O germe vivo que Deus depositou em nossos corações ao criar o ser humano: o amor. Mal sabemos explicar como o amor acontece – a chama desse fogo sagrado. Se é de caráter divino. Desde o maior até o menor. Mesmo o pior e mais perverso dos seres não resiste à tendência natural de sua alma, que procura ao seu redor afeição e simpatia, quando não consegue desviar seu foco para rebaixar a lei do amor ao instinto primitivo. Ainda que comprimido pelo egoísmo, o amor é a origem das santas e doces virtudes que nos ajudam a percorrer o duro percurso da existência humana.
Mas é preciso que passemos progressivamente a amar todos os nossos irmãos indistintamente e superemos todos os tipos de egoísmo, seja o relacionado à família, à mesma nacionalidade, à mesma língua, à mesma aparência. Não acrediteis na secura e endurecimento do coração humano. Ele cede, mesmo a contragosto, ao verdadeiro amor.
A ducentésima quinquagésima nona intervenção espiritual, em 6 de fevereiro, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 167 (“Nossos Irmãos”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 11 (“Amar ao próximo como a si mesmo”), item 9 (“A Lei do Amor”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Amor, afeição, simpatia, afinidade, empatia. No desencarne, nossos parentes e amigos, em Espírito, costumam vir ao nosso encontro. Vão ao encontro da alma a quem são afeiçoados, felicitando-a como se regressasse de uma longa viagem, por haver escapado aos perigos naturais do percurso, ajudando-a a desprender-se dos liames corporais. Também se aproximam muito dos que vieram a conhecê-la e que acabaram perdendo de vista durante a sua vida terrena. Vislumbram os que prosseguem na errância, bem como os encarnados, e até voltam à Terra e os visitam, se estiverem preparados para se defrontar com surpresas.
Os espíritos não fazem sexo entre si. Existindo simpatia quase amor baseado na afinidade de sentimentos, significa empatia. Na capacidade de um se identificar com o outro, de poder sentir o que o outro sente, de apreender o modo como capta tudo ao seu redor, e até se colocar no lugar do outro para tentar compreender o seu comportamento.
Contudo, é uma graça concedida somente aos bons Espíritos, pois àquele que se acha maculado por seus atos e reações, não é permitida a aproximação, permanecendo em isolamento e em companhia dos que lhe são semelhantes.
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