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CAPÍTULO LXII – CARIDADE

A prudência existe para que saibamos respeitar nossas próprias condições limitadas, além de nos ensinar a viver com mais segurança, sem que um gesto impensado ou uma palavra mal colocada atropele nossa trajetória. Para que desperdiçarmos tanta energia em algo que nos porá em maus lençóis? Se nossa realidade é fruto do que criamos em nossas mentes e por isso ser tão importante estarmos atentos ao que alimentamos internamente. É tempo de selecionar as sementes de nossa imaginação.

A sexagésima segunda intervenção espiritual, em 17 de agosto de 2018, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 12 (“A beneficência”) do capítulo 13 (“Que vossa mão esquerda não saiba o que faz vossa mão direita”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

As manifestações espirituais se produzem especialmente para aqueles que têm os olhos fechados e os corações indóceis. Sede mais determinados e mais constantes para encorajar as virtudes que se encontram em estado latente em seu espírito.

A alma humana somente encontra consolo na prática da caridade. Jesus Cristo entendia o sentido da palavra caridade como o de benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas, e amando uns aos outros como irmãos. Se já era difícil naqueles tempos, imagine no mundo de hoje mais superpovoado. Quando o que falta é boa vontade, que é rara. Esta é a chave que está em nossas mãos, deixando de lado a terrível chaga do egoísmo, de só pensar em nós mesmos.

A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem a caridade, as outras virtudes não existem. Sem a caridade não existe esperança num futuro melhor, não existe interesse moral que nos guie. Sem a caridade, não há fé no ser humano. Por outro lado, existe um exército de corações suficientemente perversos pronto para reprimir e expulsar este sentimento inteiramente divino de nosso meio. Tornando propício o conflito a ser enfrentado diariamente entre elementos sobejamente humanos e fatores extremamente desumanos no seio da Humanidade. Um rosário de provações enviado por Deus para testar sua fé, do qual ninguém escapa ou consegue se omitir. Uma sequência ininterrupta difícil de ser superada, que só com altas doses de espiritualidade para compreender a plenitude do que tudo isso representa e aceitar os encargos de seu destino.

Antonio Carlos Gaio:
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