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COPA DO MUNDO 2026 – ESTADOS UNIDOS / MÉXICO / CANADÁ

Brasil 2×1 Japão
VITÓRIA SUADA DO BRASIL

Em outra época se diria que Japão entrou para se defender com todo o time lá atrás. Errado. Para explorar a impaciência do adversário e o consequente erro na troca de passes, uma repentina saída rápida para o ataque e nunca finalizar com um disparo forte, mas sim com um bem chute colocado no canto. Sano, primeiro gol do Japão. Fórmula mágica? Nunca! No 1º tempo, o Brasil contou com uma lamentável atuação de Casemiro, aliás, desde o início da Copa. Por que todos os técnicos adoram o Paquetá, se ele só joga contra time limitado ou um Haiti da vida? Pô, até o Ancelotti? O velho Danilo, outro queridinho do técnico, entregou o primeiro gol do Japão com um passe errado.
O 2º tempo foi outra história. Adiantou muito Paquetá sair contundido, entrando Endrick, mas que ainda não conseguiu fazer brilhar sua estrela. Só Ancelotti para descobrir Martinelli no banco de reserva para substituir Matheus Cunha, graças à estratégia de recuar o centroavante para compor o meio de campo (muito criticada pelos entendidos em futebol, menos eu, que preferem o centroavante enfiado). Martinelli fez o segundo gol da vitória no minuto final do tempo de acréscimo, no qual a bola bateu na trave para entrar. Minutos antes, a bola tinha se recusado a balançar as redes. Vini, em jogada excepcional, enfiou com requinte no canto e a bola bateu na trave, desviada por milímetros pelo goleiro negro Suzuki, de 23 anos, de pai ganês e mãe japonesa, nascido nos Estados Unidos. Minutos antes, Casemiro havia empatado com um gol de cabeça, num cruzamento de Magalhães – vejam só como o Japão estava retrancado!
Parei de xingar Casemiro e passei para o capítulo seguinte – falta de sorte. Quando Casemiro quase assinalou em jogada semelhante e não converteu, minutos antes do gol, por puro azar.
Faltou pouco para Itakura enveredar pela mesma justificativa barata, transparecendo a crônica inaptidão dos japoneses para os fracassos desde muito. Em tom de lamento, chorando, o capitão da equipe do Japão declarou à imprensa “Não era para o Japão sair tão cedo da Copa”.
Fracasso? Injustiça? Azar por um chaveamento ingrato? O que não dizer do Brasil, se derrotado na final da Copa de 1950 para o Uruguai e na de 2014, de 7×1 para a Alemanha.
Para falar a verdade, findo o match, chega-se à conclusão de que o Brasil dominou o jogo por inteiro, enquanto o Japão jogou lá atrás, todo retrancado.

Antonio Carlos Gaio:
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