurso contra a nudez no cinema e na TV. A nudez j\u00e1 foi uma conquista contra a repress\u00e3o \u00e0 vida sexual. Agora passou dos limites, tornou-se uma isca para atrair p\u00fablico. <br \/>Pedro Cardoso concita a uma Revolu\u00e7\u00e3o dos Bichos, de Orwell, sem dar nome aos bois: at\u00e9 quando os atores atender\u00e3o ao voyeurismo e \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o sexual de diretores e roteiristas, que impingem cenas macabras para dizerem am\u00e9m \u00e0 ind\u00fastria da pornografia? N\u00e3o se sabe se foi em causa pr\u00f3pria, j\u00e1 que Cardoso n\u00e3o fica \u00e0 vontade quando nu em cena e nem acha que tirar a roupa \u00e9 uma exig\u00eancia do of\u00edcio de ator. Ou em defesa de sua namorada, Graziella Moretto, que fez sua primeira cena de nudez no filme &#8220;Feliz Natal&#8221;, na estr\u00e9ia do ator Selton Mello na dire\u00e7\u00e3o de longas- metragens. Findo o desastroso Natal em fam\u00edlia, Graziella finalmente consegue paz em casa, logo que apaga as luzes e, sozinha em seu quarto, contempla-se despida no espelho. <br \/>Selton Mello, o maior ator cinematogr\u00e1fico do momento, ficou numa saia justa, j\u00e1 que Pedro Cardoso chamou-o para um duelo ao afirmar ser freq\u00fcente que cineastas de primeiro filme exibam a amigos, em sess\u00f5es priv\u00e9, cenas ousadas que conseguiram arrancar de determinada estrela. A melhor resposta ser\u00e1 um &#8220;Feliz Natal&#8221;, Pedro Cardoso! <br \/>Pedro Cardoso perdeu o humor. O espetacular e inteligent\u00edssimo ator, que se notabilizou no besteirol, um g\u00eanero de teatro que marcou \u00e9poca. O comediante impag\u00e1vel que integra \u201cA grande fam\u00edlia\u201d, no besteirol de sucesso da TV Globo. Quando c\u00f4micos se levam a s\u00e9rio ou v\u00eam com teses, costumam perder a gra\u00e7a. Louco de amor, Pedro Cardoso n\u00e3o mais distingue a fronteira entre a fantasia e a realidade, pois seu cora\u00e7\u00e3o bate num som diferente &#8211; a bossa nova. <br \/>Conhecedor do disse-me-disse dos bastidores do teatro da vida, deu uma de Dom Quixote e partiu de lan\u00e7a em punho para proteger sua Dulcin\u00e9ia &#8211; a mulher que ama, nua e indefesa perante os olhos dos tarados que curtem cinema. Como no filme de Woody Allen, \u201cA Rosa P\u00farpura do Cairo\u201d, penetra na tela para resgat\u00e1-la da pornografia reinante. Como \u00e9 lindo o amor! O sucateamento da profiss\u00e3o e a t\u00eanue linha que hoje separa a s\u00e9tima arte da pornografia constrangem atrizes, cujo pudor \u00e9 afrontado pela criatividade sem limites pois, em nome da poesia, pensam que podem tudo. <br \/>Mas a turma do contra \u00e9 grande, a come\u00e7ar por Vera Fischer. Camila Pitanga nos deixou com um gosto de quero mais ao incorporar a prostituta Bebel, na novela \u201cPara\u00edso Tropical\u201d, a mistura diab\u00f3lica de talento, beleza da ra\u00e7a negra e corpo maravilhoso. Diretores renomados se casam com jovens talentos e exploram seu belo corpo a torto e a direito, como o genial Polanski. No passado, Jane Fonda, Brigitte Bardot, Jeanne Moreau; no presente, a unanimidade dos gays, que n\u00e3o t\u00eam qualquer problema com a pol\u00edtica do corpo. Sen\u00e3o teremos que retroceder ao tempo em que todo pintor devia comer as modelos, o fot\u00f3grafo n\u00e3o livrar a cara de socialites e a coadjuvante freq\u00fcentar o sof\u00e1 do diretor para abiscoitar o papel principal. <br \/>Pedro Cardoso corre o risco de arrumar uma encrenca com o p\u00fablico, que necessita ver a nudez art\u00edstica para aprender a se despir de seus preconceitos e de sua armadura, a olhar para si sem se achar estranho. Quer dizer que todo mundo nu na pe\u00e7a \u201cHair\u201d ficou ultrapassado? O ator \u00e9 quem vai discernir e determinar o que \u00e9 nu art\u00edstico na cabe\u00e7a de David Lynch, em \u201cCidade dos Sonhos\u201d? \u00c9 um retrocesso ao baixio das bestas pensar em controlar o \u00edmpeto furioso do enfant terrible, Cl\u00e1udio Assis, e nos impedir de apreciar os seios esculturais de Dira Paes, a gr\u00e1vida mais bonita que j\u00e1 houve na face da Terra. Ou a floresta amaz\u00f4nica de Leona Cavalli, sem um sinal de desmatamento, em \u201cAmarelo Manga\u201d. <br \/>Ser\u00e1 que Pedro Cardoso n\u00e3o caiu na esparrela de escorregar do besteirol esperto para o entretenimento puro, desencantado com a realidade? De tanto sacane\u00e1-la e n\u00e3o fazer efeito, voltou-se para o pastel\u00e3o, priorizando a fam\u00edlia e a crian\u00e7a, do outro lado da TV.&nbsp; <br \/>Ser\u00e1 que Pedro Cardoso ficou contaminado pelo personagem que interpreta em &#8220;Todo Mundo Tem Problemas Sexuais&#8221;, no filme de Domingos de Oliveira? Apesar do t\u00edtulo, n\u00e3o cont\u00e9m cenas de sexo expl\u00edcito ou nu frontal, sequer um \u00e2nus. \u00c9 sexo no div\u00e3 da psican\u00e1lise.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;ator Pedro Cardoso pronunciou um discurso contra a nudez no cinema e na TV. A nudez j\u00e1 foi uma conquista contra a repress\u00e3o \u00e0 vida sexual. 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