﻿{"id":4568,"date":"2011-09-26T00:00:02","date_gmt":"2011-09-26T03:00:02","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-05-12T22:32:21","modified_gmt":"2023-05-13T01:32:21","slug":"aprendendo-a-olhar-no-fundo-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldugaio.com.br\/index.php\/aprendendo-a-olhar-no-fundo-da-alma\/","title":{"rendered":"APRENDENDO A OLHAR NO FUNDO DA ALMA"},"content":{"rendered":"<div class=\"fsc_text\"><div>Mor\u00e9lia sempre viveu voltada para o estrangeiro.\u00a0<\/div>\n<div>Foi secret\u00e1ria de um franc\u00eas, Monsieur Trousseau, numa multinacional francesa e com ele aprendeu franc\u00eas, ingl\u00eas e outras l\u00ednguas. Mas n\u00e3o aceitou sua proposta de casamento por n\u00e3o consider\u00e1-lo \u00e0 altura de sua formosura e do aparato de que se julgava merecedora, por vir a enfeitar sua descend\u00eancia com o que mais faltava a ele: beleza.<\/div>\n<div>Preferiu um noruegu\u00eas loiro, de olhos azuis, com um neg\u00f3cio de vento em popa e com quem casou, tendo duas filhas maravilhosas. Contudo, o bem-sucedido n\u00e3o saiu como bem lhe pareceu e n\u00e3o foi nada do que ela esperava: faliu, caiu doente e nem cedo nem tarde morreu para, na passagem do tempo, Mor\u00e9lia colher os frutos que semeou.\u00a0<\/div>\n<div>Obrigada a voltar para o batente e trabalhar como tradutora juramentada para sustentar a educa\u00e7\u00e3o das filhas, foi quando se apercebeu, j\u00e1 entrada na idade, do quanto deixou passar uma oportunidade rara e perdeu uma chance em mil de ser feliz. Por conta da est\u00fapida vaidade.<\/div>\n<div>Imediatamente saiu em busca de Monsieur Trousseau e o descobriu no sul da Fran\u00e7a, cercado de bisnetos, netos, genros e noras. Ele a recebeu fidalgamente, ao lado de sua distinta esposa. N\u00e3o estava mais em idade, ou melhor, em condi\u00e7\u00f5es para refazer a vida ou sequer recorrer a uma aventura. Hoje eles se telefonam por ocasi\u00e3o do Natal e da P\u00e1scoa.<\/div>\n<div>Aos 83 anos, Mor\u00e9lia mant\u00e9m-se \u00edntegra, l\u00facida, com uma sa\u00fade sem sobressaltos, mas ainda se arrepende do que n\u00e3o fez. S\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda: livrar-se do inconformismo e do ressentimento que costumamos atribuir \u00e0 injusti\u00e7a regendo as coisas da vida para justificar nossos atos, simples desacertos que n\u00e3o raro descambam para a insensatez.\u00a0<\/div>\n<div>Tempo de sobra Mor\u00e9lia ainda tem para pacificar e preparar o seu esp\u00edrito, a fim de, na pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o, encontrar-se com Monsieur Trousseau e, dessa vez, n\u00e3o deix\u00e1-lo escapar por entre os dedos. N\u00e3o demora tanto quanto n\u00f3s pensamos. O carma somente se arrasta no tempo se teimarmos em n\u00e3o arredar os p\u00e9s da vaidade e n\u00e3o enxergar o belo no feio, aprendendo a olhar no fundo da alma.<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mor\u00e9lia sempre viveu voltada para o estrangeiro.\u00a0 Foi secret\u00e1ria de um franc\u00eas, Monsieur Trousseau, numa multinacional francesa e com ele aprendeu franc\u00eas, ingl\u00eas e outras l\u00ednguas. 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