X

COPA DO MUNDO DE 2022 – CATAR – A MALDIÇÃO DO BRASIL

Holanda derrotou o Catar, já eliminado, por 2×0, e classificou-se para as oitavas em primeiro no grupo com muita tranquilidade. Equador não jogou bem como nas duas partidas anteriores e restringiu-se ao seu tamanho no cenário internacional na hora de decidir para avançar à próxima etapa, quando precisava apenas do empate. Foi embora para casa diante de um Senegal, que classificou-se em segundo, mostrando mais categoria, equilíbrio, habilidade e principalmente vontade de vencer: 2×1.
Inglaterra derrotou o País de Gales por 3×0 e classificou-se para as oitavas em primeiro no grupo com 2 belos gols de Rashford e sem alguns de seus melhores valores, sinalizando que tem poder de fogo para disputar o título, se foi a terceira colocada na Copa anterior. Enquanto o habilidoso Pulisic esteve em campo, até sair contundido no final do 1º tempo, Estados Unidos 1×0 Irã, e assim o placar se manteria, com os americanos classificando-se em segundo. A guerra ideológica entre os dois países felizmente não entrou em campo e os Estados Unidos recuaram demais nos minutos finais e nos descontos de 9’, quando o limitado Irã teve duas chances para eliminar os Estados Unidos.
A Dinamarca não confirmou as expectativas de surpresa da Copa e se despede de forma horrenda e passiva como lanterna do grupo, com um empate e duas derrotas, uma delas para a Austrália (1×0) na 3ª rodada, que, por sua vez, surpreendeu com atuações seguras ao se classificar com duas vitórias, tirando a vaga da Tunísia e o gostinho dela ter derrotado a França por 1×0, que entrou em campo com o time reserva. A dor da Tunísia foi pior, já que, apesar da França fazer entrar Mbappe, Griezmann, Dembélé e Rabiot, empatar no último minuto do tempo extra e o gol ter sido anulado pelo VAR, a Tunísia continuou eliminada por performance inferior à Austrália. Restou o consolo para os tunisianos de quebrarem a invencibilidade dos franceses que, desde a Copa de 2014, não sofriam uma derrota em mundiais – maus presságios para a França.
O técnico Scaloni remontou e remoçou o selecionado argentino depois do desastre diante da Arábia Saudita e foi o suficiente para sua escola de futebol impor sua maior categoria, filosofia de jogo e individualidade brilhante, apesar de Messi ter perdido outro pênalti em Copa do Mundo. Acabou se classificando como primeira do grupo ao bater os poloneses por 2×0, dominando do princípio ao fim. O México venceu por 2×1 a Arábia Saudita – o fogo de palha do campeonato -, mas perdeu o segundo lugar do grupo para a Polônia em cima do laço, quando os sauditas descontaram no último minuto, piorando seu saldo de gols. Uma forma deprimente de se despedir da Copa.
Croácia despachou a Bélgica mais cedo para casa ao empatar em 0x0 e se classificar para as oitavas, mas Marrocos surpreendeu, chegando à frente do grupo com duas vitórias e um empate ao vencer o Canadá por 2×1. Os belgas agora padecem da mesma maldição que atingiu a Alemanha, quando eliminou o Brasil nas semifinais de 2014 para depois não passar da fase de classificação da Copa seguinte na Rússia. Em 2018, a Bélgica também eliminou o Brasil (nas quartas) para agora jogar sua melhor partida tarde demais (no 2º tempo) contra os croatas, Lukaku desperdiçar 4 oportunidades incríveis, e ver o fim de uma geração de ouro sem ter ido muito longe, na verdade.
Mas a Maldição do Brasil prosseguiu, vitimando mais uma vez a Alemanha, eliminada pela segunda vez consecutiva da Copa do Mundo sem passar para as oitavas. Graças ao Japão, que se tornou o primeiro do grupo ao virar pra cima da Espanha por 2×1, exatamente da mesma forma e concepção de jogo como havia executado a Alemanha – os nipônicos suplantaram as favoritas que caíram diante da zebra. Os espanhóis terminaram empatados com os alemães no segundo lugar, se classificando por saldo de gols em razão da goleada de 7×0 que aplicaram na Costa Rica. Um grupo cuja marcha do placar na 3ª rodada variava de forma imprevisível, ora classificando a Costa Rica, que inaugurou a contagem e desempatou em 2×1, até ser derrotada ao final para a Alemanha por 4×2. Se Costa Rica tivesse ganhado, teria enfiado os espanhóis no mesmo bonde dos alemães, que entraria para a História. Por incrível que pareça, a Alemanha só jogou mal durante o apagão de 20 minutos diante do Japão, não merecia tamanho ingrato destino.
A Copa do Mundo é muito cruel!

Antonio Carlos Gaio:
Related Post

Este site usa cookies.