Memória é presença
História é presença
Ausência às vezes é presença
Mas é na ausência da presença
Que a memória é vivência
É quando a gente pensa
A gente lembra
E se enche da presença
E da consciência
Daquela que pediu licença
Pra viver uma nova missão
Ela não nos deixou não
Estará pra sempre na gente
Pode não parecer real
Mas a gente sente
Mesmo quando tá mal
A gente sente que é especial
Por ter vivido tanto ao lado dela
A gente olha na janela da memória
E vê o trem passar
Não somos só observadores
Somos passageiros daquele vagar
Mesmo por ora em vagões diferentes
Seguimos em frente
E estamos dentro
Dentro da gente
O que já foi nosso
Ninguém tira
O ar que inspiramos juntos
Ninguém expira
Ficou de inspiração
Pra esse poema
Como canção
O que a gente sente
É palpável
O amor é palpável
Amável
Como as memórias
De quem a gente ama
Amor não termina
Não se esquece
Nem se vai
Com quem desaparece
Amor se ama e ponto final
A gente sente daqui
E eles de lá
E isso é fato
E concreto
Não há nada mais real
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