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NATAL DE 2021 PROTEGIDO POR VACINAS E MÁSCARAS

Se 2020 foi o Natal mais infeliz de todos os tempos por conta da Covid-19 e da pandemia, que nos obrigou ao distanciamento, ao isolamento e a manter-nos afastados de nossa família e de nossos amigos, caso contrário, correríamos o risco de morrer abraçados uns aos outros, atolados no caos da moléstia, o Natal de 2021 nos deixa um grande ponto de interrogação.
Embora vacinados e portando máscaras, mesmo em ambiente ao ar livre, seguimos tendo que tomar cuidados com o espírito perverso do vírus, que se encontra à espreita de nossos pontos fracos para desencadear doenças. Ainda não podendo abraçar nem beijar como a situação exige. Num jogo de faz de conta que imita a lenda do Papai Noel para com as crianças.
Ou bem mantemos o espírito natalino vivo, caso contrário, o que faremos de nossas tradições que visam a preservar a harmonia e o entendimento no seio de nossa família ou de nosso meio? Mas sob a ameaça de um vírus assassino? Mesmo que a realidade do planeta vá em sentido contrário?
Não se pode dizer que o vírus é negacionista ao nos impedir de sermos felizes no Natal, se ele veio com uma missão para transformar o mundo e cujo alcance ainda não foi descoberto.
Se o vírus continuar com essa rabanada toda, haja panetone para não causar indigestão. O peru assado bem que ajuda, se acompanhado de fios de ovos para enganar a fome. Mas há quem prefira bacalhau. E se não fossem as nozes, a castanha não passaria pela garganta. Melhor se ater a bolinhos, rissoles ou empadinhas. Baixar o padrão de acordo com os novos tempos de pandemia. Se é para romper com os paradigmas do Natal assolado por um vírus que nos submete à sua vontade e sepulta nossas memórias.
Até o próximo Natal! A série continua.

Antonio Carlos Gaio:
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