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JUCÁ CONFIRMA QUE FOI GOLPE COM ENVOLVIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL

E não foi pouco golpe. Foi muito, muito golpe. Tem cara e cheiro de golpe, e agora há até prova de que foi golpe. O canalha do Jucá estava certo no áudio: dentre os promotores do golpe, a mídia e o Supremo Tribunal Federal faziam parte, no mínimo. O absurdo silêncio do STF sobre Jucá explicita ainda mais o papel da Corte. Bem desenhado o golpe, ministra Rosa Weber? Se, ainda assim, continuarem achando que não foi golpe, vão se tratar de seu ódio contra o mundo que não lhes permite ser feliz, seus rebeldes sem causa! Se o Supremo Tribunal Federal é acusado por um senador, e ministro do governo provisório, de ter garantido o afastamento de Dilma, e não se defende? Quando Delcídio do Amaral, por muito menos, ofendeu o Supremo para tentar dar fuga a Nestor Cerveró, e resultou em cadeia nele. Mas no tocante ao Jucá, não vem ao caso se precipitar com frívolas declarações para derrubar uma presidenta eleita. Ou com o afastamento de Eduardo Cunha ter sido pedido em dezembro, por ação cautelar, e somente julgado em maio, depois de executado o “serviço” de autorizar o processo do impeachment contra Dilma na Câmara. Não havia pressa. Urgia mesmo era impedir, no mesmo dia, a posse de Lula na Casa Civil. Fica evidente no áudio que o diálogo ocorreu antes das votações sobre o processo de impeachment. Janot e Teori sabiam do áudio e não fizeram nada, deixando ir adiante os planos quanto à quebra da legalidade. Seriam, portanto, cúmplices do golpe, inapelavelmente. Quando o juiz Sergio Moro divulgou em poucas horas um diálogo infinitamente menos comprometedor entre Lula e Dilma, o suficiente para Janot considerar obstrução da Justiça. Não seria lícito especular que o resultado da votação do impeachment poderia ter sido outro, caso o áudio do Jucá tivesse sido divulgado na ocasião? Ou Lula estava certo e o STF acovardado, ou Jucá está certo e o STF envolvido.

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Antonio Carlos Gaio:
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