Conforme a mídia canalha e golpista está alardeando, não foi o governo Lula que saiu derrotado ao não conseguir emplacar Jorge Messias, advogado-geral da União, como juiz do Supremo, e ver aprovado o projeto da dosimetria para diminuir consideravelmente a pena de Bolsonaro de 27 para 2 a 4 anos. Foi uma vitória do golpe contra a democracia na arena do Congresso, disputa essa a ser estendida para o domínio público e o povo debater e votar nas eleições presidenciais desse ano. Para dizer o que pensa sobre ditadura e corrupção, intimamente aliadas no Brasil. Se a dosimetria não for obstada pelo Supremo Tribunal Federal, o golpe e a ditadura voltam à ordem do dia e Bolsonaro voltará a cuspir a mesma estupidez com que encantava seu gado. Mas o que está em jogo é o pavor dos bolsonaristas e do Centrão, envolvidos até o pescoço na corrupção gigante do caso Master, no qual o pilantra do Vorcaro tentou comprar os 3 Poderes. Além da mão grande de dois terços dos deputados e senadores no Orçamento público para beneficiar seus currais, e a si mesmos em seu próprio galinheiro, herança que veio de Bolsonaro, que os comprou para evitar o seu impeachment. Foi preciso a mão forte do juiz Dino para lacrar essa quadrilha de assaltantes do erário público, o que fez crescer o ódio contra o Supremo e a iniciativa de impichar os juízes.
O sabotador e senador David Alcolumbre (União Brasil-Amapá), de ascendência marroquina e o primeiro judeu a assumir a presidência do Senado, foi quem montou o ardil para abrir a porta a mais um novo golpe em futuro próximo. Os primeiros passos já haviam sido dados em 2016 no golpe desfechado na presidenta Dilma Roussef, chamado de impeachment. Mas não apenas o Congresso: a grande mídia e a Lava Jato do juiz Moro, o que acarretou a eleição de Bolsonaro, um presidente facínora, despreparado e golpista, preocupado apenas em se manter no poder com o seu grupo de fascistas e milicianos e que, para isso, entregou as chaves do cofre da União ao Congresso, especialmente para o Centrão. Ao se apropriarem de mais de R$ 50 bilhões do Orçamento anualmente, via emendas secretas e muitas vezes impositivas, o Centrão simplesmente ganhou um poder gigantesco para confrontar e ignorar o Executivo, levando a situações como essa, onde Alcolumbre simplesmente quis indicar um Ministro do Supremo de sua confiança, no caso Rodrigo Pacheco, passando por cima da prerrogativa constitucional que o Presidente da República tem para escolher os ministros em caso de vacância.
Alcolumbre prometeu sufocar a CPI do Master em troca da rejeição de Messias pelo Senado. Logo o Alcolumbre, atolado em denúncias de corrupção, o maior facilitador da vida de Flávio Bolsonaro, se eleito for, de modo a controlar a Polícia Federal como o pai fez e indicar vários ministros ao STF, de forma a blindar os corruptos do Congresso das investigações hoje em andamento na PF, MPF, CGU e STF.
Por outro lado, Flavio fica cada vez mais exposto para ser acusado de suceder ao seu pai para, dessa vez, dar um outro golpe que vai acertar em cheio.