CABO VERDE, A ATRAÇÃO MAIOR
Os primeiros países eliminados já apareceram com a mudança do regulamento (duas derrotas na classificação): o já esperado Haiti e o inesperado descarte da Turquia. Primeira perna quebrada: Koné, o melhor jogador do Canadá. Autor do crime: Catar, o pior time da Copa, diante da torcida canadense de Vancouver. No mesmo dia 20 de junho, depois da Holanda golear impiedosamente a Suécia por 5×1, não dando a menor chance aos suecos, que vinham de um 5×1 infligido à Tunísia, eis que a Alemanha venceu a Costa do Marfim (2×1), graças a dois gols de Undav, de ascendência curdo-yazidi, que saiu do banco para virar um jogo que não seria nenhuma surpresa se Costa do Marfim tivesse conquistado a vitória, em razão do domínio do 1º tempo e um gol perdido ao final da partida. A maior surpresa: Cabo Verde, país arquipélago de 500 mil habitantes, de língua portuguesa, viu crescer sua esperança de se classificar para o mata-mata e já se tornou a grande sensação na Copa do Mundo ao empatar com a Espanha (0x0) e empatar com o Uruguai (2×2) em duas partidas épicas e históricas. Como se isso não bastasse, seu goleiro Vozinha, de 40 anos, se notabilizou com suas defesas em consonância com sua história de ter sido criado por sua avó, que lhe emprestou o nome de jogador, e sua mãe se fazer presente em suas partidas, em homenagem à memória da avó de Vozinha. Além do seu nome Josimar ter sido inspirado no nosso Josimar do selecionado brasileiro em seus gols antológicos na Copa de 1986 contra a Irlanda e Polônia.