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CAPÍTULO XXXI – RECONCILIAÇÃO

Os contatos espirituais com meu pai aqui registrados e os demais, incontáveis e não explícitos constatados através da minha literatura e de sopros no ouvido sobre o que fazer ou não face a situações-limite, principalmente as não solicitadas, me sinalizam, não de que fui brindado por meu pai para compartilhar histórias sobre a marcante presença da espiritualidade para nos guiar. Ou tendo ele como intérprete que proporciona uma ligação física ou lógica de seu próprio Plano com a dimensão material, como partes de um Todo que ainda não podem ser conectadas diretamente, mas que necessitam interagir. E sim porque ocorreu uma reaproximação com meu pai em espírito, que não foi possível em vida carnal, não por divergências insanáveis, embora difíceis de serem contornadas, quando estivemos a um passo de conseguirmos ao trabalharmos juntos na recuperação das Casas Gaio Marti. Mas Deus tinha reservado outro destino não material para o meu pai: o crescimento e a consolidação da Fundação Marietta Gaio. O franco entendimento e a fluência espiritual entre eu e meu pai, garantidos pelo bem-querer, permitiram que afinidades surgissem construídas como pontes para nos acessarmos, ambos acreditando um no outro sem o menor ressentimento do passado, e com muito amor, abrindo um portal para uma fenomenologia que nos é estranha na Terra, graças à força de vontade e à fé de cada um, que ajudaram, e muito.

A trigésima primeira intervenção espiritual, em 3 de fevereiro de 2017, se iniciou com cânticos para abrir caminho para os espíritos curadores e a leitura dos itens 1 ao 4 (“Perdoai para que Deus vos perdoe”) e 5 ao 6 (Reconciliar-se com seus adversários”) do capítulo 10 (“Bem-aventurados os que são misericordiosos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
A reconciliação é verdadeira se nobre e generosa sem pensar no que passou, se feita com a maior delicadeza e sem ferir o amor-próprio, mesmo que o dito ofensor carregue toda a culpa. Não há por que fazê-lo sentir todo o peso de um perdão, que irrita ao invés de acalmar, ostentando uma falsa generosidade e benevolência que, antes de tudo, é uma maneira de satisfazer seu orgulho próprio. A alma elevada não guarda ódio e rancor e fala a linguagem da tolerância e do esquecimento das ofensas, distante do mal que lhe foi ocasionado, geralmente acompanhado de ansiedade, desconfiança e amargura.
Nunca perdoarei! Com que direito pedir o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Reconciliai-vos o mais cedo possível com vosso adversário, enquanto estiverdes com ele a caminho, pois sua conduta de conservar o rancor e faltar com a indulgência pode abalar sua tranquilidade futura antes de desencarnar, caso não dê fim a quaisquer motivos de desavença ou de ódio. Pois que um inimigo enfurecido neste mundo pode tornar-se um amigo no outro mundo, ainda mais que Deus ampara aqueles que perdoam. Portanto, reconciliar-se não significa apenas eliminar as discórdias durante a atual existência, mas evitar que elas continuem nas vidas futuras.
Se prosseguirmos não nos perdoando uns aos outros, permaneceremos acorrentados ao ódio e rancor e, segundo Jesus, não saireis de lá enquanto não houverdes pago até o último ceitil (moeda de pequeno valor). Assim sendo, perdoai para que Deus vos perdoe.

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