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A CABALA DA PALESTINA

O massacre cometido por Israel em desproporcional reação ao assassinato de três adolescentes israelenses gerou uma onda de antissemitismo, no entender de especialistas em questões judaicas. Judeus estariam sendo atacados verbal e fisicamente na França e na Alemanha, além de alvos da propagação de ódio em mesquitas localizadas na Europa, explorando jovens muçulmanos, a maioria vítima de grande insatisfação por não conseguir se integrar ao continente europeu. 
Israel é um país que vive à sombra do guarda-chuva protetor dos EUA – sem o seu financiamento, as Cruzadas reentrariam em cartaz, em seu capítulo 4, com os judeus no lugar dos europeus cristãos contra o povo de Alá. 
Contraditoriamente, os EUA, como decano da liberdade de expressão, ao mesmo tempo que no papel de patrono de Israel, avalizam o exercício legítimo de criticar o rolo compressor da ação belicista israelense, a reproduzir Golias contra David e a nos lembrar a blitzkrieg dos tanques de Hitler avançando sobre a União Soviética de Stalin. Não podendo ser a análise crítica, sujeita a diversas interpretações, e minimamente confundida com antissemitismo, ainda mais em matéria que remonta a priscas eras. 
Portanto, nada mais natural do que equivaler a Faixa de Gaza aos guetos poloneses criados pelos alemães nazistas, aguardando a hora de serem enviados para a solução final, face à disparidade de forças em conflito no território que deveria ser o Estado da Palestina, agregando palestinos e judeus, como era antes do findar a 2ª Guerra Mundial. 
O povo judeu, espalhado por todas as partes do planeta em função da Diáspora, é considerado um dos mais evoluídos do mundo, o que não condiz com o grau de barbárie alcançado nessa guerra absurda graças aos seus conterrâneos em Israel, primatas em matéria de diplomacia e negociação. 
Não é por outra razão que pipocam ao redor do mundo manifestações de indignação com o povo considerado predestinado, face à guerra fratricida e desproporcional levada às últimas consequências, não cabendo rotular de antissemitas todos os que pensam em contrário, senão só reforçará a síndrome de perseguição que estigmatiza os judeus, mesmo sendo verdadeira aqui e acolá ao longo dos séculos, quando é crescente a oposição aos seus métodos opressores e comparados aos nazistas, seus carrascos. 
Da síndrome de perseguição à síndrome de Estocolmo, o que sofreu na carne tornou-se um paradigma em suas mentes e corações aplicado à construção do Estado de Israel. Reverberando em dias de Apocalipse que, na terminologia do judaísmo, significa a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas, que bem pode sugerir um fim do mundo ou a batalha final, assim como uma passagem (subterrânea?) para dias mais alvissareiros que transformarão uma prisão a céu aberto na verdadeira Terra da Promissão, com judeus e palestinos irmanados, principalmente em espírito – a cabala por ser revelada. 
Tudo depende de negociação, o forte nos judeus e o que falta por ser exercitado depois do Holocausto.

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