Sobre a peça “O Céu da Língua”, de Gregório Duvivier e Luciana Paes.
Palavras são sombras desenhadas na luz
fazem cosquinha na garganta
puxam as bochechas pra cima
e fazem nascer brilhos nos olhos
Os verbos são personagens do bobo da corte
que se diverte divertindo
versando sob e sobre o céu da língua
projetado no universo
da nossa memória
Que me perdoem as notas musicais
e as sombras fantásticas da artista
mas as palavras que vibram no céu dessa boca
é que são as verdadeiras estrelas que nos iluminam