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CAPÍTULO LXIII – HUMANITARISMO

Não se travarão mais batalhas em torno da política e da religião quando ingressarmos no Plano Espiritual. Nem da hegemonia de um conglomerado ou uma associação ou comunidade ou grupo sobre outro, ou mesmo uma ideia ou concepção prevalecer sobre a que lhe opõe. Somente o que importará serão os valores humanitários postos em prática nesta encarnação, sejam dirigidos à sua família ou aos seus amigos, ou sejam aos que não lhe são tão caros assim ou mesmo em prol da coletividade. O seu benquerer aos próximos. Sem um quê de discriminação. Sem ódio gratuito, inveja sem freios, ressentimento acelerado. Descartada a desconfiança crônica e o abuso do mau juízo.
Segundo Allan Kardec, o maior obstáculo ao progresso espiritual é o orgulho ferido e o egoísmo. Melhor dizendo, o nosso ego. A progressão no processo civilizatório caminha a passos lentos no sentido de se construir um porvir humanitário, isso quando não nos ameaça com um retrocesso, senão uma volta às trevas e ao atraso. Por isso, é preciso coragem se vier a se sentir abandonado ou não compreendido.
A sexagésima terceira intervenção espiritual, em 31 de agosto de 2018, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 13 (“A beneficência”) do capítulo 13 (“Que vossa mão esquerda não saiba o que faz vossa mão direita”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Não compreendido em seu corpo, esse tirano do Espírito, sempre esfomeado a não escutar palavras que tranquilizariam um pouco o seu coração, pois não enchem seu estômago. Podendo chegar à velhice, atormentado pela dor da solidão conjugada à vergonha de sua aviltante situação financeira, necessitando que se apiedem de sua sorte.
Comparam-se os valores humanitários a uma bela árvore, carregada de flores e frutos, onde vos fartarei. Vinde, colhei, tomai em suas mãos como bem lhe aprouver. Para vos suprir de energia e vitalidade. No lugar dos ramos, todas as suas iniciativas plenas de participação espiritual na infelicidade alheia, que suscitou boa vontade e compaixão para abraçar o sofredor, o que levará a árvore a Deus para Ele recarregá-la de novo e você prosseguir estendendo a mão a quem é estéril e luta desesperadamente para realizar algo de elevada significância espiritual, mas ainda não sabe como e qual caminho trilhar.

Antonio Carlos Gaio:
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