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O SORRISO CÍNICO E DEBOCHADO DE CACHOEIRA

O sorriso cínico, debochado e cafajeste de Cachoeira sumiria se tivesse recebido o mesmo tratamento dado aos presos comuns ou mesmo ao Rogério Buratti, assessor do ex-ministro Palocci, quando lhe rasparam a cabeça e puseram o uniforme de presidiário. A cada recusa em responder aos parlamentares, regozijava-se com ar de superioridade olhando para sua noivinha e era correspondido com um sinal submisso de aprovação, típico de quem vai se casar por dinheiro. Como se as relações sexuais do casal em visitas íntimas no presídio fossem tudo aquilo com que haviam sonhado para a lua de mel. A ironia acabaria num instante se o juiz supremo Gilmar Mendes não proibisse o uso de algemas em pilantras com muito dinheiro. Também com um advogado do calibre de um ex-ministro da Justiça do governo Lula, vendendo seu socorro e serventia a 15 milhões de reais, qualquer borra-botas da polícia ou da justiça se curva em respeito ao seu saber jurídico – a vida é curta para Márcio Thomaz Bastos e dane-se o seu currículo. Mas esses malandros e patifes como Cachoeira só perdem o rebolado se lhes roubarem a carteira recheada de bingo, propinas e dinheiro de empreiteira.
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Antonio Carlos Gaio:
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