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O ADULTO INFANTIL

O adulto que não cresceu fica mais ridículo quando se esforça para transparecer que vem melhorando ao observar em outros a infantilidade que julga o estar abandonando. Ou seja, se sente melhor e reconfortado ao ficar chocado com os atos infantis que flagra no cotidiano. Neles vendo rancores, não pararem para pensar e ainda tendo muito que evoluir. Lembra o sujeito que fez psicanálise e sai analisando os amigos. E transforma-se numa pessoa chata, desagradável, ranheta e inconveniente, a dona da verdade, porque se mete a ditar regras de comportamento para fulano e beltrano. Incorporando, mais uma vez, a criança que deseja ser o centro das atenções, cantando com Roberto Carlos: “Eu voltei, voltei para ficar, porque aqui é o meu lugar”. O lugar comum do adulto que briga contra sua própria sombra para crescer.
Categories: Croniquetas
Antonio Carlos Gaio:
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