PROCURA-SE NEYMAR NA COPA
Antes que se comece a falar bem do Brasil só porque ganhou do Haiti de goleada, cheguemos na realidade do futebol brasileiro, antes que ele desça ao inferno de Dante. Vai que Marrocos estivesse possuído pela sorte, teria despachado o Brasil no terço inicial do jogo ou no terço final. Não foram chances perdidas e sim domínio de jogo. Agora nos pomos à procura do salvador da pátria em Endrik, Rayan, Luiz Henrique, Danilo (atacante), como se fossem o Lukaku da Bélgica, que assinalou o gol do empate com o Egito, 20 segundos depois que entrou. Quando Ancelotti preferiu o centroavante antigo, pesado e sem talento, como Igor Thiago, que só sabe bater pênalti. E o Paquetá, hein? Escalado para o meio de campo, não marca e só cria se joga contra equipes vagabundas. Até a imprensa espanhola já descobriu que ele é enganador. Raphinha teve a audácia de se considerar desconectado da cultura da torcida brasileira, como se fosse um europeu refinado. O meu receio é a seleção brasileira virar um cavalo paraguaio tal como o Paraguai que, escalado com jogadores que disputam o Brasileirão e criando uma expectativa de azarão, foi surrado pelos Estados Unidos por 4×1. A minha esperança é que Ancelotti não deseja ver sua carreira se encerrar melancolicamente com a seleção pentacampeã do mundo, logo nos Estados Unidos do decrépito Trump e de contrato renovado até 2030. O melhor jogo até o dia 15 de junho foi o bem disputado Holanda e Japão, prováveis adversários do Brasil no mata-mata e que empataram em 2×2, seguido por Bélgica e Egito (1×1). Melhor não lembrar do 7×1 da Alemanha sobre Curaçao (um bom licor do Caribe), pois rola uma maldição sobre os germânicos, depois que golearam o Brasil na semifinal em 2014: foram eliminados na Copa de 2018 e 2022 logo na fase inicial de classificação para o mata-mata. Dentre as maiores surpresas, a Austrália ter derrotado por 2×0 a orgulhosa Turquia, que se julga num patamar futebolístico acima de Marrocos que, por sua vez, se acha acima da Argélia e da Tunísia. Os efeitos do surpreendente empate sem gols da Espanha com Cabo Verde não representou maiores prejuízos para os espanhóis, já que Uruguai e Arábia Saudita, do mesmo grupo, empataram em 1×1. Costa do Marfim venceu Equador com gol assinalado no último minuto, num jogo que ninguém merecia perder nem empatar. Procura-se Neymar na Copa!