O mais importante no Réveillon é que os sonhos sejam mantidos em alta. Não o sonho que se esfumaça por não ter qualquer consistência. O sonho cuja meta é se manter vivo no Ano Novo e criar novas raízes nos anos vindouros para alicerçar uma senhora realização no futuro. Se o todo não for possível, não desanime. O pouco pode ser muito. Desde que com os pés no chão.
Se o Réveillon pudesse murchar a polarização política, já ajudaria a nossa capacidade de sonhar. A polarização no Brasil atrai a mentira, a falta de honra e dignidade, a fake news, a ignorância, o baixo nível, o desvio de recursos públicos, o roubo de aposentados e o orçamento público ficar à disposição dos parlamentares para se tornarem mais ricos do que já são. Além da vocação para atentar contra a democracia, sonhando com golpes para instalar ditaduras, tendo o americano Trump como símbolo maior.
Mas isso é um sonho cujos pilares ainda não enxergamos no futuro da nossa imaginação. Se ainda não pomos fé na Inteligência Artificial, já que procuramos criá-la à nossa imagem e semelhança na falta de um deus verdadeiro possível de ser reproduzido ou, então, de acordo com os nossos interesses, direcionando a máquina desde já para o trabalho escravo.
A expectativa quanto aos sonhos que alimentam o Réveillon não pode frustrar e findar na bebedeira, ainda mais se a ressaca, sua filha pródiga, destruir por completo o que aconteceu antes da meia-noite, empurrando para o inconsciente muitos dos sonhos mais promissores. Sinal de que não está preparado para absorver a paz, o respeito pelo seu próximo, a boa-vontade e a convivência estreita com os seus familiares.
Feliz Ano-Novo!