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CAPÍTULO CXXV – POR QUE EXIGIS TANTO DA VIDA?

De todos os meios de comunicação, a escrita é a faculdade mediúnica que se encontra com mais frequência. O mais simples, o mais rápido, o mais cômodo. Os Espíritos atuam sobre os homens sem que nós de nada saibamos, sugerindo-lhes pensamentos e influenciando-os, de modo perceptível, por meio de efeitos apreciáveis aos sentidos. Todos podem se desenvolver como médiuns, mas alguns são mais dotados por conseguirem abrir diversos canais com sua sensibilidade que sobremaneira vai se aguçando com a fé em diapasão. Baseado no perpétuo contato entre os mundos visível e invisível, que reagem incessantemente um sobre o outro. Nestes últimos tempos, as manifestações dos Espíritos adquiriram um maior caráter de autenticidade visto que era intenção da Providência pôr termo à praga da incredulidade e do materialismo através de provas evidentes, permitindo aos que deixaram a Terra vir atestar sua existência e revelar-nos sua situação, feliz ou infeliz (Chico Xavier, um dos grandes intermediadores).
Prosseguindo a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima vigésima quinta intervenção espiritual, em 23 de outubro de 2020, efetivou-se sob a égide da leitura da “Vinha de Luz”, 35 (“Que pedes?”) e estudo preliminar do capítulo 20 (“Os trabalhadores da última hora”), item 5 (“Os trabalhadores do senhor”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Por que exigis tanto da vida? Ambiciosos, egoístas, arbitrários, que solicitam atenção exclusiva a seus caprichos. Vaidosos, invejosos, despeitados, insatisfeitos com o que lhes coube. Ociosos, tolos, revoltados, que reclamam direitos sem deveres. Impacientes, que aguardam realizações ainda sem base. Insaciáveis, que olvidam as necessidades dos outros.
Calai vossos melindres e divergências vaidosas! Por que pedis graças, vós que não tivestes piedade de vossos irmãos? Que recusastes estender a mão ao fraco e o esmagastes ao invés de socorrê-lo. Vós que procurastes na Terra vossa recompensa nos gozos e na satisfação de vosso orgulho. Já recebestes a vossa recompensa de acordo com vossa vontade! Vigiai, pois, cautelosamente, o plano de vossos desejos.
Não te esqueças de que talvez estejas fadado, nesta noite, ao Senhor pedir tua alma, que não te pertence.
E toma conhecimento de que o Espírito comunicante não substitui a alma do médium, apenas a domina, à revelia dela, e lhe imprime a sua vontade. Apesar de que o papel da alma não é inteiramente passivo, pois é ela quem recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transmite – apenas lhe atravessa o cérebro. Neste contexto, em que ele é chamado de intuitivo, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento e, não raras vezes, é contrário à ideia que fazia do assunto, ou até fora de sua área de domínio e de sua capacidade, antes mesmo de começar a escrever.
É assim que acontece comigo. Meu pai, meu guia e fonte inspiradora para eu tomar a bênção e escrever, a prova viva de que Eles interferem, se necessário. Sem meu pai, creio que não iria muito adiante em matéria de literatura. Por vezes, eu sinto que apenas formato, organizo e disciplino as ideias que vêm do Plano Espiritual, e que isso foi fator determinante para ter me espiritualizado. Contato esse em que eu não o vejo nem o ouço, mas sinto fortemente sua presença, principalmente em minha casa. Eu hoje me entendo com meu pai muito melhor do que em vida. Em espírito do que em matéria.

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