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ACABOU O CONFINAMENTO?

Bolsonaro trocou de ministro da Saúde em plena guerra contra o coronavírus movido por sua vaidade ferida e inveja do Mandetta, face ao seu alto grau de popularidade no afã de salvar vidas. A economia foi um mero pretexto para tentar salvar o governo e arrancar o país da crise falimentar que se avizinha com a pandemia, de modo a ele se reeleger em 2022. Resultado: o anúncio da troca em discurso foi realizado com medo, olhos arregalados e cagaço. Mandetta havia despido o rei e o exposto ao escárnio público. Bolsonaro optou então pelo Dr. Nelson Teich, que se destaca como gestor na saúde privada e, perante o dilema da escolha de Sofia, sempre escolher o paciente mais jovem em prejuízo do idoso, se for necessário. Logo de cara, o futuro capacho declarou-se em alinhamento completo com o presidente. Não explicou, contudo, como fará para resolver “o falso conflito entre saúde e economia”. Na sequência, o motoboy e entregador de comida de restaurante tocou a campainha e perguntou a mim: “Acabou o confinamento?”. Não gostando de minha expressão, arrematou com “precisamos sobreviver”. No que eu emendei: “Será que é tão difícil para sua cabecinha entender que irá contaminar todo mundo, ô eleitor do Bolsonaro?”. Ele não disse, mas sua fisionomia falou por si: “Você é rico, mora em Ipanema, está com tudo garantido e pode falar à vontade, não é?”. O que me daria vontade de replicar: “Dane-se quem irá morrer, não é verdade? Fodam-se os idosos!”. Mas saiu mais virulento de dentro de mim: “E se alguém da sua família vier a morrer?”. “Deus é pai e não irá permitir que isso aconteça!” – o aprendiz de crente revela sua intimidade com o Divino para eu fechar minha boca aziaga. Assim como existe um real dilema entre saúde e economia no enfrentamento da pandemia, a despeito do sonso Teich negar, a luta de classes derivou para parte significativa dos pobres cerrar fileiras em torno de um presidente nazista, muito embora o ditador Bolsonaro governe voltado para os patrões e faça os motoboys de trouxas, induzindo-os a pensar que ele é um do seu meio, tamanha a identidade com ideias preconceituosas, homofóbicas e milicianas que fertilizam seu pasto.

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