﻿{"id":3138,"date":"2008-11-24T00:00:00","date_gmt":"2008-12-17T20:45:57","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-17T20:45:57","slug":"o-segredo-de-isoldinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/o-segredo-de-isoldinha\/","title":{"rendered":"O SEGREDO DE ISOLDINHA"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><p>Isoldinha era um doce-de-coco. T\u00edmida, coitada, mas uma gracinha. Sempre com uma postura humilde, olhos voltados pro ch\u00e3o, mas sempre disposta a ajudar. Cuidava das tarefas do lar para a m\u00e3e. Ajudava nas contas do pai. Passeava com os cachorros do tio e estudava com os filhos do vizinho. Se algu\u00e9m do bairro precisasse de um favor, n\u00e3o perdia tempo a procurar: Isoldinha era a solu\u00e7\u00e3o.<br \/>Numa dessas necessidades, Isoldinha arrumou um pretendente. O seu Helv\u00e9cio da quitanda. Esfuziante, animado e irreverente, o novo funcion\u00e1rio do seu Jo\u00e3o logo precisou de ajuda para tocar sua mudan\u00e7a pro bairro. E foi assim que conheceu aquele anjo em forma de mulher. Como era doce aquela menina! T\u00e3o prestativa&#8230; Perfeita para casar! E, assim, os dois come\u00e7aram a namorar.<br \/>Isoldinha continuava ajudando a vizinhan\u00e7a, mas agora j\u00e1 n\u00e3o tinha tanto tempo. Um dia deixou de&nbsp; passear com os cachorros. No outro, esqueceu de estudar para prova com os filhos do vizinho. Mas a gota d\u2019\u00e1gua foi quando Isoldinha n\u00e3o compareceu \u00e0 mesa do jantar, para ajudar o pai nas suas contas. Era preciso fazer alguma coisa.<br \/>Ent\u00e3o seu Dem\u00e9trio convidou Helv\u00e9cio para jantar. E perguntou quais eram suas inten\u00e7\u00f5es com sua Isoldinha. O quitandeiro gaguejou, enrubesceu, mas, no fim, n\u00e3o teve medo: o neg\u00f3cio era s\u00e9rio. Coisa pra casamento. E o matrim\u00f4nio foi marcado para dali a noventa dias.<br \/>Isoldinha estava ansios\u00edssima. Como era de praxe naquela \u00e9poca, nunca tinha ficado pelada diante de um homem. Transar ent\u00e3o nem pensar! No m\u00e1ximo, tinha trocado uns beijinhos melados. E deixara Helv\u00e9cio passar suas m\u00e3os por suas carnes magrelinhas.<br \/>O bairro todo comemorou o noivado. E todos fizeram quest\u00e3o de ajudar nos preparativos para a festa. De tanto que Isoldinha ajudava os vizinhos, agora era a hora de ser retribu\u00edda.<br \/>Enfim, chegou o grande dia. E passados os festejos, a virginal Isoldinha estava finalmente a s\u00f3s com seu maridinho. Envergonhada, se trancou no banheiro, e rapidamente botou a camisola da noite de n\u00fapcias. Toda branca, transparente. \u201cQue indec\u00eancia!\u201d, pensou a noiva, nervosa. \u201cPor que fui deixar o enxoval a cargo daquela vizinha saidinha?\u201d Mas agora n\u00e3o havia escapat\u00f3ria. Teria que encarar Helv\u00e9cio.<br \/>Pediu pro noivo apagar as luzes, abriu a porta e correu pra cama. E se ajeitou com pressa, debaixo dos len\u00e7\u00f3is. Helv\u00e9cio foi carinhoso e paciente e o ato se consumou. Fora as dores daquela hora, n\u00e3o sentiu nada, um imenso nada. <br \/>Helv\u00e9cio percebeu o desapontamento da noivinha e na mesma hora p\u00f4s-se a&nbsp; se desculpar. Pediu perd\u00e3o pela sua pressa, lhe fez carinhos, p\u00f4s-se at\u00e9 a chorar. E ent\u00e3o Isoldinha mudou de humor. Estava gostando daquela hist\u00f3ria. Esqueceu seu jeito sempre humilde, alteou sua voz, p\u00f4s-se mesmo a gritar. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 isso que fazes com sua esposa? N\u00e3o tens vergonha do que andou fazendo?\u201d Helv\u00e9cio a encarava, olhar assustado. \u201cPede desculpas. Anda. Mas de joelhos. Isso. Agora rasteja, beija meus p\u00e9s. Talvez assim, eu te perdoe. Vai. Cachorrinho. Lambe, vai. Lambe meus dedos&#8230;\u201d Isoldinha n\u00e3o conseguia mais parar. E a cada consentimento do marido, ia ficando mais excitada. \u201cIsoldinha boazinha, uma ova! Aqui na cama eu sou sua dona. E voc\u00ea \u00e9 meu escravo.\u201d E assim continuou, madrugada adentro.<br \/>No dia seguinte \u00e0 noite de n\u00fapcias, Isoldinha voltara a ser a garota humilde, envergonhada. A eterna amiga de tudo e todos. Mas quando chegava a noite, se transformava, sem ningu\u00e9m saber, \u00e9 claro. S\u00f3 Helv\u00e9cio. E \u00e9 por isso que ningu\u00e9m entendia. Depois que casara, aquela menina continuava t\u00edmida, mas agora n\u00e3o mais desviava o olhar. E tinha um brilho t\u00e3o estranho&#8230; No entanto, inexplic\u00e1vel mesmo era o comportamento de seu marido. Helv\u00e9cio agora n\u00e3o mais brincava, virara um homem s\u00e9rio, macamb\u00fazio. E vivia na barra da saia de Isoldinha. Nem parecia o homem da rela\u00e7\u00e3o. Estranho, muito estranho&#8230;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isoldinha era um doce-de-coco. T\u00edmida, coitada, mas uma gracinha. Sempre com uma postura humilde, olhos voltados pro ch\u00e3o, mas sempre disposta a ajudar. Cuidava das tarefas do lar para a m\u00e3e. Ajudava nas contas do pai. Passeava com os cachorros do tio e estudava com os filhos do vizinho. 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