Passou desapercebido em tempo de Copa do Mundo o que o estadista Lula disse em 20 de junho no G7 na cara dos principais representantes dos domínios e riquezas do planeta, incluindo seu boss (o chefão), conforme Trump se anunciou:
“Nesse plenário, todo mundo aqui tem experiência de que seu país foi saqueado em tudo quanto foi mineral, seja ouro, prata, diamante. Agora que já levaram tudo que tinha, estão querendo meter as mãos em terras raras e minerais críticos, além dos combustíveis alternativos. Quando é a chance da Bolívia, da África e da América Latina não aceitarem ser apenas exportadores para eles. Já fomos colonizados, já lutamos pela nossa independência, já conquistamos e perdemos a democracia, e agora estão querendo nos colonizar outra vez! Já não basta o que fizeram com a Venezuela e Cuba? Não há um documento na ONU, nem mesmo na Bíblia, que autorize ou respalde a utilização de força e a fome pelo poder para sempre colonizar, cada vez mais. Quando não é Gaza, é Iraque, Líbia, Síria, Ucrânia, Irã, não é possível achar que os poderosos podem ser donos de outros países mais frágeis. Será que tudo se resolve por guerra, ou seja, quem tem aviões, navios, canhões faz prevalecer sua vontade? Quando ainda não tinha nem assumido como presidente, Bush me convidou para integrar as forças de guerra contra o Iraque, pois depois o empresariado brasileiro poderia integrar (lucrar) o processo de reconstrução. Por que eu vou ter que destruir para depois construir? A minha guerra é contra a fome e a miséria. Vocês acham que eu quero guerra com alguém? Nós não somos mais um país colonizado, conquistamos soberania com a nossa independência, mas nós não podemos mais permitir que alguém possa se intrometer e ferir nossa integridade. Nós não podemos mais viver num mundo de mentiras, construindo uma imagem negativa do inimigo para justificar a destruição. “
Observação: As terras raras possuem propriedades magnéticas e ópticas únicas, sendo essenciais para a fabricação de ímãs superpotentes, motores de carros elétricos, turbinas eólicas e telas de smartphones. Minerais críticos são o cobre, lítio, níquel, cobalto e nióbio, fundamentais para a economia e tecnologias modernas, especialmente para a transição energética e defesa, cujo fornecimento global corre risco de interrupção.