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CAPÍTULO XCVI – O BOM ESPÍRITA

Segundo Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”, o que afugenta os Espíritos não é a dúvida que nasce da ignorância e sim o sentimento da hostilidade e descrédito que albergam os pensamentos de presunçosos e supostos observadores que nada observam, ávidos por colocá-los no banco dos réus. Por esses tais, nada fazem, já que a vez deles um dia chegará. Não é a garantia da fé antecipada a que os Espíritos buscam, mas sim a boa-fé na espiritualidade. A pureza no espírito. Se foi tocado no coração. Como o músico que se comove com os acordes, enquanto o seu colega ouve apenas sons. Sempre falando munido da verdade e confessando seus temores, sem se preocupar que aquilo um dia possa se voltar contra ele.
A nonagésima terceira intervenção espiritual, em 20 de dezembro de 2019, foi realizada em minha residência por continuar fortemente gripado, o que não me impossibilitou de fazê-la em meu quarto e no escuro, sob a égide da leitura e estudo preliminar do item 4 (“Os bons espíritas”) do capítulo 17 (“Sede perfeitos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
O Espiritismo não estabelece nenhuma nova ordem moral, mas facilita aos homens e mulheres a compreensão e a prática da moral de Cristo. Porém muitos daqueles que acreditam nas manifestações espíritas não compreendem nem suas consequências, nem seu alcance moral, ou, se os compreendem, não conseguem aplicá-los em si mesmos. Por que isso acontece? Se a clareza da doutrina espírita provém de sua própria essência, de onde se origina sua força, apelando para a inteligência. Fora do comum? Não! Existem homens de reconhecida capacidade que não compreendem, enquanto jovens, mal saídos da adolescência, apreendem-na com admirável exatidão nos seus mais delicados detalhes.
Se a parte material da Ciência não requer mais do que os olhos para ser observada, a parte essencial do Espiritismo exige um certo toque de sensibilidade que independe da idade ou do grau de instrução da criatura, chamada de maturidade do senso moral. Maturidade que lhe é própria porque corresponde ao estágio de desenvolvimento que o Espírito encarnado já possui.
A sensibilidade espiritual, quando ainda não é de todo desperta, se deve aos laços da matéria serem muito mais fortes para impedir que o Espírito se liberte das coisas da Terra. Ele não consegue desatrelar-se de seus gostos, nem de seus hábitos, receando ou mesmo não admitindo que possa haver algo melhor do que aquilo que possui e é do seu inteiro domínio. A crença nos Espíritos modifica muito pouco sua realidade em contraste com suas tremendas tendências instintivas.
Prendem-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes soa proselitista e monótona, pedindo aos Espíritos para ganhar acesso imediato aos novos mistérios, sem se preocuparem se são dignos e se encontram à altura de penetrar nos desígnios do Criador. Sem atinarem com suas imperfeições, alguns deles reservam suas simpatias para aqueles que compartilham das suas fraquezas e prevenções, estacionando no caminho ou mesmo recuando diante da obrigação de se reformarem. Sem se darem conta que um primeiro passo lhes permitirá um segundo passo menos tortuoso e mais amplo numa outra existência.
Reconhece-se o verdadeiro e sincero espírita por sua transformação moral e pelos redobrados esforços que faz para dominar suas más tendências. Há que se esforçar para se libertar da vilania aí implícita com uma vontade férrea, ainda mais se tendo uma percepção tão clara do futuro.

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