ESPANHA A UM PASSO DO TÍTULO PELO SEU RETROSPECTO
A França foi eliminada na semifinal da Copa do Mundo pela Espanha por 2×0 (Oyarzabal e Pedro Porro), logo no dia 14 de julho, a Festa Nacional da França com a Queda da Bastilha em 1789 e que deu início à Revolução Francesa. Pior do que isso, tornou-se freguesa da Espanha por ter perdido as duas últimas versões da Copa da Europa (2024 e 2025), e agora a Copa do Mundo. Foi um fracasso inesperado, vergonhoso e desmoralizante da França, julgada campeã por antecipação. Prevaleceu a escola da Espanha, dessa vez não exagerando na troca de passes que tanto venera, voltada mais para definir a partida desde o início, aproveitando-se soberbamente das inúmeras falhas que a França cometia, como o pênalti bobo dado pelo zagueiro Digne, a atuação fraca de Olise em toda a Copa, nenhum ataque francês encaixava, ao contrário dos espanhóis, que poderiam até ter goleado. O goleiro Unai Simón se posicionou adiantado em relação à sua área de atuação e cortou todos os lançamentos para Mbappé na linha da intermediária – feito notável. Rodri, Porro e Olmo abafaram o talento da equipe francesa.
ARGENTINA VIRA DE NOVO E CHEGA À FINAL DE NOVO
A Argentina virou o placar de novo. No mata-mata, foi contra Cabo Verde, Egito, Suíça e na semifinal, a Inglaterra, por 2×1. É impressionante a raça dos argentinos, o futebol dos hermanos que joga com coração e Messi, o gênio de 39 anos, que ultrapassa Maradona e chega aos pés de Pelé, em sua segunda final de Copa do Mundo e sexta disputada, podendo agregar 4 Copas do Mundo ao seu país. A seleção argentina impõe temor aos seus adversários, mas Messi carrega o time nas costas. Depois de Gordon abrir o placar aos 9’ do 2º tempo, a seleção inglesa recuou toda para… garantir a vitória? No futebol de hoje, isso não funciona mais, os zagueiros são artilheiros. Deu tempo para Enzo empatar e Lautaro consignar o gol da vitória aos 47’ em centro preciso de Messi. A culpa foi toda do técnico alemão Tuchel, que se julga um cara brilhante, um estrategista sem tamanho, uma cabeça incomum, para deixar alguns dos melhores jogadores ingleses em casa e enfrentar uma Argentina com todo o time lá atrás. Essa é a sua concepção de futebol, aliás, tradição do futebol inglês desde que inventou esse esporte. A ver se Argentina consegue virar sobre o retrospecto espantoso da Espanha.