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CAPÍTULO IV – MEU PAI SE TRANSFORMOU EM MEU IRMÃO MAIS VELHO

Saiu o diagnóstico emitido pelo dermatologista Dr. Alexandre Gripp referente à quarta biópsia do que cognomino de fogo selvagem, que não bate com as biópsias anteriores: com a operação do câncer (a que eu acrescento a química), os medicamentos que ingeria diariamente para controlar colesterol, pressão alta, diabetes, próstata e outros sintomas desencadearam uma sensibilidade anormal ou hipersensibilidade da pele à ação dos raios solares, já que acumulei muito sol ao longo de minha vida. Segundo o meu oncologista, Dr. Gilberto Salgado, significa que a doença de pele está correlacionada ao meu tumor, hoje controlado com injeções de octreotide de 28 em 28 dias, o que deverá implicar também no controle da dermatite, assim espero.
A quarta intervenção espiritual, em 4 de setembro de 2015, se iniciou com cânticos para abrir caminho para os espíritos curadores e a leitura do item 21 (“Perda das pessoas amadas. Mortes prematuras”) do capítulo 5 (“Bem-aventurados os aflitos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Deus não seria justo por sacrificar pessoas que têm um futuro pela frente e deixar aqui os que não servem mais para nada, consumidos por decepções e infortúnios, partindo o coração de inúmeras mães ao cortar tão cedo vidas em que se depositavam tantas esperanças, quando o certo e normal seria viver mais tempo na Terra. Os que assim julgam perdem uma excelente ocasião para se elevar acima do plano terreno da vida e encontrar o bem muitas vezes onde se acredita ver o mal, guiados pela cega fatalidade do destino. A morte prematura pode ser um grande benefício que Deus dá àquele que se vai ou talvez não seja mais útil ele passar maior tempo na Terra, contrariando os que veem na morte uma separação eterna e ignoram que esses espíritos continuarão bem perto de nós a nos proteger com seus pensamentos benfazejos, regozijando seu coração se com boas lembranças os enchermos de felicidade, bem como afastando dores insensatas que os perturbam ao nos verem sofrendo, acionadas pela revolta contra a vontade de Deus. O filho não é só seu e a alma, assim liberta de seu envoltório corporal, irá viver melhor no cumprir de outras missões como filho de Deus.
Entrei na câmara escura completamente aceso, pensando em meu pai, e, em consequência, não consegui relaxar e muito menos dormir. Foi quando atinei que não atingi um estreito vínculo em vida com meu pai, enquanto filho, mas, em compensação, ele, em espírito, logo que desencarnou em 1979, ao longo de 17 anos, empreendeu um trabalho de recuperação de nosso convívio, e até me espiritualizou quando, estranhamente, eu me encontrava na Tailândia em 1996, o que me permitiu iniciar a escritura de meu primeiro livro espiritual (“Parábola de um Novo Tempo”), dando muito trabalho ao meu pai, que levou mais 6 anos para consolidar minha mente espírita até finalizar o livro. Tornando-se meu companheiro, meu irmão mais velho, no lugar de meu irmão Luiz Jorge que morreu prematuramente aos 22 anos, quando eu tinha 19 anos. Revelação feita nesta intervenção espiritual, seguida por um sono profundo, a ponto de necessitar ser sacolejado na cama para acordar. E numa intervenção cujo tema era justamente a morte prematura e a perda de pessoas amadas. A significar que eu não estou só, tendo um grande amigo em meu pai no Plano Espiritual, como também aqui, cuja presença maiúscula se faz notar ao trazer novos ares e harmonia ao espírito da Casa.
Penso que estou passando pelo mesmo processo de espiritualização iniciado na Tailândia. Senão uma segunda etapa ou o capítulo seguinte.

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Antonio Carlos Gaio
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